30.3.07
O cartaz
Trata-se de um mísero cartaz, perdido algures no meio de uma rua de Lisboa, pela qual a esmagadora maioria dos portugueses nunca passará.
Aliás, se o mesmo cartaz tivesse sido colocado numa rua de uma qualquer outra cidade do país (talvez com excepção do Porto), provavelmente não passaria dos rodapés que diariamente enfeitam os jornais televisivos.
Trata-se apenas de um bom assunto para os habituais caça-fantasmas...
29.3.07
Outros horizontes
Ensino superior privado
As universidades privadas portuguesas, com excepção da Universidade Católica (que goza de um estatuto especial), nunca conseguiram granjear prestígio e reconhecimento suficientes para poderem concorrer com as universidades públicas.
Sempre foram olhadas apenas como um via alternativa de acesso ao ensino superior para aqueles que, por via das notas mais baixas, não conseguiam entrar no sector público.
Assim, além da oportunidade de enriquecimento que deram a muitos professores, acabaram por, acima de tudo, ser responsabilizadas e reconhecidas pelo sobrelotação de muitas áreas do mercado do trabalho, essencialmente, na área do Direito, Economia, Medicina Dentária e Arquitectura, democratizando o acesso àquelas profissões, pese embora o aspecto contraditório do alto preço que esse acesso representava, reflectido no valor das propinas a pagar.
O caso Moderna alertou para o facto de, por debaixo das respeitáveis vestes académicas, se esconderem negócios obscuros e passarem interesses pouco condizentes com o materialmente desprendido mundo universitário.
No entanto o que se tem passado com a Universidade Independente e as sucessivas trocas de acusações entre os seus responsáveis levam-nos a abrir uma página nova quanto ao escopo visado pela criação das universidades privadas. O enriquecimento de currículos de pessoas cujas vidas sempre tinham, voluntariamente, seguido rumos mais empíricos, mas a quem a muito portuguesa necessidade de títulos obrigava a colocar um Dr. ou Eng. antes de, pomposamente, assinar o nome.
28.3.07
Vamos lá dimensionar o que nos rodeia...
- Potência total: 11 Mw
- Produção anual: 20 Gwh/ano
- Capacidade de abastecimento de electricidade: 8.000 habitações
Barragem do Carrapatelo - Uma barragem perfeitamente comum (mesmo à escala de Portugal
- Potência total: 338 Mw
- Produção anual: 949 Gwh/ano
- Capacidade de abastecimento de electricidade: 380.000 habitações
Barragem La Grande Complex (Quebec, Canada) - A maior barragem do mundo
- Potência total: 16.021 Mw
- Produção anual: 106.883 Gwh/ano
- Capacidade de abastecimento de electricidade: 42.700.000 habitações
(fonte: Wikipedia e jornal Público)
Como já afirmei neste blogue, sou um apoiante das energias limpas. Mas não me tomem por parvo com frases do género "em 2020, 45 por cento da energia nacional terá que ser produzida a partir de renováveis" (Manuel Pinho in Publico). Como contribuinte, e como gestor, atribuo irracionalidade (incompetência? demagogia?) a esta política (/esta frase) se estivermos a falar neste tipo [ineficiente]de energias renováveis...
Uma questão de escola
"Em vez de uma licenciatura parece que estamos a tirar um curso de ladroagem."
27.3.07
Combater o mar
Desde há muito que combater o mar e a erosão por ele provocada tem sido uma guerra perdida. Apesar da irresponsabilidade dos nossos governantes, o futuro deverá obrigatoriamente passar por afastar as construções do mar, de modo a evitar a sua destruição.
A verdade é que quando o oceano deseja, avança, e há pouco que o Homem possa fazer para o evitar. Colocar rochas e pedregulhos, quando muito, pode ajudar a retardar a retirada, mas nunca conseguirá ser solução ou travar o avanço das águas.
Quer isto dizer que, ou muito me engano, ou apenas Moisés poderia fazer alguma coisa pelo parque de campismo da Costa da Caparica.
26.3.07
O típico dia de Primavera
Salazar ganhou uma votação telefónica, sendo considerado o maior português de sempre, tendo Álvaro Cunhal ficado em segundo lugar.
O PNR, partido da extrema-direita, prepara-se para concorrer, apoiando uma das listas, à associação académica de uma faculdade da Universidade de Lisboa, sendo a outra lista única oponente apoiada pelo PCP.
24.3.07
23.3.07
Está-lhe no sangue...
A menina vive há quatro anos nos E.U.A. e chama-se Michelle Larcher de Brito.
Ou muito me engano, ou o jeito para o ténis não deve vir do lado Brito...
Onde pára a polícia?
Uma foragida à Justiça abandona tranquilamente o local onde se encontra escondida, juntamente com uma criança que (de acordo com a última decisão judicial) se encontra sequestrada, cumpre uma ordem de um tribunal, em local público, e regressa sossegadamente ao local que lhe serve de esconderijo.
Saliente-se que, entretanto, a comunicação social teve conhecimento antecipado da diligência e teve oportunidade de fotografar e acompanhar a foragida.
No meio de tudo isto, ninguém se lembrou de avisar a polícia, nem esta pensou que poderia estar ali uma boa oportunidade para deter a senhora.
22.3.07
Outros horizontes
(*) leitura obrigatória.
Cesarianas
Independentemente das indicações médicas das cesarianas que não vou aqui discutir, neste caso, não se pode desprezar a questão médico-legal e isso só os obstetras podem falar, pois são eles que se sentam no banco dos réus.
Um estudo realizado nos EUA, Lockwood (2002), revelou que um obstetra é em média processado 2,5 vezes durante a sua carreira e 75% já tinham sido processados pelo menos uma vez. Claro que a nossa realidade é diferente, mas o caminho aponta nesse sentido. A comunicação social sensacionalista também tem feito o seu papel. Como foi também foi referido, 50% dos casos de má prática médica que chegam a tribunal, são de Obstetrícia.
Quando tudo corre bem, o médico é maior, quando há algo que não corre como o esperado (muitas vezes de forma totalmente imprevisível) lá vêm as acusações.
Não são só os treinadores de futebol que passam de bestial a besta num ápice...
Sócrates e o Público
A indignação selectiva deste blogue já era previsível, aliás como são sempre selectivos os seus comentários, optando pelo silêncio quando os ventos não são de feição ao partido do governo.
Concordo com Paulo P. Mascarenhas, "Ai se fosse no tempo de Santana Lopes, o que se escreveria por aí....".
Licenciado ou engenheiro
É verdade que não existiria qualquer problema em termos um primeiro-ministro que não fosse licenciado, nem isso provaria, sem mais, falta de competência para o cargo. Aliás, conforme é referido na edição do Público de hoje, tal situação estaria longe de ser inédita, mesmo ao nível dos altos quadros da União Europeia.
Diferente é o interesse de se saber ao certo e em bom rigor a biografia e currículo do primeiro-ministro em funções e quais os passos que seguiu. Quando se contrata alguém existe essa preocupação, que deve ser ainda maior num cargo desta importância. Tratam-se de funções públicas e de representação do país ao mais alto nível.
Sabermos se é ou não licenciado, não será muito relevante. Mas já terá todo o sentido saber-se se a obtenção da licenciatura passou por métodos menos claros ou se houve alguma tentativa de enriquecer a posteriori algumas páginas menos preenchidas.
21.3.07
Pequeno poder
Imaginem o que não aconteceria se houvesse reais expectativas de ascender ao poder.
20.3.07
PP e Portas
Portas já foi a várias eleições, nunca conseguiu nada de extraordinário. Telmo, Pires de Lima, Nobre Guedes, Melo, os de sempre e sempre os mesmos seguem-no.
O PP é um partido pequeno, não tem expressão autárquica, não tem lugares nem benesses para distribuir.
Monteiro anda a fazer as cenas que se sabe, inconformado com a sua própria irrelevância.
Portas quer voltar, sempre... Tudo velho.
A falta de memória
Outros horizontes
O Público
Tal como sucedeu com outros títulos, a direcção editorial optou basicamente por tornar o jornal mais ligeiro e superficial. Na maior parte das vezes a ideia que fica é que a simples leitura do título quase torna prescindível o corpo da notícia, tal a pobreza e escassez do conteúdo. Acaba-se sempre por ficar com a sensação de que falta ali algo, que se poderia ter ido mais longe no seu aprofundamento.
O caminho escolhido foi o de tentar cativar aquele público que procura o imediatismo e a informação rápida e directa, em detrimento daquele que está disposto em perder um pouco mais de tempo em troca de uma informação mais detalhada e profunda. Ou seja, privilegiou-se a adesão de novos leitores, esquecendo-se aqueles que sempre se mantiveram fiéis.
O grande problema, e como já muitas vezes foi referido, reside no facto de, ao nível do imediatismo e rapidez, o jornal impresso ter muito pouco a acrescentar à Internet ou à televisão. A esse nível a luta é demasiado desigual, com claro prejuízo para o papel. Deste modo, dificilmente se conseguirá seduzir novos leitores optando por essa via.
Além disso, e com a substancial redução de conteúdos, arrisca-se também a perder os leitores mais tradicionais.
P.S. Apesar de tudo, existem pontos positivos. Gosto especialmente da última página, com o pingue pongue entre Helena Matos e Rui Tavares e dos altos e baixos, com a referência às notícias do dia.
17.3.07
16.3.07
Cartas de condução II
Cartas de condução
15.3.07
Tradição familiar
Um irmão matou um homem em Mirandela e um filho um jovem numa discoteca de Bragança. A própria foi condenada por ter batido em dois polícias e três dos seus filhos esmurraram um procurador de Bragança."
O país real
À sua espera estará uma família que vive no limiar da miséria, de raro sustento e onde os que já lá vivem se atropelam no pouco espaço abrigado que lhes resta.
Certamente comovida com as dificuldades de quem assim tem de viver, toda aldeia prepara-se para recebê-la queimando o pouco que poderiam oferecer nos sempre indispensáveis foguetes.
14.3.07
Ironia
Outros horizontes
13.3.07
Elogio!?!
Os mais distraídos até poderão ser levados a pensar que foi Fernando Santos quem lançou o agora defesa do Chelsea. No entanto depois destas declarações, não se augura nada de bom ao central brasileiro nas mãos de Santos. É que Ricardo Carvalho apenas foi utilizado por uma vez por Fernando Santos, quando este treinava o Porto, acabando sempre por ser dispensado (Farense, Setúbal e Alverca) e preterido por (imaginem!?!) João Manuel Pinto. E isto quando aqueles adeptos que acompanhavam com maior atenção o dia-a-dia portista não hesitavam em colocar Ricardo Carvalho como um dos mais promissores defesas portugueses.
Até Octávio Machado teve vistas mais largas que o engenheiro.
O DN em mudança
12.3.07
Novo alvo
Como já vai no terceiro treinador, é melhor mudar o alvo...
Interesses
Aí está o grande problema. Todos ficamos com a ideia que os grandes investimentos da Ota e TGV são mais projectos pessoais do que nacionais.
11.3.07
Sócrates ao Sol
Um arco-íris surgiu quando Kim Jong-il nasceu. Só ficou por saber, qual o fenómeno da natureza que assinalou o nascimento do nosso primeiro, terá sido o Sol?
10.3.07
8.3.07
7.3.07
5.3.07
4.3.07
3.3.07
Futebol português
"Sexta-feira de manhã: O PATO recebe o seguinte SMS:
“Ontem ao fim da tarde tentaram enganar o Dame no sentido de assinar um novo contrato com a Académica, dizendo ao senegalês que aquele era o contrato para um novo automóvel. Isto passou-se nas instalações do 'stand' do vice Luís Godinho. O jogador descobriu a armadilha e foi o bom e o bonito. Até notária estava contratada pelo vice. Como é possível, Académica?!”.
E, no final do SMS, um número de telefone, de cujo titular O PATO conhece de resto o nome.
Notícia espantosa, é claro. Só que – após ter procurado confirmação para ela – notícia verdadeira, teve de concluir O PATO.
Pelo que, tal como o autor do SMS, não pode deixar de exclamar:
Como é possível Académica?!!!
Ou então: para onde caminhas, Briosa?!!!"
Adenda: Um clube da primeira liga tenta ludibriar um jogador profissional. Não será isto notícia para a capa de um jornal desportivo? Ninguém investiga? O jornalismo desportivo é mesmo um mundo à parte.
(post editado às 21:32)2.3.07
O regresso do PP
Com o habitual ar grave e solene e com a sua preparada pose de Estado, o ex-ministro do Mar apresentou-se como o salvador da oposição, prometendo uma nova vida não só ao partido como ao centro-direita. À boa maneira de Hugo Chávez entregou-se nas mãos do povo, neste caso, dos militantes. O culto da personalidade no seu máximo expoente.
A verdade é que Portas já percorreu todo o espaço à direita do PS, já foi conservador, anti-europeísta, ensaiou nas últimas legislativas uma postura economicamente liberal, contrastando com muitos dos seus actos enquanto ministro, enquanto defendia intransigentemente os valores mais tradicionais da sociedade. Agora chegou a vez do centro-direita, tentando cavalgar a onda de um PSD adormecido e desorientado, nunca refeito da fuga de Barroso e dos tempos de Santana.
Conta para isso com os seus fiéis e subservientes guerrilheiros, os mesmos que nunca deram um minuto de descanso a Ribeiro e Castro, de modo a que a sombra do verdadeiro líder nunca desaparecesse.
Tem contra ele tudo que fez até hoje.
1.3.07
Estratégia não contemplativa leva a... "destratégia"
Uma vez que o referido capital se encontra actualmente disperso em bolsa, sob a forma de acções, foi necessário recorrer à oferta de um determinado montante (inicialmente 9,5 euros por acção), e dado conhecimento detalhado da operação e objectivos da aquisição à CMVM, para seduzir os actuais proprietários de acções à venda destes títulos. Tal montante veio a ser considerado insuficiente (pelas mais influentes instituições financeiras mundiais e, consequentemente, pelos accionistas), pelo que foi revisto para 10,5 euros por acção.
No caminho de revisões de valores de oferta, foi sendo relembrado que os estatutos da PT blindam a tomada de uma participação superior a 10% a empresas que exerçam actividade de alguma forma concorrente. Para desblindar estes estatutos, a Sonaecom tem que ver esta decisão aprovada em Assembleia Geral (amanhã), tendo para tal que vender um "produto" que seja aliciante aos actuais accionistas (que são os "votantes" da referida assembleia) - o "produto" seleccionado foi uma política atractiva de dividendos (aproximando-se desta forma da "campanha interna" que está a ser efectuada pela actual administração da PT, cujo objectivo é manter uma estrutura accionista atomizada que permita que eles se mantenham em funções).
Uma vez que a atractividade de dividendos fomenta a retenção das acções - os dividendos são auferidos pelos detentores dos títulos - ou mesmo a pressão para subida dos títulos (o valor de uma acção contempla as expectativas de rendimento futuros), estamos perante uma estratégia divergente nas acções tomadas pela Sonaecom e que pode custar-lhes um pesado insucesso da iniciativa: por um lado, esforçam-se por atingir 50% da propriedade da PT, por outro estão a tornar atractiva a propriedade (retenção) da PT pelos actuais accionistas.
Aqui está a prova de uma estratégia que não contemplou todas as premissas que deveria...













