Por
Pedro C. Azevedo
às
10:54
0
comentário(s)
Sobre tudo e sobre nada.
O filme Herói, de Zhang Yimou, lembra-nos, mais uma vez, a singularidade da cultura oriental. Nunca a lenda, que o filme tão bem conta, serviria para criar um herói no Ocidente. Os conceitos de coragem, honra e amor adquirem a sua dimensão e significado mais forte, mas, ao mesmo tempo, perturbador.
O seu sentido poético e estético, à imagem de O Tigre e o Dragão, são perfeitos.
A ver, sem dúvida.
Por
Pedro C. Azevedo
às
10:30
0
comentário(s)
Quando lhe perguntaram se pensava vender muitas unidades no nosso país do novo modelo da Volkswagen que se irá produzir na Auto-Europa, o seu director, um espanhol, respondeu:
"Com certeza. Trata-se de um descapotável de luxo, e eu, apesar de ser espanhol, reconheço que é nas estradas portuguesas que mais vejo carros de luxo. Quando vou na estrada farto-me de ver BMW´s e Audis!"
Por
Pedro C. Azevedo
às
20:43
0
comentário(s)
Esta visita de Mourinho a Israel, em ambiente de férias e descontracção, numa pretensa manobra a favor da paz no Médio Oriente (?), amplamente publicitada por todos os órgãos de comunicação social, a nível mundial, não se compadece muito com o espírito altamente profissional, quase fanático, do fantástico treinador. Convém não esquecer que Mourinho sempre se mostrou contra as viagens dos jogadores de futebol para a gravação, por vezes em tempo recorde, de spots publicitários, mesmo em dias de folga.
A viagem do treinador do Chelsea não durou uma tarde, nem sequer um dia, mas sim dois dias inteiros. Não estou a ver Mourinho a admitir isso a qualquer jogador do plantel. E penso que faz muito bem. O treinador é o líder, gozando de maior responsabilidade, mas também de maior liberdade, que os membros do grupo que lidera.
Obviamente, também nada há a apontar quanto ao interesse da viagem, nem sequer quanto aos seus objectivos (ainda que pareçam altamente irrealistas, mesmo sabendo do poder social que o futebol detém).
No entanto, penso que a viagem e a respectiva divulgação dos seus objectivos pacifistas e humanitários não será alheia aos processos disciplinares que a UEFA e a Federação Inglesa de futebol moveram contra o Chelsea, Mourinho e o seu adjunto, Steve Clark (o treinador português disse mesmo que quando acabar a sua carreira pretende enveredar pela ajuda a causas humanitárias). Não nos podemos esquecer que Mourinho se prepara para ser o rosto da American Express em todo mundo, pelo que a sua imagem deve ser devidamente cuidada e resguardada, de modo a atingir um público que se deseja universal.
Ou muito me engano, ou Mourinho terá de fazer algum contorcionismo se quiser manter o seu estilo agressivo e calculista no modo como lida com a comunicação social e adversários, e continuar a lucrar em toda linha com o sucesso de que goza, fruto do seu trabalho inigualável.
A barba até pode continuar por fazer, mas o rosto deverá estar lavado...
Por
Pedro C. Azevedo
às
14:40
0
comentário(s)
Da leitura do meu post Novo Código poderá resultar uma ideia errada acerca da minha posição sobre a condução verdadeiramente assassina dos portugueses.
Naquele texto apenas tentei exprimir a minha discordância sobre algumas medidas do novo Código da Estrada e, consequentemente, sobre a fúria legislativa do nosso país, e que é própria dos países menos desenvolvidos.
Quem for jurista apercebe-se, facilmente, que são os países menos desenvolvidos que dispõem de leis mais modernas, em que tudo está previsto e devidamente sancionado. O maior problema, e que praticamente os imobiliza, é a sua aplicação.
E Portugal não foge à regra. A meu ver, o grande drama que atravessa as nossas estradas deve-se, sem dúvida, à falta de civismo dos portugueses. O carro, nas mãos de muitos, mesmo devidamente encartados, é uma arma que utilizam para esconder as suas frustrações e ressabiamentos. Daí, provavelmente, o porquê de os portugueses se endividarem até aos ossos para ter um bom carro, nem que para isso vivam numa cabana.
A juntar a isto, tal como o Joaquim referiu, está a falta de fiscalização nas estradas ou, quando a há, a sua fiscalização defeituosa. A polícia prefere a caça à multa, às medidas preventivas e fomentadores de civismo e tolerância social. É muito mais confortável conduzir uma viatura de polícia, ou montar um radar, numa auto-estrada perfeitamente segura, bem delineada e devidamente sinalizada, do que colocar-se à chuva ,numa estrada nacional sinuosa, que atravessa povoações e em que mal se vislumbram os traçados do piso.
De que serve uma coima elevada, se quem a deve não tiver como pagar? De que serve uma lei perfeita e completa, se não houver ninguém para aplicá-la? ou se se fechar os olhos aos seus atropelos? De que serve uma lei, se os seus cidadãos não a cumprem reiteradamente? Põe-se um polícia como passageiro em cada carro?
Por
Pedro C. Azevedo
às
22:18
0
comentário(s)
Em relação ao novo Código da Estrada, penso que não traz nada de especialmente novo que resolva o problema da sinistralidade nas estradas portuguesas. Apesar de algumas alterações serem desejáveis (agravamento das sanções para alguns comportamentos perigosos, como usar telemóvel durante a condução) o que é certo é que não é o agravamento das multas que vai tornar Portugal um país mais seguro. O grande problema do país é, parece-me, a falta de fiscalização, que leva à impunidade e ao facilitismo por parte dos condutores. Só por azar é que um condutor é "apanhado" em excesso de velocidade ou com álcool...
Por
Joaquim Cerejeira
às
09:24
0
comentário(s)
Esta frase, de António Barreto, no seu artigo de Domingo, no Público:
"Mas o bem comum é, para o nosso concidadão, desprezível lixeira ou fonte de rendimento ilícito."
Por
Pedro C. Azevedo
às
00:34
0
comentário(s)
Entrou ontem em vigor o novo Código da Estrada. Com ele vêm sanções mais pesadas, aliás, atrevo-me a dizer, algumas delas verdadeiramente disparatadas.
Para uma lei funcionar é necessário que, além da óbvia vontade de a respeitar por parte dos cidadãos, seja minimamente razoável.
Provavelmente, o único país com leis mais perfeitas e completas que as nossas é o Brasil...
Por
Pedro C. Azevedo
às
00:27
0
comentário(s)
Um soldado da Brigada de Trânsito da G.N.R. declarava, ontem, a um canal de televisão, em jeito de balanço provisório do fim-de-semana de Páscoa:
"Infelizmente, ainda continuamos com um morto!"
O zeloso soldado, provavelmente, imbuído do espírito pascal, ainda deve ter esperança que a infeliz vítima ressuscite.
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:57
1 comentário(s)
Para hoje proponho a leitura desta interessante reflexão sobre a Via Sacra.
Por
Joaquim Cerejeira
às
19:39
0
comentário(s)
Apesar de já ter sido um católico mais praticante, em minha casa ainda se cumpre a abstinência e jejum da Sexta-feira Santa e, por isso, também eu me vejo na obrigação de cumprir esse ditame.
Para quem, como eu, odeia peixe (infelizmente, por todas as razões e mais alguma), trata-se de um dia verdadeiramente tormentoso. Quase que chegaria ao ponto de dizer que lhe retira todo o sabor do feriado, sem ter de trabalhar.
Nunca mais é meia-noite...
Por
Pedro C. Azevedo
às
16:16
1 comentário(s)
No meio do seu frenesim demagógico e propangandístico, Jorge Coelho, ontem, no Quadratura do Círculo, anunciou uma medida indispensável para a democracia portuguesa: a limitação dos mandatos dos cargos executivos, nomeadamente, o cargo de presidente de câmara.
É, sem dúvida, uma decisão muito importante e que muito puderá benfeciar o país, livrando-o dos parasitas autárquicos que se alimentam, a si e ao seu círculo de relações (muitas vezes criando autênticas fortunas), de negócios obscuros, escondidos por detrás da capa do interesse público, do combate ao centralismo e das populações que deveriam servir.
Poder-se-á argumentar que quem é obrigado a sair terá sempre a hipótese de lançar um delfim devidamente preparado e ensinado.No entanto, nunca será igual a estar lá o próprio. Além do mais, esse delfim não terá o mesmo tempo para criar as raízes sufocantes e estranguladoras que o seu antecessor conseguiu criar, pois também ele terá o seu mandato limitado.
Ningúm duvide que Portugal é um país excessivamente centralizado, mas, em grande medida, isso acontece porque a sua administração local é corrupta e incompetente, impedindo-a de ter o peso e a voz que deveria ter.
Como não há bela sem senão, Jorge Coelho anunciou um período de transição, sem precisar quanto tempo esse mesmo período iria durar. É o tal problema dos direitos adquiridos, sem o qual nenhuma reforma consegue avançar neste país.
Por
Pedro C. Azevedo
às
10:16
0
comentário(s)
Porque nunca é demais defender uma boa medida, ler a apologia da venda livre de medicamentos neste post do A CULPA É do Médico
Por
Pedro C. Azevedo
às
12:15
1 comentário(s)
Não sei se o Público divulga esta notícia com boas ou más intenções em relação a Rui Rio (sem dúvida, o ódio de estimação da secção Local do Porto). Mas, a meu ver, só pode jogar a favor do autarca. Um presidente de câmara que sofre ameaças de promotores imobiliários só pode estar do lado certo da barricada.
Aliás, o caso que a notícia refere constitui um dos maiores problemas das mudanças de ciclo e de poder das autarquias. As garantias dos cidadãos no processo administrativo podem gerar situações injustas e imorais. Se o anterior executivo licenciou mal uma obra, será muito difícil ao novo executivo revogar essa decisão dentro dos limites da legalidade.
É sustentando-se nessas habilidades jurídicas que muitos presidentes de câmara licenciam e deixam ir avante muitos actos verdadeiramente assassinos para o património público.
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:21
0
comentário(s)
A ser verdade, esta notícia no Público é um escândalo.
Impressionante a quantidade de cargos que Dias Loureiro acumula. É a tal velha aspiração, de que falava Bagão Félix, de se ser ex-ministro...
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:11
0
comentário(s)
O Porto desta época já há muito que deixou de dar esperança aos seus adeptos. Mas tenho a ligeira sensação que se o Sporting ou Benfica tivessem tido dois jogadores expulsos, no estádio do Dragão, como teve o Porto, ontem, em Alvalade, não era de futebol nem de tácticas que se ia falar hoje, certamente.
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:05
0
comentário(s)
Luís Nazaré elogia o injustiçado Narciso Miranda no Causa Nossa. Como bem lembra Rodrigo Moita de Deus, em O Acidental, o problema que o Narciso tenta resolver foi, certamente, gerado por ele.
Aguardamos ansiosamente pela defesa da obra de Mesquita Machado...
Por
Pedro C. Azevedo
às
10:54
0
comentário(s)
Pedro Pinto confunde servir o partido com ser servente do poder instalado. E, como bom servente, limita-se ao ataque pessoal, gratuito, sem um mínimo de substância ou de argumentação válida.
Por
Pedro C. Azevedo
às
15:36
0
comentário(s)
O Primeiro-Ministro anunciou hoje que pretende reduzir as férias judiciais, no Verão. Em vez de dois meses, os magistrados terão apenas um mês de férias (provavelmente, em Agosto).
Mais uma vez, esta medida de Sócrates poderá evidenciar alguma coragem. É um facto que os magistrados gozam de um período de férias que não é comparável a nenhum outro cargo pago pelo Estado.
Mas também convém não esquecer que todos os juízes sérios e responsáveis utilizam grande parte das suas férias para fazer despachos e estudar os processos com que se encontram atolados. Ou seja, para muitos, as férias são mais um mito e uma oportunidade de fazer o trabalho em casa do que outra coisa qualquer.
A Justiça sofre de vários problemas, alguns deles básicos, como por exemplo o facto de os nossos tribunais se recusarem a cumprir horários. As férias judicias não serão o maior, mas evidencia alguma vontade de mudar.
Vamos aguardar por reacções.
Por
Pedro C. Azevedo
às
15:10
0
comentário(s)