Outros Horizontes
Ler "Promessa Não Cumprida", no esplanar, por João Pedro George.
Sobre tudo e sobre nada.
Ler "Promessa Não Cumprida", no esplanar, por João Pedro George.
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Horácio L. Azevedo
às
12:35
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Durante os últimos meses, o ministro António Costa apareceu por várias vezes nas televisões, apresentando e demonstrando a bondade das suas medidas contra os incêndios. Estava determinado a acabar com esse flagelo que todos os anos leva parte da nossa reduzida riqueza natural.
Contou até com a (desinteressada) ajuda da RTP que, em nome do interesse público, emitiu um Jornal da Tarde em directo de um quartel de bombeiros, devidamente apetrechado com os melhores meios no combate aos fogos florestais.
Ou muito me engano, ou só vamos voltar a ver e ouvir o senhor ministro lá para meados de Outubro…
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Pedro C. Azevedo
às
17:56
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“Mal Amados”, no Abrupto, por José Pacheco Pereira (artigo publicado no Público, de ontem).
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Pedro C. Azevedo
às
10:30
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A perspectiva, prevista no novo Código Penal, de alargar o que deve ser considerado como crime de maus-tratos cometido contra uma criança parece-me perigosa e exagerada.
Penso que uma sociedade só deve considerar crime a prática de actos que sejam unanimemente vistos pela sua população como censuráveis e condenáveis. E, mesmo dentro destes, apenas aqueles que atinjam um desvalor considerável.
Considerar que qualquer tipo de castigo corporal a uma criança (apesar do peso psicológico da expressão) é crime não me parece justificável. E ainda mais incompreensível se torna quando nos lembramos que há muito pouco tempo foi elaborado um acórdão, muito polémico, é certo, que até o defendia.
Sem subscrever o referido acórdão e não me considerando, nem de longe nem de perto, defensor ou condescendente com qualquer tipo de violência, parece-me que uma palmada a uma criança, dada pela pessoa certa, na altura certa e no local certo, não lhe faz mal nenhum, bem pelo contrário.
Mas, independentemente de se concordar ou não com essa corrente de pensamento, parece-me abusivo do legislador querer impor a sua concepção pessoal, quanto a uma questão que está longe de ser pacífica no interior da nossa sociedade, mesmo entre os magistrados judiciais.
Penso que o problema deveria ser resolvido através de uma cláusula geral (dentro dos limites da constitucionalidade), que deixaria a solução casuisticamente nas mãos dos juízes e no amadurecimento da comunidade.
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Pedro C. Azevedo
às
19:01
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Hoje, num bloco de notícias da Rádio Renascença:
“Metade dos fumadores morre ou tem doenças graves.”
Muito pior estamos nós, não fumadores, que morremos com toda a certeza…
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Pedro C. Azevedo
às
11:54
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Joaquim Cerejeira
às
17:00
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A propósito do Mundial de futebol, tem-se discutido nalguns meios de comunicação social a importância do fenómeno e a exacerbada atenção que muitos lhe dispensam. De um lado estão aqueles que gostam ou vivem do futebol e do outro os seus detractores, para quem a realização do evento é um autêntico tormento que lhes entra pela casa, a toda a hora e por todos os meios.
Em primeiro lugar, devo dizer que adoro futebol. Acho que é um espectáculo de verdadeira beleza e complexidade que merece toda a atenção e respeito, pese embora ser praticado e desempenhado maioritariamente com os pés.
Não concordo, por isso, com aqueles que tudo fazem para o diminuir e que consideram, por regra, os seus praticantes e aficionados como seres intelectualmente menores, a quem nada mais foi concedido que não a capacidade de gostar e compreender o futebol. A satírica visão de que são 22 homens atrás de uma bola é tão redutora e bacoca como aquela que apenas apreende um monte de pedras ou uma mistura de tintas numa escultura ou pintura abstracta.
No entanto, aquilo que sinto pelo futebol começa e acaba no relvado. A admiração por Ronaldinho, Mourinho, Shevchenko, C. Ronaldo, Deco, Henry, Capello, Quaresma, R. Carvalho, Zidane e companhia, apenas dura os 90 (ou 120) minutos em que pisam primorosamente e como ninguém os relvados. De resto, não me interessa minimamente saber o que sentem quando são recebidos por todos os políticos desde o presidente da Junta ao Presidente da República, ou vêem uma multidão aos saltos, clamando pelo nome deles. Na maior parte das vezes apenas soltam lugares-comuns mal articulados e vazios de qualquer conteúdo, próprios da sua falta de formação, pessoas a quem a vida sorriu, enchendo-lhes os bolsos de dinheiro e o ego de notoriedade social.
Enquanto correm, fintam, inventam tácticas, cortam, pressionam, passam, defendem, atacam, se desmarcam, têm todo o meu respeito e veneração. Mas não quero saber o que jantam, como se penteiam, o que bebem, como se divertem, a que horas acordam, que livros (não) lêem e que filmes vêem.
Não me incomoda que sejam bem pagos, apenas os posso invejar. É a velha máxima da oferta e da procura. Se lhes dão aquele dinheiro é porque há quem o pague para os ver (como eu, por exemplo). Mas não me obriguem a saber onde e com quem o gastam.
Quer isto dizer que, até eu, me sinto enjoado com os telejornais dos últimos dias e as infindáveis reportagens, conferências de imprensa em directo e a excitação que muitos querem tornar obrigatória em volta da nossa selecção.
Mais, não vou colocar qualquer bandeira na varanda (nem que seja por uma questão de bom gosto) e não recebo lições de patriotismo de ninguém. Seguindo o raciocínio de Miguel Sousa Tavares, na edição de hoje de A Bola (link indisponível), sou muito mais patriota quando critico a Câmara Municipal de Braga do que quando coloco uma bandeira a enfeitar a janela lá de casa.
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Pedro C. Azevedo
às
16:05
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“E já não é pouco”, no Mar Salgado, por Filipe Nunes Vicente.
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Pedro C. Azevedo
às
17:34
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A ideia de avançar com a avaliação dos professores por parte dos encarregados de educação é de aplaudir e deve ser incentivada.
É óbvio que não se pode pedir aos pais que avaliem as competências científicas e pedagógicas dos professores dos seus filhos. No entanto, existe informação que os pais podem fornecer e que pode ser útil numa classificação em que se pretende premiar o mérito de cada um.
Aspectos como a disponibilidade para interagir e reunir com os encarregados de educação, capacidade de gerar iniciativas mobilizadoras da comunidade e o próprio interesse pelo percurso escolar de cada aluno podem ser por eles revelados, sem que com isso os professores se possam sentir intimidados ou subjugados.
E mesmo que nessas avaliações surjam tentativas de retaliação por parte de alguns encarregados de educação contra alguns professores, esses casos serão amortizados pela grandeza da amostra. Penso que não é necessário ser um Steven Levitt para chegar a essa conclusão.
Abrir a administração pública ao exterior é o passo certo para a tornar mais eficiente e transparente, e acautelar a boa aplicação dos recursos.
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Pedro C. Azevedo
às
15:41
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Para melhor se perceber a pseudo-liberalização das farmácias, ler os 6 posts Farmácias de Vital Moreira no Causa Nossa.
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Horácio L. Azevedo
às
13:05
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A Associação Nacional de Farmácias está, como seria de esperar, contra as medidas (tímidas) do governo em começar a liberalizar o acesso à propriedade de farmácias. Diz a ANF que o modelo actual é o "melhor serve os interesses dos doentes". O que na realidade deveria afirmar é que este modelo é o que melhor serve o enriquecimento dos seus associados. Aplauda-se no entanto a coragem do actual governo em começar a alterar este modelo que assegura um privilégio inaceitável a um grupo de afortunados.
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Horácio L. Azevedo
às
14:30
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Como se já não bastasse a habitual má vontade (contra mim falo) entre os adeptos portistas, benfiquistas e sportinguistas sobre a selecção nacional, e que aconteceu com todos os seleccionadores, Scolari foi mais além, conseguindo algo mais raro e impensável. Pôs uma parte do país a torcer pela selecção A e outra parte pela selecção sub-21 (temos um bom exemplo disso, aqui), apesar de ele próprio ser o chefe de ambas...
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Pedro C. Azevedo
às
11:44
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O relatório da GRECO (Grupo de Estados contra a Corrupção), do Conselho da Europa, deveria encher-nos a todos de orgulho.
Uma passagem bem ilustrativa:
O relatório detectou também "fraquezas" na fiscalização, punição e responsabilização das entidades jurídicas. E denuncia ainda a "ausência de qualquer condenação desde 1984".
Enquanto Portugal e os portugueses não perceberem que um dos mais graves problemas do nosso país, com reais custos na qualidade de vida, é a corrupção, nunca sairemos do pântano.
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Pedro C. Azevedo
às
16:52
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Pacheco Pereira, no seu artigo semanal no Público, cita Jorge de Sena, relativamente ao Portugal do século XX:
"Cada vez mais penso que Portugal não precisa de ser salvo, porque estará sempre perdido como merece. Nos todos é que precisamos que nos salvem dele."
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Horácio L. Azevedo
às
12:30
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O Irão, através do seu líder supremo, o Ayatollah Khamenei, proibiu as mulheres do país de assistir aos jogos e aos treinos da selecção nacional da equipa de futebol.
Entretanto, um inquérito dirigido aos estudantes da Universidade de Coimbra revelou que 80% dos alunos é favorável à discriminação sexual, recusando a igualdade de tratamento entre homens e mulheres no denominado “código de praxe”.
As iniciativas do Bloco de Esquerda a favor das ideias iranianas estão a atrair seguidores…
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Pedro C. Azevedo
às
10:50
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O debate do Prós & Contras, de ontem, na RTP1, foi memorável. E foi memorável porque teve o que já não se via há muito num debate: discussão, ideias, argumentos, emoção e polémica.
A discussão foi trazida por todos os intervenientes, que se apresentaram no estúdio dispostos a falar o que lhes ia na alma, olhando nos olhos de quem estava no quadrante oposto, sem receios ou constrangimentos.
As ideias e os argumentos vieram essencialmente de Pacheco Pereira, mas também de Ricardo Costa e, nalguma medida, de Carrilho.
Pacheco Pereira teve a facilidade de poder expor as suas razões sustentado num passado em que nunca se coibiu de criticar o que estava mal no jornalismo. Mesmo aqueles que não simpatizam com a figura e com as suas razões reconhecem-lhe a honestidade intelectual e a isenção crítica, o que lhe permitiu ser o único a falar com reduzidíssimo ruído de fundo.
Ricardo Costa, pese embora ser notório que estava ali tremendamente melindrado pelas acusações de que era alvo no livro, tentou sempre levar a discussão ao concreto, não deixando Carrilho e Rangel fugir para generalizações fáceis que poderiam comprovar as suas teses, mas que não lhes davam grande substância. Além disso, não se importou de ser o advogado do diabo, defendendo, dentro do possível, quem lá não estava para o fazer.
Por último, Carrilho, e no meio das habituais frases assassinas e insultuosas, também apresentou alguns problemas reais no nosso jornalismo. No entanto, pecou sempre por ligá-los directamente à sua derrota eleitoral. Ou seja, as imputações não encontravam factos reais onde assentar, não passando de conjecturas extremamente subjectivas e de veracidade altamente duvidosa, apenas encontradas para servir de justificação à sua ferida vaidade pessoal.
A emoção e a polémica viveram à custa da tensão constante que envolvia todas as palavras de Carrilho e Ricardo Costa, sempre que um era visado pelo outro. As duas frases finais do debate (“Ricardo Costa é o rosto da vergonha jornalística” vs. “É a vida (…), o senhor é o rosto da derrota eleitoral”), apesar do carácter panfletário e ressentido, vão ficar na história dos debates televisivos portugueses.
Não se percebe o papel encarnado por Emídio Rangel, como se tivesse acabado de aterrar em Portugal. Ele que, como poucos, é um dos principais responsáveis pela orientação do jornalismo que aqui existe.
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Pedro C. Azevedo
às
17:12
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Caixões biodegradáveis, via Boing Boing.
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Horácio L. Azevedo
às
14:38
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Ler o destaque, no Da Literatura, sobre o artigo de Vasco Pulido Valente no Público de ontem.
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Horácio L. Azevedo
às
14:27
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A pág. 17, da edição do Público de hoje (link indisponível), devia ser leitura obrigatória de todos os cursos do C.E.J.
Uma breve passagem:
"Conhecendo-se o sistema de concursos públicos, morosos e caros, tenho sérias dúvidas de que a câmara (Municipal de Cascais) pouparia se deles se socorresse."
Quem diz isto é um magistrado do Ministério Público, que, em último caso, deve promover a aplicação da lei do Estado.
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Pedro C. Azevedo
às
16:48
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Por
Joaquim Cerejeira
às
23:11
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Tem sido particularmente irritante assistir à tentativa de transformar o filme Código da Vinci numa obra polémica, com vista à sua promoção e maximização das receitas de bilheteira. E devo confessar que fiquei desapontado pela extensa reportagem efectuada ontem pelo Público, onde se tentava atear todo o tipo de fogo, por muito que só existisse fumo e, mesmo esse, não passava de adereço cinematográfico.
A existir algum histerismo em volta do filme, será apenas por parte daqueles que se querem aproveitar a todo o custo do filão descoberto por Dan Brown, inventando, contando e recontando todo o tipo de conspirações, números mágicos e combinações secretas. No mais, tudo não passa de reportagens e reacções requentadas, já gastas e utilizadas.
Com um livro que fez tanto sucesso comercial e motivou tantas obras secundárias, dificilmente o filme nele inspirado poderia gerar grande agitação ou celeuma. Só mesmo os mais avessos e alérgicos aos livros e à leitura é que ainda não devem conhecer ao pormenor toda a história e os enigmas nela “desvendados”.
E nem se pode dizer que a (não) reacção da Igreja Católica e da Opus Dei, que têm deixado os “jornalistas” a falar sozinhos, seja um plano particularmente engenhoso, uma vez que se trata de fazer o óbvio, não dando ao filme a importância que os seus promotores certamente desejavam.
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Pedro C. Azevedo
às
15:52
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Muito certeiro, o post Critérios, no Mar Salgado, por Filipe Nunes Vicente.
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Pedro C. Azevedo
às
11:01
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O jornalista Luís Costa do jornal Público (e também da RTPN, penso eu) tem uma obsessão doentia por Rui Rio. Devia consultar um psiquiatra... Deve ser raro o artigo que escreve no Público que não tem como objectivo denegrir o presidente da câmara do Porto.
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Horácio L. Azevedo
às
21:01
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Está aqui mais uma prova da sadia relação entre autarquias e clubes de futebol:
V. Setúbal: autarquia doou ao clube terreno que vale por um milhão de euros
Dizem eles que se tratam de patrocínios e, claro, o eterno apoio à formação do clube.
São conhecidas as dificuldades financeiras do V. Setúbal que podem mesmo impedi-lo de participar nas diversas competições da próxima época. Entretanto, os dirigentes que o colocaram nessa situação já arredaram pé, sem qualquer sanção, dando lugar a uma nova vaga.
Como seria de esperar, já se falam de rumores que envolvem a venda do terreno por parte do clube.
E assim se vão cometendo as maiores atrocidades urbanísticas e favorecendo algumas bolsas à custa do erário público, tudo em nome do amor ao clube da terra.
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Pedro C. Azevedo
às
16:36
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Intervalo da final da Liga dos Campeões: um árbitro que não sabe aplicar a lei da vantagem está a influenciar o resultado final...
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Horácio L. Azevedo
às
20:43
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Abundam nos sítios do costume vários artigos a defender as escolhas de Scolari. Como gostaria de ver os mesmos a escrever se fosse o Simãozinho a ficar de fora...
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Horácio L. Azevedo
às
17:55
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Ontem, num tribunal deste país, discutia-se quem teria sido o culpado da ocorrência de um acidente envolvendo um veículo automóvel e um motociclo e que deixou algumas mazelas no condutor deste último.
O embate teria ocorrido numa curva, em virtude de um dos veículos ter invadido a faixa contrária. O Ministério Público apostava no automóvel, acusando o seu condutor por um crime de ofensas corporais por negligência.
Com o decorrer do julgamento, devido à ausência de testemunhas oculares, não se fez luz sobre o sucedido, apenas restando as versões de ambos os condutores, cada um defendendo a sua inocência.
De um lado, tínhamos o condutor do automóvel, soldado da Brigada Fiscal da G.N.R., com bom currículo e boas referências dos colegas.
Do outro, como condutor do motociclo, aparecia um homem já anteriormente condenado por alguns delitos, que também era arguido naquele processo, uma vez que na altura do acidente apresentava uma taxa de 2,70 g/l de álcool no sangue (taxa apurada já 2 horas após o acidente, no hospital onde recebeu cuidados médicos), circulando sem qualquer licença de condução, além de não possuir seguro obrigatório.
Apesar de todas as dúvidas que se pudessem colocar, o magistrado do Ministério Público foi peremptório. A culpa tinha sido do condutor do veículo automóvel. E na defesa dessa tese apresentou um argumento, no mínimo, original.
Desprezando por completo a falta de licença de condução, alegou que o condutor do motociclo já era um velho conhecido daquele tribunal. E do que lhe era dado a conhecer, a taxa de alcoolemia que apresentava na altura do acidente deveria ser o mínimo que se lhe poderia detectar durante todo o dia. Isto quereria dizer que devido à ingerência habitual de álcool em quantidades desmedidas, aquele condutor já não poderia ser afectado no seu comportamento, por muito que bebesse.
O outro condutor, esse tinha sido descuidado e distraído, invadindo a faixa de rodagem contrária.
Por
Pedro C. Azevedo
às
10:24
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Muito interessante, o espaço de propaganda ao Ministério da Administração Interna e aos seus sofisticadíssimos meios de combate aos incêndios que a RTP 1 colocou a substituir o habitual Jornal da Tarde.
De facto, não se percebe a necessidade que alguns sentiram de criar uma agência de comunicação.
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Pedro C. Azevedo
às
15:36
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Vale a pena ler com atenção a verdadeira rede familiar que comanda os destinos da Madeira, neste texto do Tribuna da Madeira, publicado na Câmara Corporativa.
Exemplar…
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Pedro C. Azevedo
às
10:45
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Acredito que algumas passagens no livro de Carrilho tenham algo de verosímil, principalmente as relacionadas com aquelas entidades, eufemisticamente, denominadas por agências de comunicação.
No entanto, e atendendo a todo o seu historial, julgo que dificilmente se livrará da imagem de que apenas se tratam de delírios vingativos de um narcisista enlouquecido pela derrota.
Por
Pedro C. Azevedo
às
10:37
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O governo decidiu impor coimas de € 55 para aqueles que desrespeitarem as sinaléticas das bandeiras existentes nas praias, durante a época balnear.
Na verdade, nunca tinha ouvido falar desse verdadeiro flagelo que são as centenas de mortes por afogamento que se verificam nas nossas praias, durante o Verão.
Por outro lado, é natural que, com um C. da Estrada tão draconiano, as receitas do Estado se ressintam no mês de Agosto, com tanta gente a preferir os banhos aos passeios pelas nossas estradas.
Por isso, nada como gerar mais uma.
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Pedro C. Azevedo
às
17:32
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Tal como se suspeitava, Sá Pinto abandonou a promessa de deixar o futebol profissional no final desta época.
Em todo o caso, é interessante que se fale do incentivo dos companheiros e adeptos para que ele tomasse tal decisão, mas nem uma palavra sobre os desejos do treinador, Paulo Bento, ou Paulo, para os amigos…
Por
Pedro C. Azevedo
às
17:26
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A discussão sobre o fecho das maternidades em Portugal tem sido lugar para mais um disfilar de demagogia e opinar sobre o que não se sabe, pelo menos no que diz respeito às situações de Santo Tirso e Barcelos. Tem permitido também que alguns deputados, que durante o ano nada tem para dizer, possam agora aparecer como grandes defensores da terra.
Nestes casos específicos não há qualquer problema de interioridade. Maternidades bem equipadas e muito mais seguras distam apenas umas dezenas de quilómetros e ligadas por auto-estrada. Os argumentos dos autarcas locais são o esperado, aliás se perguntássemos a todos os presidentes de câmara se achavam necessário uma maternidade em todos os concelhos, certamente não achariam mal. E porque não um hospital em todas em todas as cidades, vilas e aldeias?
Quem exerce a especialidade de Ginecologia-Obstetrícia sabe o desperdício de recursos humanos e económicos que é manter estas maternidades abertas e não é certamente com argumentos do género “quero que o meu filho seja barcelense” que se convence alguém sério do contrário. Para uma saúde Materno-Infantil de qualidade, o encerramento destas maternidades é uma medida corajosa e acertada do actual ministro da Saúde.
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Horácio L. Azevedo
às
19:13
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Bruno Prata no Público de hoje:
"(...) Vítor Pontes, que nem seria special mesmo que vestisse o sobretudo de Mourinho (...)"
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Horácio L. Azevedo
às
19:00
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Gosto muito de futebol, mas um país que abre telejornais com a saída de um treinador...
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Horácio L. Azevedo
às
18:16
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Apreciação do jornal A Bola, a Edson, jogador do Paços de Ferreira, no jogo de ontem contra o Benfica, em que foi eleito o melhor em campo:
“Este internacional angolano não tem um pulmão, mas sim dois. (…)”
Assim, não vale…
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Pedro C. Azevedo
às
10:08
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Fidel Castro surge na 7ª posição da lista dos governantes mais ricos do planeta. Nada mau, para um velho e intransigente comunista, líder de um país onde a miséria de vê em todas as esquinas.
Mas há outros dados curiosos. A contrapor ao domínio dos xeques do petróleo, temos a quase ausência de líderes africanos na listagem elaborada pela Forbes.
Por outro lado, não há qualquer indicação de que os familiares mais próximos desses governantes tenham entrado na investigação, o que também pode explicar o dado surpresa referido acima.
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Pedro C. Azevedo
às
15:55
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História breve de um índio na Bolívia, no Kontratempos, por Tiago Barbosa Ribeiro.
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Pedro C. Azevedo
às
11:28
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Um conselho para os dias quentes que se avizinham. Quando estiver em casa, a preparar-se para ver um filme, uma série da Fox ou um jogo do Mundial na Alemanha, e decidir saborear o prazer da efeméride com uma caixa de gelado Hagen Dazs, não se deixe levar pela gula e excitação do momento.
Deixe o gelado respirar durante uns 10/20 minutos após tirá-lo do congelador ou da arca frigorífica. Só assim vai poder desfrutar de todos os pedaços de fruta e bocadinhos de bolacha, dos aparentes laivos de chocolate e caramelo, e sentir aquela textura cremosa, que se vai desvanecendo tranquilamente na boca, dando lugar aquele sabor tão deliciosamente prolongado.
É que à custa de demasiada precipitação já perdi demasiadas oportunidades de deleite.
Por
Pedro C. Azevedo
às
16:07
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A fúria nacionalizadora de Evo Morales, na Bolívia, é preocupante, principalmente, para os bolivianos.
Também não são boas notícias para a nossa extrema-esquerda bem pensante, já que muitos dos seus seguidores não hesitaram em aplaudir entusiasticamente a chegada de Morales ao poder. É que pior que as acções em si mesmas, são os resultados que elas vão produzir.
Por
Pedro C. Azevedo
às
12:26
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O país desportivo anda comovido com o castigo aplicado a Sá Pinto.
Recapitulando, Sá Pinto, jogador do Sporting, tinha decidido acabar a sua carreira no final desta época. Acontece que foi expulso no último jogo, contra a Naval, e, faltando apenas duas jornadas para o campeonato acabar, a comissão disciplinar puniu-o com dois jogos de suspensão. Resultado: se mantiver o prometido, não joga mais.
Para não variar, seguindo a velha teoria da total desresponsabilização dos jogadores de futebol, surgiram logo vozes a clamar injustiça e a atacar a falta de bom senso dos senhores dita comissão.
Ricardo Sá Pinto é um jogador muito experiente, com mais de 15 anos de carreira, e capitão da sua equipa. Tal facto deveria ser sinónimo de maior responsabilidade. No entanto, nunca Sá Pinto demonstrou especial apreço por acatar decisões ou pela disciplina.
No seu currículo constam episódios tão notáveis como agredir o seleccionador nacional. No último jogo, foi expulso por, alegadamente, ter dirigido palavras menos próprias a um árbitro auxiliar.
Sempre admirei o carácter combativo e guerreiro de Sá Pinto, mas sempre achei que, várias vezes, ultrapassava o risco do que era admissível, sempre protegido por uma imprensa que tudo lhe desculpava e que nunca lhe regateou apoio, mesmo na situações mais inesperadas.
A falta de senso não é de quem o puniu, mas dele próprio, principalmente, se pensarmos que ele deveria ser o primeiro a saber do perigo em que colocava o final da sua carreira e, não menos importante, da transcendência, pelo menos em termos financeiros, dos próximos jogos para o seu clube.
Um pequeno apontamento final, no fatídico jogo contra a Naval, Sá Pinto regressava depois ter cumprido um jogo de castigo, também ele motivado por outra expulsão do jogador, no jogo contra o FC Porto.
Por
Pedro C. Azevedo
às
16:32
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Pelo andar da carruagem, a justiça, em Portugal, prepara-se para entrar numa nova era: a dos pedidos de indemnização ao Estado por parte dos arguidos com alguma notoriedade social.
Estranho país este, onde muitos males acontecem, mas onde nunca há culpados, apenas virgens ofendidas…
Por
Pedro C. Azevedo
às
16:23
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Quando se fala em casinos e jogo, muitos tendem a lembrar os ambientes sofisticados e românticos frequentados por James Bond. Todos sonham jogar destemidamente Black Jack, perante o olhar lascivo das mulheres que fazem a corte à mesa, ao som da roleta e com um vodka martini a molhar os lábios.
Porém, a maioria esquece que, nesses locais, o nosso herói encontra todo o tipo de bandidos, desde políticos corruptos, passando por assassinos e mercenários, e acabando em chefes da máfia.
Aliás, por alguma razão lhe deram licença para matar…
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:01
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Na semana passada, tudo prometia.
O governo era competente e reformista, com os seus ministros trabalhadores, dirigidos por um primeiro-ministro obstinado em fazer cumprir o seu projecto. Já tinha anunciado uma série de medidas importantes e os indicadores económicos apresentados mostravam um país confiante, que, finalmente, tinha encontrado a cura.
O sol parecia querer aparecer de vez, fazendo justiça à Primavera. Os portugueses adivinhavam os dias de Páscoa brilhantes, solarengos e desocupados. Era a Primavera que tinha chegado, mas era o cheiro do Verão que ansiavam antecipar.
Esta semana, tudo foi diferente.
A Primavera voltou a dar lugar ao Inverno. O cinzento sobrepôs-se ao azul, o brilho tornou-se no reflexo da água das ruas e calçadas e o sol desapareceu.
Depois, vieram os relatórios. Um atrás do outro...
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:30
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Notícia do Público de hoje, link não disponível.
"Câmara de Braga anula concurso ganho por familiar de Mesquita Machado
(...) anulou por unanimidade, na reunião de ontem, um concurso público relativo à colocação de placas toponímicas - que incluem a inserção de publicidade - nas ruas do concelho. A decisão foi tomada após a oposição (PSD e CDS-PP) ter criticado a metodologia adoptada nesta hasta pública - no valor de 50 mil euros e válida por 15 anos -, a que se junta o facto "bem mais grave" de a empresa vencedora pertencer a familiares do do presidente Mesquita Machado (PS) e da vereadora socialista Ana Paula Morais, que integraram o júri.(...)
(...) empresa Meio da Rua, Publicidade, Lda - que só foi constituída em Novembro passado e não tem experiência no sector (...)
(...) embora Mesquita se tenha escusado a votar, porque "soube uns dias antes" dessa ligação (...)"
P.S.: Segundo o mesmo jornal, o familiar de Mesquita referido pela oposição é o seu próprio filho...
Por
Horácio L. Azevedo
às
14:11
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É sem dúvida um conforto saber que há homens como o Sr. Luis Filipe Vieira, que não estão dispostos a compactuar com o estado do futebol português e que põe mesmo em causa a sua continuidade no meio caso nada se altere. A não ser que seja mais uma chantagem à '300 000 kits'...
Por outro lado, é também reconfortante confirmar que continuamos a ter imprensa desportiva imparcial, e que não alinha em propaganda foleira e subserviente a qualquer dirigente desportivo que não gosta de compactuar com o actual estado do futebol português. A não ser que o autor do texto de hoje d' 'A Bola' estivesse a ser tão irónico quanto eu estou a tentar...
P.S.: Peço desculpa, mas não sei colocar aqui o link para o texto acima mencionado, pelo que não posso facilitar o acesso a quem o pretendesse.
Por
João Pedro Martins
às
23:50
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Até tinha acordado bem disposto, mas, depois saber o que nos diz o último relatório do Banco de Portugal, não há boa disposição que resista.
Por
Pedro C. Azevedo
às
16:19
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Passado - Se não tem dinheiro para comprar aquilo que deseja, peça emprestado.
Futuro - Se não tem dinheiro para pagar as contas no final do mês, ganhe-o no jogo.
Os portugueses, após terem descoberto o milagre do crédito, preparam-se agora para assistir ao milagre do jogo.
Por
Pedro C. Azevedo
às
12:14
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Por
Joaquim Cerejeira
às
18:44
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Lastimável, a prestação do embaixador de Angola, ontem, na Quadratura do Círculo.
É óbvio que a questão angolana e a sua relação com Portugal não é, nem pode ser linear. Mas mesmo que queiramos defender os nossos interesses lá, o descaramento tem limites.
Estes apelos constantes de Paulo Gorjão têm toda a razão de ser.
Por
Pedro C. Azevedo
às
11:08
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Com a chegada da Primavera, a comissão disciplinar da Liga deixou o seu estado de hibernação para aplicar um processo sumaríssimo a Ricardo Quaresma, o expoente máximo do trauliteiro reiterado e incorrigível.
Mas, a crer nas decisões anteriores que envolveram Petit e Nuno Gomes, por coincidência, jogadores do Benfica, Quaresma e o F.C. Porto não terão grandes razões para preocupações…
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Pedro C. Azevedo
às
10:30
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À imagem do que aconteceu noutros países europeus, começam a aparecer algumas reacções ao anúncio de medidas mais restritivas ao consumo de tabaco em locais públicos.
Um dos argumentos é a de que o estado, na sua fúria reguladora, não pode querer criar uma sociedade esterilizada, forçando cada um a ser saudável, mesmo contra a própria vontade.
Concordo, mas desde que esse entendimento diga apenas respeito a actos que nós possamos tomar contra nós próprios e que nos atinjam apenas a nós.
No caso do tabaco, é diferente. As pessoas que fumam em locais públicos impõem a sua vontade e o seu comportamento aos demais, obrigando-os a conviver com um ambiente que causa verdadeiro desconforto e problemas de saúde àqueles que não fumam.
Acredito que para quem fuma puxar de um cigarro após uma boa refeição é um prazer indispensável. Mas podem ter a certeza de que para quem não fuma, saborear essa mesma refeição com um sujeito a fumar, despreocupadamente, a poucos metros, é, pura e simplesmente, impossível.
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Pedro C. Azevedo
às
15:07
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Este site recorda alguns desenhos animados e anûncios publicitários dos anos 80 que povoam o imaginário da nossa infância. A não perder.
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Joaquim Cerejeira
às
00:04
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Felizmente, hoje, o Público chama a atenção para o que se passa em Angola, longe dos olhos daqueles que lá querem investir.
Não deixa de ser estranho que a nossa comunicação social, sempre tão célere a condenar as relações perigosas dos E.U.A., França ou Inglaterra com alguns regimes, tenha relatado esta visita de José Sócrates a Angola de José Eduardo dos Santos (literalmente) em tons tão cor-de-rosa.
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Pedro C. Azevedo
às
16:05
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Depois de largos meses a falar de um suposto choque de civilizações, começam a agora a aparecer, cada vez mais insistentemente, sinais de um choque de gerações. Choque esse que se verifica entre a geração daqueles que têm entre os 20 e os 30 anos e a geração dos que têm 50, ou mais, anos.
A propósito da rigidez e da falta de mobilidade do emprego, no continente europeu, começam a surgir comparações entre quem tenta, agora, iniciar uma vida activa, recém-saído da universidade, e aqueles que o fizeram há trinta anos atrás.
Como bem diz José Manuel Fernandes, hoje, no Público (link indisponível), a verdade é que se no passado aqueles que acabavam os seus cursos tinham uma porta enorme de oportunidades à sua frente, hoje em dia, os mais jovens, mesmo não se ficando pela simples licenciatura, esforçando-se e qualificando-se com inúmeras teses de pós-graduação, mestrado ou doutoramento, não encontram mais do que umas pequeníssimas janelas, sem grande expressão, deparando com quase todas as portas fechadas, com ferrolho e trinco duplo.
O que está se está a verificar é que aqueles que têm mais de 50 anos vivem segundo as regras que eles próprios criaram e os tornam indispensáveis e intransferíveis. Pelo contrário, quem agora começa tem que se inserir num mundo em que as regras foram ditadas por aqueles que eles almejam substituir. Resultado, os que deviam ser substituídos, por uma questão de mérito ou de eficiência, trataram de se proteger convenientemente, adquirindo um estatuto de inamovíveis.
É muito frequente para quem inicia uma profissão verificar que certos indivíduos (não todos, obviamente) que sempre foram olhados por quem estava fora do meio como autênticos especialistas e fora de série, não passam de profissionais vulgares, acomodados, sem brilhantismo, que apenas se limitaram a lucrar com a falta de concorrência. Se, num mercado livre, o seu destino seria a escolha entre a competitividade e o desaparecimento, num mercado fechado e com regras viciadas o resultado é a acomodação.
Sob a desculpa de um Estado Social (em que ainda acredito) que a todos tem de acorrer, criou-se uma verdadeira malha de direitos, intransponível e inalienável, que traz a prosperidade (merecidamente ou não) para os que estão no fim da sua vida activa, mas deixa na miséria quem a pretende iniciar.
O problema do chamado Contrato de Primeiro Emprego não é tentar introduzir flexibilidade no mercado de trabalho para aqueles que têm menos de 26 anos, porque desses são poucos os que têm emprego. O maior problema é que seria necessário alargar essa flexibilidade a todos os escalões etários, mesmo que não nos termos que estão previstos para o CPE e que apenas se compreendem pelo seu curto alcance.
Os mais jovens que tentam, também eles, manter a situação, fazem-no na esperança de um dia poderem, eles próprios, assistir comodamente a tudo isto, mas o mais provável é que esse dia não passe de uma inalcançável miragem.
É óbvio que não defendo aqui um mercado de trabalho totalmente liberal, desprotegido e desregulado, mas penso que urge repensar esse mercado no continente europeu, mesmo que para isso fosse necessário colocar em dúvida alguns direitos que já considerávamos inalienáveis.
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Pedro C. Azevedo
às
16:14
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A mais dura das realidades é que grande parte daqueles que se têm manifestado nas ruas de França, a propósito do Contrato de Primeiro Emprego, vão chegar aos 26 anos sem emprego para serem despedidos, com ou sem justa causa. E é isso que muitos teimam em não querer compreender nem enfrentar.
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Pedro C. Azevedo
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11:49
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Francisco nunca foi um rapaz brilhante. Sempre lhe custou acordar de manhã para ir para escola, preferindo mil vezes enfrentar uma tarde a ajudar o pai no campo, a digladiar-se com uma equação ou um texto.
Por via disso, sempre aprendeu muito mais com os amigos na rua do que com os professores, nas aulas. Assim, desde cedo, o Chico começou a ver a vida com olhos adultos e desenrascados, compensando com a esperteza dos que se fazem a inteligência e o saber dos que estudam.
Foi por tudo isto que não ligou aos que lhe diziam que se deixasse a escola tão cedo nunca seria ninguém na vida. Ele sabia que não era preciso estudar para ter dinheiro e poder dizer que sim aos desejos que cada vez mais povoavam a sua cabeça. Apenas precisava de um pouco de engenho e matreirice. E isso sobrava-lhe, desde os tempos em que ganhava os berlindes todos aos amigos, fosse por que meio fosse. Sempre foi o único do grupo que nunca tinha sido apanhado a roubar fruta da árvore do Zé da Quinta, apesar de ser o que mais vezes lá ia. Até lhe achavam piada por isso. Era daqueles que nunca fazia o que lhe mandavam, mas conseguia safar-se sempre por cima.
Os anos passaram, e o Chico que tinha começado por ser operário da construção civil, decidira avançar por conta própria. O trabalho não faltava e a mão-de-obra barata que vinha de leste aguçava-lhe o brilho dos olhos só de pensar no que podia ganhar. Afinal, a matemática não era tão difícil…
O esquema era simples, fazia uma sociedade e apenas contratava imigrantes que estivessem legais. Assim, não havia inspecção que o chateasse e os vodkas (como lhes chamava) sempre trabalhavam melhor, na segurança de que tudo estava como mandam as regras.
Acabada a obra, recebia o que tinha direito e desaparecia sem deixar rasto, deixando os trabalhadores agarrados aos seus contratos de papel, na esperança que isso lhes devolvesse o resultado de tantos esforços e privações, quando deparavam com a sede da sociedade abandonada e sem bens.
O Chico não tem tido razões de queixa da vida. Anda num Mercedes, último modelo, viaja por onde quer e não lhe falta dinheiro para champanhe, o que lhe dá o respeito e o desejo das mulheres dos bares que frequenta. O que lhe começa a dar mais trabalho é inventar nomes novos para as sociedades que cria, mas isso lá se vai arranjando.
O Andrei veio da Ucrânia à procura de uma vida melhor. Chegado a Portugal fez tudo como devia. Legalizou-se e só trabalhava com contrato escrito e assinado. Como era bom estar num país moderno e verdadeiramente democrata. Para compensar as saudades de casa, ocupava o espírito no trabalho, que lhe chegava a levar mais de 12 horas por dia.
No entanto, nos seis meses em que cá esteve, só recebeu uns míseros 300 euros, que mal lhe deram para comer. O patrão fugiu, deixando por pagar os meses de salário prometidos. Agora não sabe o que há-de fazer. Não tem dinheiro para regressar e mesmo que tivesse, a vergonha não o deixava. Então é esta a vida melhor?...
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Pedro C. Azevedo
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16:37
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Ontem ficaram dois penaltis por marcar contra o Benfica. Um jogo sem casos!
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Horácio L. Azevedo
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17:47
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O que é que seria deste governo se não existisse o verbo ir, conjugado das mais variadas formas…
Eu vou
Tu vais
Ele vai
Nós vamos
Vós ides
Eles vão
Para acompanhar os mais variados verbos…
Investir, extinguir, afrontar, legislar, modificar, melhorar, reformar, corrigir, fomentar, discutir, decidir…?
Bem, restava-lhes sempre o velho e fiável anunciar...
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Pedro C. Azevedo
às
18:24
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A boa caminhada do Benfica na Liga dos Campeões tem sido acompanhada em tom de grandiosa epopeia por parte dos nossos “jornalistas”, que não hesitam em enfatizar as prodigiosas exibições da equipa da Luz, explorando um sem número de especiais e rescaldos, que poucas linhas e horas de emissão deixam para os outros assuntos, sem a mesma importância e grandiosidade. São as tais finais, muito bem retratadas por Mário Almeida, em A Fonte, e que já valeram ao Benfica dois títulos de campeão europeu só nesta época.
Continuando esse magnífico trabalho, eis um título da comunicação social de hoje, sobre o jogo Barcelona – Benfica, referente à 2ª mão:
Liga dos Campeões: «O Barcelona terá de atacar...», suspira Koeman
Imagino como teria sido o jogo do Estádio da Luz, se o Barcelona não tivesse vindo exclusivamente para defender…
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Pedro C. Azevedo
às
17:45
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Estava a procurar no Google uma convenção colectiva de trabalho para a construção civil. Para o efeito, atrevi-me a escrever a seguinte expressão: convenção colectiva construção civil.
Responde-me o Google do alto da sua arrogância literária:
Será que quis dizer: convenção coletiva construção civil
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Pedro C. Azevedo
às
15:34
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Os sindicatos são uma das maiores forças de bloqueio que existem neste país. Não existe uma única medida que não seja vivamente contestada e alvo do mais indignado repúdio por parte dos dirigentes sindicais.
O melhor exemplo disso foi o Código do Trabalho, do governo de Durão Barroso, que justificou todo o tipo de histerismo. No entanto, cada vez mais se constata que se tratou de uma mera compilação de leis, sem grande inovação ou arrojo, continuando a nossa lei laboral a ser totalmente inflexível, dificultando o mercado e a entrada de aqueles que procuram o primeiro emprego.
Continuando nessa senda, ontem, os dirigentes dos sindicatos da função pública mostraram-se favoráveis às medidas de desburocratização apresentadas pelo governo, mas, apenas, desde que estas não implicassem a extinção de qualquer posto de trabalho.
Querem estes senhores dizer que todos nós somos obrigados a sustentar milhares de postos de trabalho, mesmo que estes se revelem ineficientes ou completamente inúteis.
É com este tipo de afirmações que estas pessoas querem ser levadas a sério e ser parte activa nas negociações e nas novas medidas que forem apresentadas?
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Pedro C. Azevedo
às
17:32
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"É preciso topete", por Helena Matos, no Blasfémias.
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Pedro C. Azevedo
às
10:42
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Independentemente de todas as fragilidades que o chamado CPE (Contrato de Primeiro Emprego) francês possa ter, mas que não vislumbro com a facilidade e evidência que muitos apregoam, parece-me totalmente utópico que jovens até aos 26 anos pretendam segurança e estabilidade total no emprego.
A seguir à luta pelos direitos fundamentais, parece-me que a nossa sociedade reivindica o simples direito à acomodação. Se não é nessa altura da vida que estamos disponíveis para experimentar e mudar, quando é?
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Pedro C. Azevedo
às
12:22
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Joaquim Cerejeira
às
18:10
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O governo prepara-se para lançar uma série de medidas com vista a simplificar a vida das pessoas, desburocratizando-a.
Uma dessas medidas é a não obrigatoriedade de matrícula de um aluno que se mantenha na mesma escola. Era algo que não se conseguia entender. Porque é que para se manter uma situação quase similar à do ano anterior, tinha que se preencher e entregar um sem número de papéis e autorizações, enfrentando filas e horários apertados, como se a nossa vida fosse mudar totalmente.
O governo seguiu, e bem, o exemplo de algumas universidades em que esse procedimento já há algum tempo tinha sido simplificado.
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Pedro C. Azevedo
às
11:31
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"(...)É praticamente impossível acreditar que o árbitro-assistente que, no Rio Ave-Benfica, anulou o golo de Evandro, por “bola fora” no momento em que Danielson cruzou para a área, o tenha feito por ter visto a dita bola para além da linha de fundo. Por duas (fundamentais) razões: a primeira, porque do lugar em que estava, não podia ter visto tal coisa. Em segundo lugar, porque 99,9 por cento dos relatos desse lance, e de opiniões sobre ele, dão a bola como não tendo ultrapassado a linha. Donde, a inevitável pergunta: por que terá ele decidido assim? Devendo eu acrescentar que a resposta que para mim dou a essa pergunta não é nada abonatória no que diz respeito à seriedade do senhor, como é óbvio. Nem poderia sê-lo.
É também praticamente impossível acreditar que ninguém da equipa de arbitragem tenha visto que o golo do Benfica foi marcado em falta, por Mantorras. Pelo que também aqui nenhuma conclusão pode ser minimamente abonatória para a seriedade de que fez vista grosa a tal lance, transformando assim uma mais do que provável derrota numa vitória do Benfica. Com uma nota suplementar: desta vez, José Veiga meteu, é claro, a viola no saco. É de homem!(...)"
António Tavares-Teles n' O Jogo de hoje.
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Horácio L. Azevedo
às
12:42
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O caso de Fátima Felgueiras tem sido uma caricatura do nosso país e da nossa justiça. Tem-nos demonstrado, do modo mais duro, a nossa incapacidade para fazermos respeitar as nossas instituições.
Para continuarmos nessa senda, Fátima Felgueiras arranjou agora o expediente mais primário e, diria mesmo, português, para não entregar o passaporte brasileiro, tal como foi imposto pelo juiz de instrução. Esqueceu-se dele no Brasil…
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Pedro C. Azevedo
às
10:44
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O cartaz do Festival de Música Super Bock Super Rock já está disponível em:
http://www.superbock.pt/sbsr_2006/
Um cartaz que promete marcar a diferença!
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João Cruz Vilaça
às
16:38
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Horácio L. Azevedo
às
15:58
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Nos últimos quatro dias não tenho conseguido ter acesso ao blogue, com excepção dos arquivos.
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Pedro C. Azevedo
às
11:07
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Joaquim Cerejeira
às
19:32
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Admira-me como é que nas normas de incidência do Imposto de Selo não consta a respiração… mas a verdade é que também não está lá a exclusão ou isenção expressa…
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Pedro C. Azevedo
às
17:49
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No Público: “Fátima Felgueiras diz que não pode pagar multa de 12.500 euros”.
Deve ter gasto tudo nas plásticas e em água de coco…
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Pedro C. Azevedo
às
17:55
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Clara Ferreira Alves é participante, juntamente com mais quatro pessoas, num dos piores e infames programas de televisão portuguesa, Eixo do Mal, na SIC-N. Nesse programa, os intervenientes, do alto da sua (presunçosa) sapiência e (imperceptível) superioridade intelectual, limitam-se a dizer mal de tudo e todos, tentando tranformar-se numa (reles) cópia dos bons tempos da Noite da Má Língua.
Apesar disso, Clara Ferreira Alves decidiu processar Vasco Pulido Valente, por causa de uma caracterização mais violenta (habitual no autor) sobre as suas capacidades e actividades.
Além de dificilmente encontrar no texto motivo para qualquer sanção penal, penso que alguém devia explicar à senhora o significado da expressão "venire contra factum proprium".
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Pedro C. Azevedo
às
11:51
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É uma pena que as pipocas e o cinema andem, inevitavelmente, de mãos dadas.
Ontem, tive de me esforçar para ouvir as palavras de Philip Seymour Hoffman, em Capote, por causa de duas senhoras que lutavam furiosamente com um pacote de pipocas.
Além de percorrerem afincadamente o recipiente, agitando freneticamente o seu conteúdo cada vez que lá enfiavam a mão, como se esperassem encontrar algo verdadeiramente valioso esondido lá no fundo, ainda me faziam o favor de tornar perfeitamente perceptível todo o percurso da pipoca, desde que era sonoramente mastigada até à deglutição final.
Felizmente não era dos pacotes grandes, mas estava longe de ser dos pequenos...
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Pedro C. Azevedo
às
11:26
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Num acto de grande sentido democrático, os deputados do BE recusaram-se, no parlamento, a levantar e aplaudir o novo Presidente da República, acabado de tomar posse naquele hemiciclo e eleito por sufrágio universal por todos os portugueses.
De igual modo, os deputados do PCP limitaram-se a levantar (a muito custo, certamente), mas não esboçaram qualquer aplauso. Deputados cujo partido não hesitou em patrocinar e organizar um enorme comício festa em honra de Fidel Castro, quando este veio ao Porto, aquando da realização de uma cimeira ibero-americana.
Já nem se fala do civismo e da educação que, apesar de tudo, sempre se espera dos representantes dos nossos órgãos de soberania…
Por
Pedro C. Azevedo
às
18:08
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É recorrente vermos uma total ausência de civismos nas nossas estradas, principalmente, nas grandes cidades. Quando necessitamos de entrar numa via com grande movimento e precisamos de um pouco de compreensão daqueles que nos podem facilitar essa penetração, deparamos com uma falta de simpatia e de civismo por parte dos condutores. Por razões culturais, somos um povo pouco civilizado e muito vezes arrogante, procurando sempre a competitividade e a rivalidade entre cada um. O português nunca pode ficar atrás do outro e geralmente é motivo de chacota, caso isso aconteça. Quem de nós já não presenciou um “chega para lá”, uma entrada mais agressiva na via por nós ocupada, uma ultrapassagem muito pouco facilitada pelo condutor ultrapassado, não parar na passadeira… Muitos mais casos poderia ainda enumerar, pondo o condutor, na maior parte das vezes, a sua vida e a dos outros em risco. Reconheço que, por vezes, tenho agido desta forma e assumo cota parte destes casos, no entanto, é tendo a noção que muitas vezes estamos errados que nos podemos corrigir. Tentemos ser mais simpáticos, cordiais e civilizados nas nossas estradas perante os nossos compatriotas, só assim poderemos mudar estes hábitos e estas atitudes que proliferam cada vez mais. Até por causa da imagem que transmitimos aos nossos descendestes. As mudanças começam sempre por nós!
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João Cruz Vilaça
às
10:07
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Por uma questão de higiene jornalística, por cada vitória do Benfica deveria haver, no dia de seguinte, uma tomada de posse...
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Pedro C. Azevedo
às
13:53
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Joaquim Cerejeira
às
13:20
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A Sport TV é um canal pago pelos espectadores, dedicado unicamente ao desporto e cuja grande fatia de emissão é composta pelo futebol. Com base nestas premissas, seria de esperar que estivessem nos seus quadros os melhores profissionais da área, nomeadamente, os melhores comentadores de futebol.
Nada mais errado. Os comentadores da Sport TV são, basicamente, ex-jogadores ou treinadores de futebol no desemprego. Por via disso, gostam de nos mostrar que tratam por “tu” grande parte das figuras futebolísticas do nosso país, o que lhes dá o raro privilégio e honra de as chamar pelo primeiro nome durante as transmissões dos jogos. “O Nuno não merecia… O Jaime é um homem emotivo… O João tem destas coisas… O Rui não recebe lições de ninguém… ”, entre outras pérolas.
Fora isso, nada de novo têm para nos dizer. Durante os jogos estão quase sempre calados, só soltando algum som após insistência do jornalista de serviço. Os seus discursos são redondos, desprovidos de qualquer acutilância e arrojo, onde abundam as frases feitas e os lugares comuns. O português falado é débil. Por serem pessoas daquele meio, que procuram aí empregos ou lugares nos inúmeros órgãos de gestão ou nas galas e jogos comemorativos, evitam sempre a crítica directa, ou mais severa, enveredando sempre por generalidades.
A análise táctica e de aspectos menos acessíveis aos espectadores comuns não vai muito além do tradicional 4-3-3, 4-4-2 ou 5-3-2, “com jogadores bem abertos nas alas”, “um ou dois à frente da defesa”, algum “a descair para os flancos”, “pressionando a equipa como um bloco”. O “futebol acaba sempre por ser isto mesmo” e “o jogo tem sempre duas partes distintas”. O treinador é sempre elogiado quando ganha e (acanhadamente) criticado quando perde, mesmo quando a táctica é a mesma.
Por coincidência, ou talvez não, o único comentador que conseguiu fugir a todos estes ditames foi José Mourinho, no curto espaço de tempo em que esteve sem treinar.
Num aspecto a Sport TV teve algum mérito, pôs-me a ver Gabriel Alves com outros olhos…
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Pedro C. Azevedo
às
11:38
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Sem dúvida que um dos dramas do ser humano é a sexta-feira estar sempre tão distante da segunda-feira.
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Pedro C. Azevedo
às
10:35
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Quem assistia aos debates parlamentares protagonizados pela actual liderança do PS quando estava na oposição aos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, dificilmente acreditaria que eram as mesmas pessoas. Muitas das medidas agora vigorosamente defendidas são as mesmas que num passado recente eram atacadas e combatidas até à exaustão.
Como resultado, temos os dois maiores partidos portugueses cada vez mais parecidos, trocando apenas de posições, consoante estejam no governo ou na oposição, com evidentes resultados na sua credibilidade política.
No entanto, o que continua a ser diferente é o tratamento que alguma comunicação social e os sindicatos aplicam a essas medidas, que varia consoante o partido que as propõe. E temos vários exemplos flagrantes disso.
O que não se diria se fosse um governo do PSD a preparar-se para mudar a lei do segredo de justiça nos termos em que a actual maioria se propõe fazer? O que não se escreveria se fosse Manuela Ferreira Leite a limitar abusivamente o legítimo direito de reclamação dos contribuintes como se prepara para fazer o actual Ministro das Finanças? Onde estão os argumentos anti-economicistas, sempre tão prontos a sair, contra as (boas) medidas da ministra da Educação? Que gritos de indignação não se ouviriam se um ministro dos Negócios Estrangeiros dos anteriores governos dissesse as barbaridades que Freitas do Amaral tem dito acerca da liberdade de expressão, da sua “licenciosidade” e da violência de alguns povos árabes? Aliás, nem é preciso ir tão longe. Bastava que o mesmo Freitas fizesse parte de um governo de cor mais laranja e azulada.
A verdade é que este governo, além da já esperada bonomia de muitos sindicatos e associações, tem contado com uma comunicação social extremamente favorável, que lhe dá todo o espaço de manobra de que necessita e que o ajuda a construir almofadas que absorvem qualquer assunto mais desconfortável.
Por
Pedro C. Azevedo
às
12:28
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Um dos mais graves problemas da Justiça está na qualidade dos seus agentes. A verdade é que muitos advogados e juízes não têm a qualidade ou a vocação para desempenhar as funções que exercem, constituindo verdadeiras pedras que encravam e travam toda a máquina. E, também aqui, o Estado está longe de estar isento de responsabilidades.
Com efeito, ao criar e ao deixar criar cursos de Direito em catadupa, o Estado transformou certas áreas da Justiça numa selva e outras numa verdadeira tábua de salvação a que se tenta chegar a qualquer preço, sem que se esteja minimamente preparado ou vocacionado para isso.
O número excessivo de advogados que actualmente existe criou uma situação de concorrência feroz, levando a que muitos dos que tentam enveredar pela profissão (que, apesar de tudo, ainda é a de mais fácil acesso) não tenham trabalho e não se consigam estabelecer. Assim, aqueles que não têm um currículo “à prova de bala”, ou têm a felicidade de ser influentes (por si ou por interposta pessoa) ou de ter alguém na família que já exerça a profissão, só à custa de muitas batalhas e expedientes (por vezes subterrâneos) é que conseguem singrar na advocacia. Esse tipo de expedientes traduzem-se quase sempre em atropelos às mais elementares regras deontológicas, que acabam por transformar certas áreas da profissão numa selva, em que apenas resistem os que não olham a meios para atingir os seus fins.
Para os que não têm essa felicidade ou “espírito” resta sempre a difícil hipótese de seguir a carreira da magistratura. E isso traz-nos outro problema.
O que se verifica é que muitos dos que se candidatam e, depois, saem do Centro de Estudos Judiciários não têm qualquer vocação ou preparação social para a profissão de juiz. Apesar de cientificamente demonstrarem que estão preparados, não revelam capacidades de liderança, de autoridade e de decisão essenciais ao exigente cargo de juiz. Exercem aquela profissão porque era a única que lhes oferecia um futuro minimamente seguro e estável.
Como resultado, nas audiências revelam-se timoratos, quase anódinos, com medo de impor uma posição e dirigir a diligência. Nas sentenças evidenciam uma confrangedora falta de objectividade e capacidade decisória, tentando sempre concertar interesses e posições, por mais inconciliáveis que elas sejam. Nada é branco ou preto, antes preferem um imenso cinzento que a todos toca e que a ninguém pode satisfazer.
No final de tudo isto, sai fragilizada a Justiça, dando a sensação de que se pretende ganhar uma guerra que está perdida à partida.
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Pedro C. Azevedo
às
17:50
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Acabado o Carnaval e a incompreensível ilusão de se estar num qualquer país tropical, aposto que em muitas cidades deste país a venda de aspirinas e antibióticos sobe em flecha.
Por
Pedro C. Azevedo
às
15:08
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