30.3.07

O cartaz

Quanto ao polémico cartaz do PNR, penso que o mesmo deve ter o tratamento condizente com a sua verdadeira dimensão.
Trata-se de um mísero cartaz, perdido algures no meio de uma rua de Lisboa, pela qual a esmagadora maioria dos portugueses nunca passará.
Aliás, se o mesmo cartaz tivesse sido colocado numa rua de uma qualquer outra cidade do país (talvez com excepção do Porto), provavelmente não passaria dos rodapés que diariamente enfeitam os jornais televisivos.
Trata-se apenas de um bom assunto para os habituais caça-fantasmas...

29.3.07

Netvibes

Para utilizar como homepage, experimentem.

Outros horizontes

Abandonados, ainda que momentaneamente, os delírios anti-portistas, ler "Donde se não cuida salta lebre", por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

Ensino superior privado

O caso da Universidade Independente deveria motivar uma profunda reflexão sobre o ensino superior privado em Portugal.
As universidades privadas portuguesas, com excepção da Universidade Católica (que goza de um estatuto especial), nunca conseguiram granjear prestígio e reconhecimento suficientes para poderem concorrer com as universidades públicas.
Sempre foram olhadas apenas como um via alternativa de acesso ao ensino superior para aqueles que, por via das notas mais baixas, não conseguiam entrar no sector público.
Assim, além da oportunidade de enriquecimento que deram a muitos professores, acabaram por, acima de tudo, ser responsabilizadas e reconhecidas pelo sobrelotação de muitas áreas do mercado do trabalho, essencialmente, na área do Direito, Economia, Medicina Dentária e Arquitectura, democratizando o acesso àquelas profissões, pese embora o aspecto contraditório do alto preço que esse acesso representava, reflectido no valor das propinas a pagar.
O caso Moderna alertou para o facto de, por debaixo das respeitáveis vestes académicas, se esconderem negócios obscuros e passarem interesses pouco condizentes com o materialmente desprendido mundo universitário.
No entanto o que se tem passado com a Universidade Independente e as sucessivas trocas de acusações entre os seus responsáveis levam-nos a abrir uma página nova quanto ao escopo visado pela criação das universidades privadas. O enriquecimento de currículos de pessoas cujas vidas sempre tinham, voluntariamente, seguido rumos mais empíricos, mas a quem a muito portuguesa necessidade de títulos obrigava a colocar um Dr. ou Eng. antes de, pomposamente, assinar o nome.

28.3.07

Vamos lá dimensionar o que nos rodeia...

Central Fotovoltaica de Serpa - "A maior central fotovoltaica do mundo"

  • Potência total: 11 Mw
  • Produção anual: 20 Gwh/ano
  • Capacidade de abastecimento de electricidade: 8.000 habitações

Barragem do Carrapatelo - Uma barragem perfeitamente comum (mesmo à escala de Portugal

  • Potência total: 338 Mw
  • Produção anual: 949 Gwh/ano
  • Capacidade de abastecimento de electricidade: 380.000 habitações

Barragem La Grande Complex (Quebec, Canada) - A maior barragem do mundo

  • Potência total: 16.021 Mw
  • Produção anual: 106.883 Gwh/ano
  • Capacidade de abastecimento de electricidade: 42.700.000 habitações

(fonte: Wikipedia e jornal Público)

Como já afirmei neste blogue, sou um apoiante das energias limpas. Mas não me tomem por parvo com frases do género "em 2020, 45 por cento da energia nacional terá que ser produzida a partir de renováveis" (Manuel Pinho in Publico). Como contribuinte, e como gestor, atribuo irracionalidade (incompetência? demagogia?) a esta política (/esta frase) se estivermos a falar neste tipo [ineficiente]de energias renováveis...

Uma questão de escola

Desabafo de uma aluna da Universidade Independente, no Público de hoje:

"Em vez de uma licenciatura parece que estamos a tirar um curso de ladroagem."

27.3.07

Combater o mar

Sinceramente, não consigo entender a confiança daqueles que pensam que o problema da Costa da Caparica se resolveria com a construção ou reforço de paredões.
Desde há muito que combater o mar e a erosão por ele provocada tem sido uma guerra perdida. Apesar da irresponsabilidade dos nossos governantes, o futuro deverá obrigatoriamente passar por afastar as construções do mar, de modo a evitar a sua destruição.
A verdade é que quando o oceano deseja, avança, e há pouco que o Homem possa fazer para o evitar. Colocar rochas e pedregulhos, quando muito, pode ajudar a retardar a retirada, mas nunca conseguirá ser solução ou travar o avanço das águas.
Quer isto dizer que, ou muito me engano, ou apenas Moisés poderia fazer alguma coisa pelo parque de campismo da Costa da Caparica.

24.3.07

Genial

23.3.07

Está-lhe no sangue...

O país acordou hoje entusiasmado com uma portuguesa, tenista de 14 anos, considerada uma das atletas mais promissoras da modalidade.
A menina vive há quatro anos nos E.U.A. e chama-se Michelle Larcher de Brito.

Ou muito me engano, ou o jeito para o ténis não deve vir do lado Brito...

Onde pára a polícia?

Este caso é verdadeiramente inacreditável.
Uma foragida à Justiça abandona tranquilamente o local onde se encontra escondida, juntamente com uma criança que (de acordo com a última decisão judicial) se encontra sequestrada, cumpre uma ordem de um tribunal, em local público, e regressa sossegadamente ao local que lhe serve de esconderijo.
Saliente-se que, entretanto, a comunicação social teve conhecimento antecipado da diligência e teve oportunidade de fotografar e acompanhar a foragida.
No meio de tudo isto, ninguém se lembrou de avisar a polícia, nem esta pensou que poderia estar ali uma boa oportunidade para deter a senhora.

22.3.07

Outros horizontes

"O estado do direito" e "Um nome interessante "(*), por João Gonçalves, no portugal dos pequeninos.

(*) leitura obrigatória.

Cesarianas

Hoje o Público noticia que Portugal terá o dobro da taxa de cesarianas preconizada pela OMS, 32% vs 15%. Esta taxa aconselhada parece-me claramente irrealista e nunca será atingida.
Independentemente das indicações médicas das cesarianas que não vou aqui discutir, neste caso, não se pode desprezar a questão médico-legal e isso só os obstetras podem falar, pois são eles que se sentam no banco dos réus.
Um estudo realizado nos EUA, Lockwood (2002), revelou que um obstetra é em média processado 2,5 vezes durante a sua carreira e 75% já tinham sido processados pelo menos uma vez. Claro que a nossa realidade é diferente, mas o caminho aponta nesse sentido. A comunicação social sensacionalista também tem feito o seu papel. Como foi também foi referido, 50% dos casos de má prática médica que chegam a tribunal, são de Obstetrícia.
Quando tudo corre bem, o médico é maior, quando há algo que não corre como o esperado (muitas vezes de forma totalmente imprevisível) lá vêm as acusações.
Não são só os treinadores de futebol que passam de bestial a besta num ápice...

Sócrates e o Público

Depois do tom hagiográfico do semanário Sol veio a investigação do jornal Público sobre a licenciatura de José Sócrates. E ainda bem, não me digam que há assuntos que não se podem investigar. Discordo em absoluto da indignação demonstrada em alguns blogues. E também não se deve confundir o que está verdadeiramente em causa. Não é a questão de Sócrates ser licenciado ou não, mas sim os meios com que obteve a sua qualificação.
A indignação selectiva deste blogue já era previsível, aliás como são sempre selectivos os seus comentários, optando pelo silêncio quando os ventos não são de feição ao partido do governo.
Concordo com Paulo P. Mascarenhas, "Ai se fosse no tempo de Santana Lopes, o que se escreveria por aí....".

Licenciado ou engenheiro

Não vejo qualquer atitude menos correcta na investigação do Público sobre a licenciatura de José Sócrates.
É verdade que não existiria qualquer problema em termos um primeiro-ministro que não fosse licenciado, nem isso provaria, sem mais, falta de competência para o cargo. Aliás, conforme é referido na edição do Público de hoje, tal situação estaria longe de ser inédita, mesmo ao nível dos altos quadros da União Europeia.
Diferente é o interesse de se saber ao certo e em bom rigor a biografia e currículo do primeiro-ministro em funções e quais os passos que seguiu. Quando se contrata alguém existe essa preocupação, que deve ser ainda maior num cargo desta importância. Tratam-se de funções públicas e de representação do país ao mais alto nível.
Sabermos se é ou não licenciado, não será muito relevante. Mas já terá todo o sentido saber-se se a obtenção da licenciatura passou por métodos menos claros ou se houve alguma tentativa de enriquecer a posteriori algumas páginas menos preenchidas.

21.3.07

Pequeno poder

O que mais inquieta na guerra suja que se vive no CDS/PP (ou CDS vs. PP) é que tudo aquilo é feito pela liderança de um pequeno partido, cada vez mais insignificante na vida política portuguesa (a não ser pelas piores razões), com um futuro cada vez mais negro e incerto e que caminha a passos largos para o suicídio, de preferência, em directo nas televisões.
Imaginem o que não aconteceria se houvesse reais expectativas de ascender ao poder.

20.3.07

Vermelhos



Quantos litros gastarão por semana?

PP e Portas

Portas demitiu-se no rescaldo das últimas eleições. Nada de substancial se alterou desde então. A sede de poder e protagonismo falaram mais alto. Nesse intervalo de tempo, o seu séquito minava a actual direcção. Um líder parlamentar chegou ao cúmulo de afirmar que tudo iriam fazer para destronar o líder do seu partido!
Portas já foi a várias eleições, nunca conseguiu nada de extraordinário. Telmo, Pires de Lima, Nobre Guedes, Melo, os de sempre e sempre os mesmos seguem-no.
O PP é um partido pequeno, não tem expressão autárquica, não tem lugares nem benesses para distribuir.
Monteiro anda a fazer as cenas que se sabe, inconformado com a sua própria irrelevância.
Portas quer voltar, sempre... Tudo velho.

Outros horizontes

"Turismo nobre", por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

A falta de memória

Quando se ouve o discurso messiânico e salvador de Paulo Portas e Santana Lopes quase somos levados a esquecer que ambos foram varridos do poder pelos eleitores há pouco mais de dois anos.