2.4.07

Grávidas sem álcool


Podem sempre experimentar a "duvidosa" Super Bock sem álcool, com sabor a pêssego.

1.4.07

2ª parte

Segunda parte miserável do Porto, Jesualdo assistiu impávido.
Arbitragem bem caseira.
Renteria, como se contrata uma nulidade destas?

1ª Parte

O Porto está a jogar melhor e merece estar a vencer.
O árbitro já perdoou dois cartões amarelos ao Benfica e foi sempre solícito em mostrá-los aos jogadores portistas.
Quem terá sido o inteligente responsável por colocar os adeptos portistas no andar superior do estádio?

7 minutos

O Benfica já pode agradecer ao árbitro um cartão amarelo e um canto. Começa bem...

30.3.07

O cartaz

Quanto ao polémico cartaz do PNR, penso que o mesmo deve ter o tratamento condizente com a sua verdadeira dimensão.
Trata-se de um mísero cartaz, perdido algures no meio de uma rua de Lisboa, pela qual a esmagadora maioria dos portugueses nunca passará.
Aliás, se o mesmo cartaz tivesse sido colocado numa rua de uma qualquer outra cidade do país (talvez com excepção do Porto), provavelmente não passaria dos rodapés que diariamente enfeitam os jornais televisivos.
Trata-se apenas de um bom assunto para os habituais caça-fantasmas...

29.3.07

Netvibes

Para utilizar como homepage, experimentem.

Outros horizontes

Abandonados, ainda que momentaneamente, os delírios anti-portistas, ler "Donde se não cuida salta lebre", por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

Ensino superior privado

O caso da Universidade Independente deveria motivar uma profunda reflexão sobre o ensino superior privado em Portugal.
As universidades privadas portuguesas, com excepção da Universidade Católica (que goza de um estatuto especial), nunca conseguiram granjear prestígio e reconhecimento suficientes para poderem concorrer com as universidades públicas.
Sempre foram olhadas apenas como um via alternativa de acesso ao ensino superior para aqueles que, por via das notas mais baixas, não conseguiam entrar no sector público.
Assim, além da oportunidade de enriquecimento que deram a muitos professores, acabaram por, acima de tudo, ser responsabilizadas e reconhecidas pelo sobrelotação de muitas áreas do mercado do trabalho, essencialmente, na área do Direito, Economia, Medicina Dentária e Arquitectura, democratizando o acesso àquelas profissões, pese embora o aspecto contraditório do alto preço que esse acesso representava, reflectido no valor das propinas a pagar.
O caso Moderna alertou para o facto de, por debaixo das respeitáveis vestes académicas, se esconderem negócios obscuros e passarem interesses pouco condizentes com o materialmente desprendido mundo universitário.
No entanto o que se tem passado com a Universidade Independente e as sucessivas trocas de acusações entre os seus responsáveis levam-nos a abrir uma página nova quanto ao escopo visado pela criação das universidades privadas. O enriquecimento de currículos de pessoas cujas vidas sempre tinham, voluntariamente, seguido rumos mais empíricos, mas a quem a muito portuguesa necessidade de títulos obrigava a colocar um Dr. ou Eng. antes de, pomposamente, assinar o nome.

28.3.07

Vamos lá dimensionar o que nos rodeia...

Central Fotovoltaica de Serpa - "A maior central fotovoltaica do mundo"

  • Potência total: 11 Mw
  • Produção anual: 20 Gwh/ano
  • Capacidade de abastecimento de electricidade: 8.000 habitações

Barragem do Carrapatelo - Uma barragem perfeitamente comum (mesmo à escala de Portugal

  • Potência total: 338 Mw
  • Produção anual: 949 Gwh/ano
  • Capacidade de abastecimento de electricidade: 380.000 habitações

Barragem La Grande Complex (Quebec, Canada) - A maior barragem do mundo

  • Potência total: 16.021 Mw
  • Produção anual: 106.883 Gwh/ano
  • Capacidade de abastecimento de electricidade: 42.700.000 habitações

(fonte: Wikipedia e jornal Público)

Como já afirmei neste blogue, sou um apoiante das energias limpas. Mas não me tomem por parvo com frases do género "em 2020, 45 por cento da energia nacional terá que ser produzida a partir de renováveis" (Manuel Pinho in Publico). Como contribuinte, e como gestor, atribuo irracionalidade (incompetência? demagogia?) a esta política (/esta frase) se estivermos a falar neste tipo [ineficiente]de energias renováveis...

Uma questão de escola

Desabafo de uma aluna da Universidade Independente, no Público de hoje:

"Em vez de uma licenciatura parece que estamos a tirar um curso de ladroagem."

27.3.07

Combater o mar

Sinceramente, não consigo entender a confiança daqueles que pensam que o problema da Costa da Caparica se resolveria com a construção ou reforço de paredões.
Desde há muito que combater o mar e a erosão por ele provocada tem sido uma guerra perdida. Apesar da irresponsabilidade dos nossos governantes, o futuro deverá obrigatoriamente passar por afastar as construções do mar, de modo a evitar a sua destruição.
A verdade é que quando o oceano deseja, avança, e há pouco que o Homem possa fazer para o evitar. Colocar rochas e pedregulhos, quando muito, pode ajudar a retardar a retirada, mas nunca conseguirá ser solução ou travar o avanço das águas.
Quer isto dizer que, ou muito me engano, ou apenas Moisés poderia fazer alguma coisa pelo parque de campismo da Costa da Caparica.

24.3.07

Genial

23.3.07

Está-lhe no sangue...

O país acordou hoje entusiasmado com uma portuguesa, tenista de 14 anos, considerada uma das atletas mais promissoras da modalidade.
A menina vive há quatro anos nos E.U.A. e chama-se Michelle Larcher de Brito.

Ou muito me engano, ou o jeito para o ténis não deve vir do lado Brito...

Onde pára a polícia?

Este caso é verdadeiramente inacreditável.
Uma foragida à Justiça abandona tranquilamente o local onde se encontra escondida, juntamente com uma criança que (de acordo com a última decisão judicial) se encontra sequestrada, cumpre uma ordem de um tribunal, em local público, e regressa sossegadamente ao local que lhe serve de esconderijo.
Saliente-se que, entretanto, a comunicação social teve conhecimento antecipado da diligência e teve oportunidade de fotografar e acompanhar a foragida.
No meio de tudo isto, ninguém se lembrou de avisar a polícia, nem esta pensou que poderia estar ali uma boa oportunidade para deter a senhora.

22.3.07

Outros horizontes

"O estado do direito" e "Um nome interessante "(*), por João Gonçalves, no portugal dos pequeninos.

(*) leitura obrigatória.

Cesarianas

Hoje o Público noticia que Portugal terá o dobro da taxa de cesarianas preconizada pela OMS, 32% vs 15%. Esta taxa aconselhada parece-me claramente irrealista e nunca será atingida.
Independentemente das indicações médicas das cesarianas que não vou aqui discutir, neste caso, não se pode desprezar a questão médico-legal e isso só os obstetras podem falar, pois são eles que se sentam no banco dos réus.
Um estudo realizado nos EUA, Lockwood (2002), revelou que um obstetra é em média processado 2,5 vezes durante a sua carreira e 75% já tinham sido processados pelo menos uma vez. Claro que a nossa realidade é diferente, mas o caminho aponta nesse sentido. A comunicação social sensacionalista também tem feito o seu papel. Como foi também foi referido, 50% dos casos de má prática médica que chegam a tribunal, são de Obstetrícia.
Quando tudo corre bem, o médico é maior, quando há algo que não corre como o esperado (muitas vezes de forma totalmente imprevisível) lá vêm as acusações.
Não são só os treinadores de futebol que passam de bestial a besta num ápice...

Sócrates e o Público

Depois do tom hagiográfico do semanário Sol veio a investigação do jornal Público sobre a licenciatura de José Sócrates. E ainda bem, não me digam que há assuntos que não se podem investigar. Discordo em absoluto da indignação demonstrada em alguns blogues. E também não se deve confundir o que está verdadeiramente em causa. Não é a questão de Sócrates ser licenciado ou não, mas sim os meios com que obteve a sua qualificação.
A indignação selectiva deste blogue já era previsível, aliás como são sempre selectivos os seus comentários, optando pelo silêncio quando os ventos não são de feição ao partido do governo.
Concordo com Paulo P. Mascarenhas, "Ai se fosse no tempo de Santana Lopes, o que se escreveria por aí....".

Licenciado ou engenheiro

Não vejo qualquer atitude menos correcta na investigação do Público sobre a licenciatura de José Sócrates.
É verdade que não existiria qualquer problema em termos um primeiro-ministro que não fosse licenciado, nem isso provaria, sem mais, falta de competência para o cargo. Aliás, conforme é referido na edição do Público de hoje, tal situação estaria longe de ser inédita, mesmo ao nível dos altos quadros da União Europeia.
Diferente é o interesse de se saber ao certo e em bom rigor a biografia e currículo do primeiro-ministro em funções e quais os passos que seguiu. Quando se contrata alguém existe essa preocupação, que deve ser ainda maior num cargo desta importância. Tratam-se de funções públicas e de representação do país ao mais alto nível.
Sabermos se é ou não licenciado, não será muito relevante. Mas já terá todo o sentido saber-se se a obtenção da licenciatura passou por métodos menos claros ou se houve alguma tentativa de enriquecer a posteriori algumas páginas menos preenchidas.

21.3.07

Pequeno poder

O que mais inquieta na guerra suja que se vive no CDS/PP (ou CDS vs. PP) é que tudo aquilo é feito pela liderança de um pequeno partido, cada vez mais insignificante na vida política portuguesa (a não ser pelas piores razões), com um futuro cada vez mais negro e incerto e que caminha a passos largos para o suicídio, de preferência, em directo nas televisões.
Imaginem o que não aconteceria se houvesse reais expectativas de ascender ao poder.

20.3.07

Vermelhos



Quantos litros gastarão por semana?

PP e Portas

Portas demitiu-se no rescaldo das últimas eleições. Nada de substancial se alterou desde então. A sede de poder e protagonismo falaram mais alto. Nesse intervalo de tempo, o seu séquito minava a actual direcção. Um líder parlamentar chegou ao cúmulo de afirmar que tudo iriam fazer para destronar o líder do seu partido!
Portas já foi a várias eleições, nunca conseguiu nada de extraordinário. Telmo, Pires de Lima, Nobre Guedes, Melo, os de sempre e sempre os mesmos seguem-no.
O PP é um partido pequeno, não tem expressão autárquica, não tem lugares nem benesses para distribuir.
Monteiro anda a fazer as cenas que se sabe, inconformado com a sua própria irrelevância.
Portas quer voltar, sempre... Tudo velho.

Outros horizontes

"Turismo nobre", por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

A falta de memória

Quando se ouve o discurso messiânico e salvador de Paulo Portas e Santana Lopes quase somos levados a esquecer que ambos foram varridos do poder pelos eleitores há pouco mais de dois anos.

Água e Pontes


(via Digg)

19.3.07

Sound of Silver, Lcd Soundsystem

Outros horizontes

Sobre a polémica das cartas de condução angolanas e portuguesas, ler "Os novos colonialistas", por Helena Matos, no Público.

O Público

Passadas as primeiras edições e tendo, entretanto, decorrido já algum tempo para efectuar correcções pontuais, a verdade é que o novo Público é uma desilusão.
Tal como sucedeu com outros títulos, a direcção editorial optou basicamente por tornar o jornal mais ligeiro e superficial. Na maior parte das vezes a ideia que fica é que a simples leitura do título quase torna prescindível o corpo da notícia, tal a pobreza e escassez do conteúdo. Acaba-se sempre por ficar com a sensação de que falta ali algo, que se poderia ter ido mais longe no seu aprofundamento.
O caminho escolhido foi o de tentar cativar aquele público que procura o imediatismo e a informação rápida e directa, em detrimento daquele que está disposto em perder um pouco mais de tempo em troca de uma informação mais detalhada e profunda. Ou seja, privilegiou-se a adesão de novos leitores, esquecendo-se aqueles que sempre se mantiveram fiéis.
O grande problema, e como já muitas vezes foi referido, reside no facto de, ao nível do imediatismo e rapidez, o jornal impresso ter muito pouco a acrescentar à Internet ou à televisão. A esse nível a luta é demasiado desigual, com claro prejuízo para o papel. Deste modo, dificilmente se conseguirá seduzir novos leitores optando por essa via.
Além disso, e com a substancial redução de conteúdos, arrisca-se também a perder os leitores mais tradicionais.

P.S. Apesar de tudo, existem pontos positivos. Gosto especialmente da última página, com o pingue pongue entre Helena Matos e Rui Tavares e dos altos e baixos, com a referência às notícias do dia.

17.3.07

África


Mais fotografias aqui (via Digg).

16.3.07

Outros horizontes

"A Comenda", por Eduardo Pitta, no Da Literatura.

Cartas de condução II

Relativamente a certificados e documentos legais, será boa ideia ter acordos de reciprocidade com países onde a corrupção faz parte do quotidiano?

Cartas de condução


No Inimigo Público:
-Tem a certeza de que a sua carta de condução é válida?
-(Mantorras) Sei lá. Primeiro não deixavam jogar o Mantorras. Agora não deixam guiar Mantorras. Assim o Mantorras começa a ficar desanimado, pá.

15.3.07

Sócrates

Ler "O estilo e a substância", por Constança Cunha e Sá, no Público (link só para assinantes).

Super Bock Super Rock

Tradição familiar

No Público de hoje, as relações familiares de uma condenada por agressão a uma professora de Bragança: "Junta-se aos dois filhos, ao marido, a um irmão e a um sobrinho, todos na cadeia. (...)
Um irmão matou um homem em Mirandela e um filho um jovem numa discoteca de Bragança. A própria foi condenada por ter batido em dois polícias e três dos seus filhos esmurraram um procurador de Bragança."

O país real

A Andreia Elisabete prepara-se para, finalmente, encontrar os seus verdadeiros pais.
À sua espera estará uma família que vive no limiar da miséria, de raro sustento e onde os que já lá vivem se atropelam no pouco espaço abrigado que lhes resta.
Certamente comovida com as dificuldades de quem assim tem de viver, toda aldeia prepara-se para recebê-la queimando o pouco que poderiam oferecer nos sempre indispensáveis foguetes.

14.3.07

Ironia

Quando, no início do Diz que é uma espécie de magazine, os Gato Fedorento avisarem que o programa vai ser fraquinho, vou começar a acreditar.

Pocket Symphony, Air

Outros horizontes

O regresso da histeria nacional, em "Andreia Elisabete", por João Gonçalves, no portugal dos pequeninos.

13.3.07

Elogio!?!

Com uma destemida autoridade, Fernando Santos veio ontem dizer que o central benfiquista David Luiz lhe faz lembrar Ricardo Carvalho, nos tempos em que o treinou no FC Porto.
Os mais distraídos até poderão ser levados a pensar que foi Fernando Santos quem lançou o agora defesa do Chelsea. No entanto depois destas declarações, não se augura nada de bom ao central brasileiro nas mãos de Santos. É que Ricardo Carvalho apenas foi utilizado por uma vez por Fernando Santos, quando este treinava o Porto, acabando sempre por ser dispensado (Farense, Setúbal e Alverca) e preterido por (imaginem!?!) João Manuel Pinto. E isto quando aqueles adeptos que acompanhavam com maior atenção o dia-a-dia portista não hesitavam em colocar Ricardo Carvalho como um dos mais promissores defesas portugueses.
Até Octávio Machado teve vistas mais largas que o engenheiro.

O DN em mudança


Esta capa e a referência às nomeações do governo demonstram bem o fim do reinado de António José Teixeira.

11.3.07

Segunda impressão

Continuo a manter o que escrevi aqui.

Sócrates ao Sol

O jornal Sol publicou ontem uma hagiografia de Sócrates. Portugal é mesmo um país de sorte! De tempos a tempos o destino escolhe-nos como berço de grandes homens.
Um arco-íris surgiu quando Kim Jong-il nasceu. Só ficou por saber, qual o fenómeno da natureza que assinalou o nascimento do nosso primeiro, terá sido o Sol?

10.3.07

Outros horizontes

"Mesquita para o santuário, já", por Carlos Abreu Amorim, no Blasfémias.

8.3.07

Explicações


O principal autor deste blogue encontra-se de férias.

7.3.07

Helton




5.3.07

Neon Bible, The Arcade Fire


Sim, são mesmo os maiores!

4.3.07

Outros horizontes

"Anti-ciência", por Pedro Morgado, no Avenida Central.

3.3.07

Outros horizontes

"O Império Contra-Ataca", por João Gonçalves, no portugal dos pequeninos.

Futebol português

Escreve António Tavares Teles n'O Jogo:
"Sexta-feira de manhã: O PATO recebe o seguinte SMS:

“Ontem ao fim da tarde tentaram enganar o Dame no sentido de assinar um novo contrato com a Académica, dizendo ao senegalês que aquele era o contrato para um novo automóvel. Isto passou-se nas instalações do 'stand' do vice Luís Godinho. O jogador descobriu a armadilha e foi o bom e o bonito. Até notária estava contratada pelo vice. Como é possível, Académica?!”.

E, no final do SMS, um número de telefone, de cujo titular O PATO conhece de resto o nome.

Notícia espantosa, é claro. Só que – após ter procurado confirmação para ela – notícia verdadeira, teve de concluir O PATO.

Pelo que, tal como o autor do SMS, não pode deixar de exclamar:

Como é possível Académica?!!!

Ou então: para onde caminhas, Briosa?!!!"

Adenda: Um clube da primeira liga tenta ludibriar um jogador profissional. Não será isto notícia para a capa de um jornal desportivo? Ninguém investiga? O jornalismo desportivo é mesmo um mundo à parte.

(post editado às 21:32)

2.3.07

O regresso do PP

Como já se esperava desde o seu aparente abandono, Paulo Portas anunciou a sua candidatura à liderança do CDS/PP.
Com o habitual ar grave e solene e com a sua preparada pose de Estado, o ex-ministro do Mar apresentou-se como o salvador da oposição, prometendo uma nova vida não só ao partido como ao centro-direita. À boa maneira de Hugo Chávez entregou-se nas mãos do povo, neste caso, dos militantes. O culto da personalidade no seu máximo expoente.
A verdade é que Portas já percorreu todo o espaço à direita do PS, já foi conservador, anti-europeísta, ensaiou nas últimas legislativas uma postura economicamente liberal, contrastando com muitos dos seus actos enquanto ministro, enquanto defendia intransigentemente os valores mais tradicionais da sociedade. Agora chegou a vez do centro-direita, tentando cavalgar a onda de um PSD adormecido e desorientado, nunca refeito da fuga de Barroso e dos tempos de Santana.
Conta para isso com os seus fiéis e subservientes guerrilheiros, os mesmos que nunca deram um minuto de descanso a Ribeiro e Castro, de modo a que a sombra do verdadeiro líder nunca desaparecesse.
Tem contra ele tudo que fez até hoje.

1.3.07

Estratégia não contemplativa leva a... "destratégia"

O objectivo principal da OPA da Sonaecom sobre a PT é, como se sabe, a aquisição da maioria do capital desta última.

Uma vez que o referido capital se encontra actualmente disperso em bolsa, sob a forma de acções, foi necessário recorrer à oferta de um determinado montante (inicialmente 9,5 euros por acção), e dado conhecimento detalhado da operação e objectivos da aquisição à CMVM, para seduzir os actuais proprietários de acções à venda destes títulos. Tal montante veio a ser considerado insuficiente (pelas mais influentes instituições financeiras mundiais e, consequentemente, pelos accionistas), pelo que foi revisto para 10,5 euros por acção.

No caminho de revisões de valores de oferta, foi sendo relembrado que os estatutos da PT blindam a tomada de uma participação superior a 10% a empresas que exerçam actividade de alguma forma concorrente. Para desblindar estes estatutos, a Sonaecom tem que ver esta decisão aprovada em Assembleia Geral (amanhã), tendo para tal que vender um "produto" que seja aliciante aos actuais accionistas (que são os "votantes" da referida assembleia) - o "produto" seleccionado foi uma política atractiva de dividendos (aproximando-se desta forma da "campanha interna" que está a ser efectuada pela actual administração da PT, cujo objectivo é manter uma estrutura accionista atomizada que permita que eles se mantenham em funções).

Uma vez que a atractividade de dividendos fomenta a retenção das acções - os dividendos são auferidos pelos detentores dos títulos - ou mesmo a pressão para subida dos títulos (o valor de uma acção contempla as expectativas de rendimento futuros), estamos perante uma estratégia divergente nas acções tomadas pela Sonaecom e que pode custar-lhes um pesado insucesso da iniciativa: por um lado, esforçam-se por atingir 50% da propriedade da PT, por outro estão a tornar atractiva a propriedade (retenção) da PT pelos actuais accionistas.

Aqui está a prova de uma estratégia que não contemplou todas as premissas que deveria...

28.2.07

Uma escola portuguesa

Quem assistiu ao Jornal da Noite, da SIC, e viu a reportagem sobre a Universidade Independente certamente que ficou deliciado com a elevação com que os responsáveis da universidade discutiam as suas posições e trocavam acusações. Expressões como "roubar, "gatunos" e "gestão fraudulenta", foram frequentes.
Quando nos meios académicos se discute assim, não há dúvida que o resto do país tinha de estar como está.

Evidências

- Grandes realizadores nunca ganharam um óscar.
- Scorsese merecia ganhar um óscar.
- Claro que já fez filmes muito melhores que The Departed.

Quando os melhores se juntam!

Irão e Sudão prometem frente unida contra o Ocidente.

Para onde irá o dinheiro

Lendo a imprensa desportiva de hoje, avizinham-se transferências proveitosas para o F.C. Porto. Quaresma e Pepe são jogadores que renderão uma boa fortuna ao clube. O Porto tem ainda mais dois jogadores valiosos, Anderson e Lucho, apesar de o passe não ser pertença total do clube. Isto, porque o interesse nos jogadores do Porto costuma ser real, apesar da imprensa desportiva vender, há anos, o capitão Simão e Luisão para os maiores clubes da Europa.
Tendo em conta que o Porto, nos últimos anos, foi protagonista de transferências verdadeiramente fabulosas, e agora parece que já está na mais absoluta penúria, é legítimo perguntar para onde vai este dinheiro?

27.2.07

Outros horizontes

"Fascismo?", por Eduardo Pitta, no Da Literatura.
"Jornalismo de Estado", por João Pedro Henriques, no Glória Fácil.

No reino dos medíocres

O Director Geral dos Impostos, Paulo Macedo, vai abandonar o cargo.
Num Estado em que a competência dificilmente é premiada, nada melhor do que nivelar por baixo para que não haja comparações incómodas.

26.2.07

A grande mentira

Só quem não anda nos tribunais e não recebe sentenças e acórdãos pelo correio é que pode atribuir um mínimo de credibilidade à encenação numérica apresentada por Alberto Costa.
Mesmo que tenha havido alguma redução no número de processos pendentes, o mais provável é que essa redução se tenha ficado a dever à isenção de custas atribuída às transacções e desistências efectuadas até 31 de Dezembro de 2006.

Óscares 2007


Finalmente fez-se justiça e Martin Scorsese ganhou o óscar. O filme The Departed foi sem dúvida um dos melhores do ano. Apenas lamento que se continue a ignorar Leonardo Di Caprio (desempenho neste filme nem sequer lhe valeu a nomeação) que volta a ter mais uma prestação brilhante. Impressão que não é apenas justificada pela óbvia simpatia que a personagem desperta.
No entanto a minha maior satisfação da noite foi o esquecimento de Babel. O filme nitidamente concebido para seduzir a crítica europeia e anti-americana acabou por não conseguir sequer atingir na plenitude o seu alvo original e seria de todo injusto que, na linha do politicamente correcto que a academia adoptou nos últimos anos, o filme A. G. Iñarritu fosse premiado.

Outros horizontes

A pergunta e a dúvida inerente de rui, no Blasfémias, é, como ele próprio diz, evidente.

23.2.07

FC Porto e as câmaras

Tiago B. Ribeiro cita no Kontratempos uma notícia do JN que refere que "a campanha vitoriosa do F. C. Porto em 2003/4, concluída com a vitória de Gelsenkirchen, rendeu 12 milhões de euros à economia tripeira". Depois aproveita para mandar umas farpas à gestão de Rui Rio pelo desprezo que vota ao futebol.
Penso no entanto, que se contabilizarmos todo o dinheiro atribuído pelas autarquias ao futebol desde cedência de terrenos, endividamento para construir estádios, etc., duvido que alguma câmara fique realmente a ganhar.
Aliás, como bem Rio referiu, ainda bem que o Porto (clube do qual sou sócio) não precisa da câmara para ganhar.

Outros horizontes

"Um pedido", por André Abrantes Amaral, n'O Insurgente.

Parabéns ao Braga

Magnífica estreia do grande capitão. E, certamente, que já se apercebeu que aquele central paraguaio, Rodriguez, vale ouro.

A capital de todo o país

Tudo o que tem acontecido na Câmara Municipal de Lisboa e nas suas empresas municipais é uma imagem ampliada de Portugal, apenas com a agravante de se tratar da capital de um país centralizado e, por isso, alvo de toda a atenção por parte da comunicação social.
Basta fazer uma pequena visita aos bairros mais recentes das nossas cidades, para nos apercebermos que tanto desordenamento, tanta fealdade, tanto amontoado de betão, apenas pode ser justificado por essa galinha dos ovos de ouro que são a especulação imobiliária e as empreitadas públicas.
Se se fizesse uma auditoria independente a todas as câmaras deste país e respectivas empresas municipais duvido que algum município escapasse ileso.

22.2.07

Jardinagem

Não gosto de Alberto João Jardim. Não conheço in loco a sua obra, mas repudio o estilo, o caciquismo, o populismo e a chantagem constante que faz do continente o financiador das suas excentricidades, quer sejam no Carnaval, no futebol, nos túneis ou na comunicação social.
Inicialmente, a minha reacção à sua demissão foi a habitual. Aquela que acompanha quase todas as suas acções.
No entanto tenho de reconhecer que Jardim tem alguma razão. Independentemente da bondade da nova lei das finanças regionais, a verdade é que lhe alteraram a meio as regras do jogo. Mal ou bem, tinha planos feitos e projectos concebidos que, agora, ninguém lhe garante que os possa concretizar. E numa altura em que os apoios fora da ilha são merecidamente escassos, a única maneira de ser ouvido era esta, à bomba.
Com esta decisão consegue chatear tudo e todos. Vão-lhe dar um palco para malhar em Sócrates, aproveita para beliscar Cavaco Silva e passa por cima de Marques Mendes.
É óbvio que só o faz porque sabe que é imbatível.

21.2.07

Chegar ao destino

É curioso observar as pessoas que saem pela porta das chegadas, nos aeroportos.
O porte altivo, o olhar elevado, o passo firme e decidido, empurrando o carrinho ou puxando desinteressadamente a reduzida bagagem, acabadinhas de descer dos céus, tudo demonstra que ali se sentem mais próximas da imortalidade.
A pessoa amada que anseia, os familiares que aguardam, o cliente que espera, o guia que se faz notar e toda a massa anónima que se acotovela junto às barreiras separadoras, fazem o local assemelhar-se a um passeio da fama, onde apenas falta o tapete vermelho.
E a verdade é que muitos encontram ali a máxima atenção que algum dia despertarão...

20.2.07

Outros horizontes

"A medicina cubana é uma das melhores do mundo", por João Miranda, no Blasfémias.

19.2.07

Aconselhamento obrigatório vs voluntário

Em relação à discussão sobre se um aconselhamento obrigatório contraria o sentido da pergunta aprovada em referendo, ler este artigo do dn.

Aconselhamento III

Concordo que a questão do aconselhamento antes do aborto tem de ser tratada com muito cuidado.
Em meu entender, o aconselhamento obrigatório deve ser apenas médico e deve envolver apenas a explicação e as consequências do acto em si.
Ir além disso, apenas nos casos em que a mulher o desejar. Se assim não fosse estaríamos a alterar o resultado do referendo. Quer se goste quer não, a pergunta era clara e colocou na vontade da mulher a responsabilidade de interromper ou não a gravidez.
Quanto a haver um período de reflexão, que, até pelos prazos legais da interrupção, terá de ser obrigatoriamente curto, não me parece que possa haver algum tipo de objecção, já que se trata de um acto individual, não havendo aí qualquer risco de condicionamento da decisão.

Adenda - O grande problema do aconselhamento obrigatório é que parte do princípio que a mulher deve revelar por que razão vai interromper a gravidez, para, a partir daí, ser devidamente aconselhada. No entanto, e mais uma vez partindo do que foi perguntado, nada nem ninguém poderá obrigar a mulher a revelar as suas razões.

18.2.07

Primeiras impressões

O colombiano Rentería mostrou ontem que tem todas as condições para brilhar, no próximo ano, num clube da nossa Liga de Honra.

Aconselhamento II

Neste blogue coexistem opiniões divergentes relativamente ao aborto e que reflectem a nossa sociedade.
Eu concordo com o aconselhamento, eventualmente com um curto período de reflexão. No entanto, penso que isso não deve ser uma tentativa encapotada de transferir a decisão final, que deve sempre ser da mulher. Isso seria subverter o que foi referendado.

Cartas de Iwo Jima


*****

Mín. * Máx. *****

Aconselhamento

A discussão em torno da necessidade ou perversidade do aconselhamento prévio a uma interrupção da gravidez está, finalmente, a desmascarar alguns argumentos falaciosos que foram veiculados por alguns defensores do SIM. Durante o debate que antecedeu o referendo ficou aparentemente claro que haveria um consenso generalizado sobre algumas questões:
- que o aborto não é um acto inócuo;
- que o aborto deve ser combatido, não apenas o ilegal, mas todos os abortos motivados nomeadamente por carências económicas e sociais;
- que o aborto é realizado, habitualmente, em contexto de elevada tensão ou perturbação emocional, por vezes sob pressão de familiares ou do próprio pai da criança, não se justificando a penalização de uma mulher já de si penalizada com uma vivência traumatizante;
Assim, durante a discussão pública, muitos dos defensores do SIM argumentaram que, não estando em causa a liberalização, isto é, a prática de aborto sem condicionalismos, o que se pretendia era apenas a despenalização da mulher caso não fosse possível evitar a IVG. Agora, ao abdicar-se do "aconselhamento", isto é, de um esclarecimento sério e de apoio económico, social e psicológico, torna-se claro que, afinal, todos esses argumentos foram usados em vão.

17.2.07

Outros horizontes

Sobre a vertigem da mediatização de que muitos juízes começam a padecer, ler "Coisas da Sábado - Autofagia: Juízes a falar demais", por Pacheco Pereira, no Abrupto.

Braga...

Segundo o JN, o reboque da polícia municipal de Braga foi utilizado para um serviço particular. (Via Avenida Central)

16.2.07

Insustentável

É obvio que ao PSD, pelas posições que assumiu no passado (e bem), não resta outra opção que não seja retirar (e bem) a confiança política a Fontão de Carvalho.

O que passa na câmara de Lisboa não deve diferir em muito de situações vividas noutras câmaras espalhadas pelo nosso país. É por isso que muitos autarcas preferem estar longe da ribalta, de preferência, não ser objecto dos media nacionais.

Outros horizontes

Uma peculiar maneira de contar votos que encheria de orgulho Salazar, em "Salazar Reloaded", por Mário Almeida, n´A Fonte, a propósito do concurso O Pior Português de sempre, da SIC/Inimigo Público.

A imagem de Portugal

Declarações de Carmona Rodrigues, Presidente da Câmara de Lisboa:

"Se todos os autarcas deste país, que fossem arguidos, renunciassem ao seu mandato, o país estava parado."

15.2.07

Dar com uma mão e tirar com a outra

Em nome do combate ao défice público e de um Estado pesado e imobilizado, há muito que os sucessivos governos se esqueceram do princípio da equidade e da competitividade fiscal em troca da maximização das receitas tributários.
Quer isto dizer que toda e qualquer reforma fiscal que se faça, nunca tem em vista uma maior justiça ou desagravamento para os contribuintes, mas apenas a arrecadação de maiores receitas para os cofres do Estado. Quando se lê o texto de uma nova lei vemos que, acima de tudo, existe a preocupação de ganhar mais.
Assim, qual não foi a minha surpresa ao ler esta notícia no Público, sobre o novo Imposto sobre Veículos que irá substituir esse verdadeiro sorvedouro que é o Imposto Automóvel:

"As contas são da responsabilidade do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, João Amaral Tomaz, que afirmou hoje, em conferência de imprensa, que o efeito da introdução, em Julho, da componente ambiental de 30 por cento no cálculo do novo imposto irá gerar "um desagravamento médio de dez por cento para os veículos menos poluentes". Essa redução terá efeitos também ao nível da receita fiscal, que deverá baixar 45 milhões de euros."

No entanto fiquei mais descansado, quando cheguei ao final:

"No entanto, de acordo com o membro do Governo, no prazo de cinco anos, verificar-se-á uma "recuperação" destas receitas perdidas pelo Estado, na sequência do progressivo aumento das cobranças com o IUC (Imposto Único de Circulação)."

14.2.07

Outros horizontes

"Europeus subsidiam Windows Vista aos americanos", por Paulo Querido, no Mas certamente que sim!.

Seven Nation Army vs Santander

Foi a leitura de um blogue que me chamou a atenção, não me recordo qual. Comparem o novo anúncio do Santander, totalmente copiado de um genial videoclip realizado por Michel Gondry para os White Stripes.

13.2.07

Em busca da Esmeralda perdida

Pergunta Eduardo Pitta, no Da Literatura: "Já agora: as polícias desistiram de procurar a Esmeralda? O assunto ficou arrumado com a prisão do sargento?"
Porque é que se fica com a sensação, que a polícia não está propriamente preocupada em encontrar a criança e cumprir a ordem do tribunal?

Já que falou nisso...

Como era de esperar, a teoria do conselheiro Fisher Sá Nogueira, apresentada ontem à noite, durante o programa “Prós e Contras”, em que defendia que cada um dos dez mil signatários do pedido de “habeas corpus” de Luís Gomes teria de pagar 480 euros de custas judiciais, foi rejeitada liminarmente pelo Supremo Tribunal de Justiça.
Se é que alguma vez deixaram de o fazer, podem todos voltar a dormir descansados.
No entanto, ou muito me engano, ou o ministro Alberto Costa deve estar com os olhos a brilhar.

A segunda-feira chegou atrasada


Hoje é daqueles dias em que nem me atrevo a pedir que algo corra bem. Apenas desejo que passe...

12.2.07

O novo Público


Aqui ficam as primeiras impressões. Gosto do novo grafismo, torna o jornal mais apelativo e bonito, talvez perca alguma seriedade. O novo caderno, P2, parece-me bem conseguido. Decepção, talvez em relação aos colunistas, acho que precisava de algumas contratações sonantes. Mesmo tendo em conta a previsibilidade de alguns que saíram não penso que o actual quadro de colunistas fique a ganhar. Luís Campos Cunha é uma excelente aquisição. José Diogo Quintela, duvido que tenha interesse. Esperemos tambem pelo novo ípsilon.

É preciso ter lata

"Se se mantiverem estes resultados, 75 por cento dos portugueses não disseram sim à alteração da actual lei.", Isilda Pegado, citada pelo Público.

Ler ainda Luís Delgado (já tinha saudades) e as afirmações de Luís Filipe Menezes. (Via Causa Nossa).

Post editado às 20:30

11.2.07

Referendo

Penso que a questão do aborto não deveria ser compatível com manifestações de regozijo.
Apesar do resultado, a histeria dos movimentos do sim chega a ser repugnante.

A próxima estrela do Gato Fedorento



Não custa nada dar um saltinho à Póvoa de Varzim...

9.2.07

Publicidade Institucional

Uma agradável surpresa para os mais cépticos, como eu! Cerveja com sabor a pêssego!

O desentupidor

O ministro da Justiça apresentou orgulhoso mais uma reforma que promete vir a desanuviar os tribunais, sem que com isso quem a eles tem de recorrer note alguma melhoria. Bem pelo contrário, o seu acesso torna-se cada vez mais íngreme e difícil.
A tónica mantém-se. Se os tribunais funcionam mal, impede-se as pessoas de a eles recorrerem, ao invés de tentar melhorar o seu funcionamento.
De todo o leque de medidas, existe uma de que até duvido da constitucionalidade. Obrigar os litigantes em massa (mais de 200 processos por ano) a pagar o dobro da taxa de Justiça, não me parece que respeite o princípio de acesso ao direito e aos tribunais.
Será que não ocorreu a ninguém que, por vezes, tem que se recorrer a tribunal, não para chatear o senhor ministro da Justiça, mas porque, efectivamente, a outra parte não cumpriu com o acordado ou violou algum direito?

Outros horizontes

Como, independentemente da posição, também há vida para além do aborto, a análise de Pacheco Pereira à "Cultura de Blogue", em várias notas, no Abrupto.

A meu ver, a grande questão é que os blogues e a internet ajudaram à aquisição do conhecimento, mas acabam por, ao mesmo tempo, constituir um entrave ao seu aprofundamento.

8.2.07

Outros horizontes

"As coisas que se fazem em nome do ambiente", por jcd, no Blasfémias.

Diamante de Sangue


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Mín. * Máx. *****

7.2.07

Juízos públicos

Concordo plenamente que os juízes não possam produzir qualquer tipo de declaração pública sobre processos que ainda estejam em discussão e cuja decisão ainda não tenha transitado em julgado.
Aliás, se assim não fosse, daqui a pouco estaremos a inaugurar um novo tipo de pareceres para juntar aos processos: o do colega juiz.
A justiça só pode ter uma voz final e decisória, seja ela qual for. Caso contrário, apenas será ouvida a que falar mais alto.
E nem concebo como é que pode haver magistrados a defender o oposto.
Outra questão, será a punição a todos por igual, o que me parece que não tem acontecido.

A Bola vermelha

António Tavares-Teles n'O Jogo:

"Antetítulo de toda a página 21 d’“A Bola” de ontem: “Cartão de sócio do Benfica já tem 1017 parceiros”.
Título (a toda a largura da página): “Vantagens mil”.
E em seguida, destacado: “Há parceiros para todos os gostos e bolsas. O cartão de sócio do Benfica conseguiu ultrapassar o cartão ACP (Automóvel Clube de Portugal) na rede de vantagens”.
Mas ainda: “Parcerias vão aumentar”.
Foi pena terem-se esquecido de colocar a menção “Pub” no fundo da página...".

6.2.07

Outros horizontes

O protagonismo mediático excessivo do Ministério Público, em "Lendo, Vendo, Ouvindo, Átomos e Bits, de 6 de Fevereiro de 2007", por Pacheco Pereira, no Abrupto.

As diárias aparições e declarações de Maria José Morgado e Pinto Monteiro nos jornais e televisões não se compadecem com o recato e discrição que a Justiça (principalmente no âmbito da investigação criminal) deve ter e não auguram nada de bom para os tempos mais próximos.
Em primeiro lugar, e como já todos estamos fartos de saber, o imediatismo exigido pela comunicação social não tem qualquer correspondência na nossa pesada máquina judicial.
Em segundo lugar, ainda que num plano meramente teórico, qualquer processo pode acabar em arquivamento. Ora, num país fustigado pela corrupção e pelo sentimento de impunidade, tal desfecho, ainda que justo, equivalerá sempre à ausência de resultados.

5.2.07

Descer à terra

De quando em vez, o nosso primeiro-ministro abandona a solidão do púlpito e das apresentações em monólogo e deixa-se envolver pelas pessoas, que aparecem ávidas de o ouvir, no interior daquele círculo de sabedoria.
Nas televisões, a demonstração de eloquência de José Sócrates surge entremeada por planos da assistência, sempre atenta a escutá-lo e concentrada em cada gesto das suas mãos.
A título de curiosidade, refira-se que o primeiro-ministro só se deixa rodear pelos seus...