17.4.07

Se eu fosse ele...

Se eu fosse ele, utilizaria todas as ferramentas ao meu alcance para que não se divulgasse.
Se eu fosse ele, prometeria que a instituição não iria fechar portas.
Se eu fosse ele, e uma vez já lançada a ameaça, proporia o lançamento de um facto ridículo e transformá-lo-ia, aos olhos da opinião geral, na divulgação que iria ser feita.

mas uma coisa tenho a certeza: eu nunca seria ele!

As cidades do séc. XXI

Uma das grandes marcas da nossa péssima gestão autárquica é a total ausência de novas áreas de interesse ou de valor na maioria das nossas cidades.
Olhando para Braga e para a incontornável gestão de Mesquita Machado dos últimos trinta (!?) anos, constatamos que, descontando o centro histórico, que já existia, com algumas das suas (mesmo assim, discutíveis) obras de conservação e um estádio cujo cinzento das cadeiras leva sempre a melhor sobre o vermelho das camisolas, não foi criada nenhuma zona urbana que trouxesse valor acrescentado à cidade ou a tornasse mais apelativa.
Os novos bairros criados estão condenados a transformar-se em amontoados de prédios devolutos, sufocados por ruas estreitas e engolidos pela própria sombra.

O comboio do comércio mundial? Também já passou...

O governo lá vai propagandeando a subida, em valor absoluto, das nossas exportações. O problema é que muitos outros países estão também a aumentar esse valor, fazendo com que (em mais uma vertente) a nossa competitividade esteja a baixar...

16.4.07

Outros horizontes

Sobre o cartaz e o contra-cartaz, ler "Castigando os costumes", por José Pacheco Pereira, artigo do Público do último Sábado, em linha, no Abrupto.

12.4.07

Comentador selectivo

Penso que ninguém encarna o papel de comentador selectivo do regime como Vital Moreira. Praticamente só escreve sobre assuntos que convêm ao partido do governo. Quando o vento não corre de feição, remete-se ao mais ensurdecedor silêncio. Conhecendo a dureza e o rigor que muitas vezes empresta aos seus comentários, é curioso ver a infinita complacência que demonstra perante as socratices.

Reforço presidencial

Obviamente que Paulo Gorjão tem razão, mas o mais engraçado é que, ao contrário dos horríveis temores soaristas, duvido que Cavaco Silva o queira.

A apologia de Sócrates

José Sócrates não apresentou qualquer facto novo, ontem à noite, na entrevista à RTP1, limitando-se a reproduzir o que já tinha dito, ele próprio ou o seu gabinete.
A prova de um currículo académico faz-se, essencialmente, por via documental. Ora essa prova está inquinada desde início, tendo sido os seus contornos duvidosos que suscitaram toda esta polémica.
O primeiro-ministro baseou-se unicamente nos documentos que já eram do conhecimento público e que motivaram todo este processo. Ainda ameaçou mostrar os alegados recibos de pagamento de propinas, mas rapidamente voltou a enfiar os papéis na sua pasta e não sem antes referir que provavelmente a UnI não os teria. A verdade é que ali poderia estar qualquer recibo, até mesmo a lista de compras do palácio de S. Bento, que ninguém saberia.
Aliás, até houve uma contradição. Depois de dizer ao Público que não se lembrava de quem tinham sido os seus professores, ontem já se recordava das aulas de Luís Arouca.
Aqueles que se consideram esclarecidos fazem-no porque acreditam na palavra de Sócrates, nada mais.
Pese embora tudo isto e de todo o constrangimento de se ver obrigado a explicar os seus actos como se estivesse a ser julgado, pode-se dizer que José Sócrates conseguiu, pelo menos, amansar um pouco as águas. O seu percurso académico é nebuloso, mas essa nuvem não chega para colocá-lo definitivamente em causa e o facto de ter dado a cara já constitui, por si só, um bom sinal para o seu eleitorado.
O pior desta polémica será quando sair do poder. É que para já as pessoas podem sempre tratá-lo por sr. primeiro-ministro. E depois, como vai ser?...

Conversas de café

Dois amigos em conversa, enquanto tomam o pequeno almoço:

- Ouvi dizer que estás a trabalhar noutra empresa...
- É verdade, troquei.
- Ai sim, porquê? Pagam-te melhor?
- Não, fica perto da anterior...
- Ah...

11.4.07

Pinto da Costa

Também eu, tal como Carlos Abreu Amorim, assino por baixo.

«Sexta-feira, Jorge Nuno Pinto da Costa vai anunciar que se recandidata para mais três anos à frente do FC Porto, disposto a cumprir assim 28 anos consecutivos de presidência. Por razões de ordem interna e não externa, por razões que nada têm que ver com o Apito Dourado mas, sim, com renterias e mareques (...), voto contra.
E acho que, por maior que seja o reconhecimento e a gratidão, 25 anos chegam. No futebol e em tudo o resto.»

Miguel Sousa Tavares
A Bola, 10. 04. 2007

10.4.07

Afinal porquê tanta polémica à volta da UnI?

Pelos vistos, o nosso primeiro ministro não precisava de tanta interacção com a Universidade Independente: já era licenciado antes disso...

Os interesses da criança

Partindo do princípio que a Esmeralda ainda é demasiado nova para ver o programa Fátima, na SIC, e ler o Diário de Notícias e as causas de Fernanda Câncio, quem e com que interesse lhe terá posto a ideia de que o seu pai biológico pertence à categoria dos maus deste mundo?

9.4.07

300


***

Mín. * Máx. *****

6.4.07

Outros horizontes

"No entanto, ó exageros de bondade lusitana, de tanto defenderem que «um curso superior não é necessário», alguns comentadores começam por dar um mau exemplo às gerações vindouras. Não é necessário um curso superior? Como não é necessário um curso superior? Uma coisa é ser tratado por Sr. Dr., Sr. Eng.º, o que for; outra, diferente, é a desvalorização do estudo propriamente dito."

"A questão académica", por Francisco José Viegas, na Origem das Espécies.

4.4.07

Pressões

No dia em que o Público publicou a investigação sobre a licenciatura de Sócrates, só pude ler o jornal à noite. Na altura interroguei-me por que razão nenhum meio de comunicação social tinha feito referência à notícia (tinha ouvido a TSF, por exemplo). Esta semana percebi a razão.

O diploma de Sócrates

Só mesmo em Portugal é que um primeiro-ministro se pode dar ao luxo de fingir que nada disto se está a passar...

3.4.07

Mp3, DRM, CDs, etc.


O Público de hoje noticia o acordo entre a Apple e a EMI que possibilitará a venda no iTunes de ficheiros mp3 sem protecção de cópia. Salienta-se o facto de a venda de CDs caírem a pique, ano após ano, o que me parece uma viagem sem regresso. Penso, simplesmente, que os lucros que provinham da venda de música nunca mais serão os mesmos. Seja qual for a solução mais ou menos imaginativa que adoptarem, os lucros terão que arranjar nova fonte. A maior parte das pessoas nunca mais pagará cerca de 20 euros por uma dúzia de músicas.
Lembro-me que, quando surgiu o mp3, ainda sem banda larga, achava que o facto de não representarem um acréscimo na qualidade sonora (bem pelo contrário), faria com que não fosse adoptado como formato definitivo.
Como hoje escrevia Nuno Pacheco, no Público: "Tudo o que respeita aos sucessivos formatos de alta-fidelidade sonora ou visual (HDCD, SBM, K2, SACD, DVD-A, HD-DVD, Blu-Ray) interessa quase em exclusivo a séniores, acima dos 35 ou 40 anos. Nos sub-30 o que conta é, mais do essa corrida ao aperfeiçoamento, a corrida ao espaço disponível."

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No Público de hoje:

José Mourinho é apenas um dos "catedráticos" que reconhecem a evolução deste defesa-central e, após o jogo que o futebolista fez na Luz, deixou escapar a confissão: "Estou apaixonado pelo
Pepe há muito tempo".

Microsoft Office 2007


Principais pontos fortes

  • maneabilidade dos menus (após período de adaptação)
  • funcionalidades extremamente user friendly
  • acessibilidade a partir de softwares da concorrência (linguagem xml)
  • integração com feeds e total sincronização com sharepoints

Principais pontos fracos

  • novo formato não pode ser acedido com versões anteriores do office (ruptura total de linguagem)

Esta versão do Office encontra-se bastante completa. A Microsoft não andou a dormir e foi de encontro a muitas necessidades dos consumidores, criando uma ferramenta que representa um enorme salto qualitativo relativamente à anterior versão.

Menus algo confusos ao início mas, após alguma habituação, aceder ao 2003 é chamar pela improdutividade.