24.4.07

Outros horizontes II

"Entre Moura e Loureiro", por Luís Januário, n' A Natureza do Mal.

Outros horizontes

Sobre o recém-redescoberto demónio da extrema direita, ler "Há vida para além dos socialismos e dos nacionalismos", por Rodrigo Adão da Fonseca, n´O Insurgente.

Boris Ieltsin


O mundo despede-se de Boris Ieltsin.
Ficará merecidamente na História, mas não conseguirá escapar a comentários ambíguos e opiniões divergentes.
Acima de tudo, será lembrado por, em tempo recorde, ter transformado uma ditadura comunista numa democracia decadente, bem espelhada no seu declínio físico, no momento de despedida do poder.
Após ter ajudado a libertar a Rússia do tenebroso domínio comunista, acabou por entregá-la nas mãos do sombrio Vladimir Putin.

23.4.07

Protagonismos

Qual a necessidade que equipa médica responsável por Eusébio tem de fazer sucessivas conferências de imprensa à hora dos telejornais, num caso aparentemente normal e em que tudo corre como o previsto?

Portas reloaded

A melhor forma de avaliar o verdadeiro peso político que Paulo Portas ainda tem em Portugal é a indiferença que o seu anunciado, preparado, cozinhado, esperado (...) regresso provocou no país.
Os mais interessados na mais recente versão portista deverão mesmo ser os mais atentos às novas tendências da moda...

22.4.07

Velhas oportunidades


(via Avenida Central)

21.4.07

Candidatos arguidos

Em Portugal, qualquer detentor de cargo de poder a contas com a justiça nunca se sente minimamente encorajado a abdicar do seu lugar. É sua convicção (e talvez com razão) que a sua manutenção no cargo, e por conseguinte poder, é uma garantia contra uma eventual condenação.

Co Adriaanse

Velhos costumes

A campanha Novas Oportunidades é a mais fiel imagem de um país bacoco e provinciano, onde o sucesso não se mede pelo facto de sermos bons ou os melhores naquilo que fazemos, mas sim por sermos apontados na rua, por conduzirmos um carro de luxo que provavelmente nunca irá ser pago e podermos ostentar um título quando atendemos o telefone, recebemos uma carta ou puxamos do cartão de crédito.

20.4.07

Fair-play

Independentemente da frustração que, hoje, certamente, acompanha grande parte dos adeptos bracarenses, numa coisa Jorge Jesus tem tido razão ao longo desta época. É tempo de acabar com a fantochada do fair-play português de atirar a bola para fora sempre que um jogador cai no chão e que apenas serve para deixar passar o tempo e quebrar o ritmo de jogo ao adversário.
Na esmagadora maioria das vezes, o mesmo jogador que se contorce agoniado com dores, estatelado no relvado, reestabelece-se magicamente mal ultrapassa a linha limite do campo. E depois é vê-lo a correr desenfreadamente até que algum colega se lembre de fazer o mesmo...

The Foley Room, Amon Tobin

17.4.07

Se eu fosse ele...

Se eu fosse ele, utilizaria todas as ferramentas ao meu alcance para que não se divulgasse.
Se eu fosse ele, prometeria que a instituição não iria fechar portas.
Se eu fosse ele, e uma vez já lançada a ameaça, proporia o lançamento de um facto ridículo e transformá-lo-ia, aos olhos da opinião geral, na divulgação que iria ser feita.

mas uma coisa tenho a certeza: eu nunca seria ele!

As cidades do séc. XXI

Uma das grandes marcas da nossa péssima gestão autárquica é a total ausência de novas áreas de interesse ou de valor na maioria das nossas cidades.
Olhando para Braga e para a incontornável gestão de Mesquita Machado dos últimos trinta (!?) anos, constatamos que, descontando o centro histórico, que já existia, com algumas das suas (mesmo assim, discutíveis) obras de conservação e um estádio cujo cinzento das cadeiras leva sempre a melhor sobre o vermelho das camisolas, não foi criada nenhuma zona urbana que trouxesse valor acrescentado à cidade ou a tornasse mais apelativa.
Os novos bairros criados estão condenados a transformar-se em amontoados de prédios devolutos, sufocados por ruas estreitas e engolidos pela própria sombra.

O comboio do comércio mundial? Também já passou...

O governo lá vai propagandeando a subida, em valor absoluto, das nossas exportações. O problema é que muitos outros países estão também a aumentar esse valor, fazendo com que (em mais uma vertente) a nossa competitividade esteja a baixar...

16.4.07

Outros horizontes

Sobre o cartaz e o contra-cartaz, ler "Castigando os costumes", por José Pacheco Pereira, artigo do Público do último Sábado, em linha, no Abrupto.

12.4.07

Comentador selectivo

Penso que ninguém encarna o papel de comentador selectivo do regime como Vital Moreira. Praticamente só escreve sobre assuntos que convêm ao partido do governo. Quando o vento não corre de feição, remete-se ao mais ensurdecedor silêncio. Conhecendo a dureza e o rigor que muitas vezes empresta aos seus comentários, é curioso ver a infinita complacência que demonstra perante as socratices.

Reforço presidencial

Obviamente que Paulo Gorjão tem razão, mas o mais engraçado é que, ao contrário dos horríveis temores soaristas, duvido que Cavaco Silva o queira.

A apologia de Sócrates

José Sócrates não apresentou qualquer facto novo, ontem à noite, na entrevista à RTP1, limitando-se a reproduzir o que já tinha dito, ele próprio ou o seu gabinete.
A prova de um currículo académico faz-se, essencialmente, por via documental. Ora essa prova está inquinada desde início, tendo sido os seus contornos duvidosos que suscitaram toda esta polémica.
O primeiro-ministro baseou-se unicamente nos documentos que já eram do conhecimento público e que motivaram todo este processo. Ainda ameaçou mostrar os alegados recibos de pagamento de propinas, mas rapidamente voltou a enfiar os papéis na sua pasta e não sem antes referir que provavelmente a UnI não os teria. A verdade é que ali poderia estar qualquer recibo, até mesmo a lista de compras do palácio de S. Bento, que ninguém saberia.
Aliás, até houve uma contradição. Depois de dizer ao Público que não se lembrava de quem tinham sido os seus professores, ontem já se recordava das aulas de Luís Arouca.
Aqueles que se consideram esclarecidos fazem-no porque acreditam na palavra de Sócrates, nada mais.
Pese embora tudo isto e de todo o constrangimento de se ver obrigado a explicar os seus actos como se estivesse a ser julgado, pode-se dizer que José Sócrates conseguiu, pelo menos, amansar um pouco as águas. O seu percurso académico é nebuloso, mas essa nuvem não chega para colocá-lo definitivamente em causa e o facto de ter dado a cara já constitui, por si só, um bom sinal para o seu eleitorado.
O pior desta polémica será quando sair do poder. É que para já as pessoas podem sempre tratá-lo por sr. primeiro-ministro. E depois, como vai ser?...