6.6.07

Esclarecimentos

A administração da SAD do FC Porto veio hoje esclarecer a venda de Anderson e a contratação de Jesualdo Ferreira.
Podia aproveitar o ensejo e esclarecer as contratações (intermediários e donos dos passes) de Mareque, Renteria, Léo Lima, Leandro do Bonfim, Leandro, Ezequias, Cláudio Pitbull, Thiago Emiliano, entre outros.

5.6.07

Outros horizontes

Sobre a suspensão automática dos autarcas arguidos, ler "Porquê só os autarcas?", por José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro.

4.6.07

Maquiavelismo

"O governo está a escrever cartas aos empreiteiros do Pediátrico [de Coimbra] a dizer: desculpe, só tenho este dinheiro, o senhor não se importa de reduzir a obra até este montante"
Carlos Encarnação, durante as Jornadas Autárquicas de Coimbra

Creio que um dia mais tarde vamos perceber que a nossa história se revê na parábola da rã cozida: se entrássemos em água a ferver, saltávamos rapidamente. Como nos vão aquecendo aos poucos, vamos deixando que nos governem até "fervermos" - de forma maquiavélica, manipuladora e comparável a alguns regimes por nós muito criticados nos nossos dias...

Outros horizontes

"O Machado" por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.
"Mitos urbanos" por Pedro Morgado, na Avenida Central.

Também tenho a mesma experiência do Pedro Morgado, em 5 anos de vida hospitalar, nunca, mas mesmo nunca, ouvi um médico dizer a um paciente que iria viver x meses ou anos.

Ibson

O jornal A Bola noticia hoje que Ibson deverá ser dispensado por indicação de Jesualdo Ferreira. Sendo incontestável que o treinador deverá ter a última palavra na constituição do plantel, esta não se pode sobrepor ao interesse futuro do clube. Atente-se no caso de Diego, vendido por indicação de Adriaanse, cujo valor de mercado já deve ter triplicado em relação ao valor pago pelo Werder Bremen.

2.6.07

Mau feitio?

Jesualdo Ferreira já conseguiu incompatibilizar-se com Ibson, Bruno Moraes e Paulo Assunção. Até Agosto não vai restar plantel...

1.6.07

Outros horizontes

Os momentos Chávez de José Sócrates, no editorial de José Manuel Fernandes, no Público, de hoje (link só para assinantes).

Sobre as dificuldades de transitar entre governo e oposição, ler "Regras da política", por Francisco José Viegas, em A Origem das Espécies.

31.5.07

É muita fruta...

A avaliar pela reacção de quase todos os meus amigos e conhecidos portistas, a questão é unânime. O que mais preocupa até nem é a ausência de Anderson, já que o Katsouranis fez-nos o favor de nunca nos termos sequer habituado a tê-lo connosco.
O que nos enche de medo é imaginar como é que a administração da SAD irá rapidamente delapidar os € 25 milhões recebidos...

Boxer, The National

Dias de greve II


Numa época em que já existem poucos patrões (no sentido mais antigo da palavra, daquele senhor que, sozinho, controlava os meios de produção) e em que a maioria dos trabalhadores apenas conhece ou sabe quem é o seu chefe ou superior hierárquico, a greve tem perdido grande parte do seu significado social.
Os funcionários públicos, para quem a segurança no emprego ainda é um valor absoluto, ainda têm a figura do ministro ou do primeiro-ministro que, todos os dias, lança mais uma medida para lhes retirar direitos.
Agora, no sector privado, poucos sabem quem são os verdadeiros patrões, geralmente, grandes grupos económicos, cujo capital está espalhado pelos quatro cantos do mundo, mudando de mãos ao sabor dos ciclos económicos. Para quem aí trabalha, a conservação do posto de trabalho é o objectivo e os outros direitos passam a ter um significado muito secundário.
Nas pequenas e médias empresas, a sua actividade, por natureza, não se compadece com dias de greve.
Tudo isto leva a que um dia de greve geral seja apresentado na comunicação social como o dia em que os trabalhadores do sector público complicam a vida aos trabalhadores do sector privado, obrigando-os a intermináveis horas à espera do transporte que não vem, a dar como perdido o dia de folga que tiraram para ir às repartições ou a enfrentar o enésimo adiamento da audiência em tribunal.

30.5.07

Revolução

Nesse sempre imperdível Opinião Pública na SIC Notícias, que faz forte concorrência ao Fórum TSF, cujo o tema era a greve geral de hoje: "(...) tem que haver uma revolução, mas uma revolução com mortos (...)" (cito de cor).

Dias de greve

Hoje, como habitualmente, a crer nos dados divulgados entre os que foram trabalhar e os que ficaram em casa, Portugal duplicou os números da população activa...

29.5.07

Aferir o quê?

No DN (via A Origem das Espécies):

"Valeu tudo: tratar um sujeito como predicado, usar um "ç" em vez de dois "s", inventar palavras. O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação deu ordens para que nas primeiras partes das provas de aferição de Língua Portuguesa do 4.º e 6.º anos, os erros de construção gráfica, grafia ou de uso de convenções gráficas não fossem considerados."

Só falta despenalizar os erros com as somas, divisões, subtracções e multiplicações, e as provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática serão um sucesso.

P.S. - Vale a pena ler a notícia toda e as pertinentes reacções dos professores.

28.5.07

O verdadeiro

"Os adeptos do F.C. Porto ainda não viram o verdadeiro Rentería", afirma o jogador colombiano. E provavelmente também não viram o verdadeiro Mareque, o verdadeiro Diogo Valente, o verdadeiro Ezequias...

Outros horizontes

"O Modelo de Desenvolvimento de Braga" por Pedro Morgado, na Avenida Central.

Em alto e bom som

Parece que Roman Abramovich fechou os cordões à bolsa e não pretende "investir" mais dinheiro no Chelsea.
Independentemente de ser ou não verdade, já há muito que o magnata russo devia ter posto a circular esta notícia. É que, à custa da sua pública fortuna e do seu alardeado desprendimento material, o Chelsea pagava, no mínimo, o dobro do valor de mercado por todos os jogadores que contratava.

Que juventude

Péssima ideia da JSD em responder com um insulto às ultimas declarações do ministro Mário Lino. Condizente com a mediocridade evidente das jotas partidárias. Quando a irreverência não passa de simples falta de educação.

26.5.07

Responsabilidades

Sempre que considera ter havido uma má decisão do Supremo Tribunal de Justiça, o Público coloca o presidente deste tribunal na secção "em baixo", como que responsabilizando-o pelo acórdão, mesmo que nele não tenha intervindo.
Não sabem os jornalistas do Público que o presidente do STJ não tem qualquer poder de interferência nas decisões dos seus colegas conselheiros?

25.5.07

Sacrifícios

Manuela Ferreira Leite tem sido criticada por alguns pelo facto de não se ter candidatado à Câmara Municipal de Lisboa. Apresentam-na como o exemplo daqueles que falam mal dos políticos e da política, mas evitam sempre o combate e o sacrifício.
Permitam-me discordar. Se há pessoa a quem o PSD dificilmente pode exigir mais é Manuela Ferreira Leite. Foi presidente da distrital de Lisboa, foi ministra duas vezes, tendo aceite a pasta das Finanças em 2002, quando ninguém a desejava.
Além disso, foi deputada, durante os tempos difíceis dos governos de Guterres, sendo a face mais visível da oposição nas críticas à política económica e financeira do governo de então. E aí, ao contrário de alguns, não se limitava a ficar sentada a ouvir...

Desesperadamente à procura de atenção

Pedro Santana Lopes faz lembrar aquelas crianças que falam, falam e ninguém as ouve. Até que se chateiam e começam a berrar...