Braga
Hoje, quando lia n'Avenida Central este post que citava um editorial do JN, que se queixava de um clima de claustrofobia que se vive na cidade do Porto, lembrei-me de Braga. Este triste exemplo de mediocridade nacional. Braga, que pretende ser a terceira cidade do país, não consegue escapar deste fatalismo provinciano que os seus autarcas e bracarenses lhe destinaram.
Tendo em conta a importância relativa da cidade para a região, nunca foi objecto de discussão séria e passa completamente ao lado dos media nacionais. Aqui sim, há claustrofobia. Mas mesmo assim, Mesquita e o seu séquito não fazem capa de jornais nem são referidos em editoriais inflamados. Eles, certamente, agradecem a invisibilidade.
Perdoem-me o radicalismo, mas apenas os pouco exigentes (ou mesmo medíocres) se podem contentar com a situação desta cidade.
Teve todas as condições para ter um crescimento urbano decente e hoje é um paradigma do urbanismo terceiro-mundista que grassa em Portugal. Fujacal, vale de Lamaçães, Galécia, Shopping Santa Cruz, a lista é interminável. Prédios sobre prédios, ausência de espaços verdes, carros que engolem ruas, qualidade miserável de construção, negócios obscuros, tudo isto é Braga do século XXI.
Não sei se isto ainda é o reflexo de um Portugal rural e atrasado, com maior predomínio no Norte, que não ainda não conseguiu a transição para a modernidade, e que acaba por se reflectir nestes produtos autárquicos...

















