11.7.07

Anda tudo a dormir

Estranho país este, onde os melhores vêm cá buscar desconhecidos como Ricardo Carvalho, Deco, Anderson e Pepe, quando durante todo o ano só se ouve falar de Simão, Nuno Gomes ou Luisão...

Duelo na relva

Ontem pude, finalmente, assistir à final de Wimbledon, entre Roger Federer e Rafel Nadal.
É verdade que o suiço estava duplamente sobre pressão. Além de poder igualar o recorde de Bjorn Borg e conseguir 5 títulos consecutivos, ainda tinha que lutar contra as recentes memórias da final de Roland Garros, onde o espanhol continua a fazer os seus castelos de terra batida.
No entanto, apesar de continuar a concordar que os próximos cinco anos deverão ter os mesmos protagonistas, penso que os desfechos podem começar a ser diferentes.
Não fosse Federer ter melhorado de forma inacreditável o seu serviço (os seus jogos chegaram a demorar pouco mais de um minuto) e a esta hora havia festa em Espanha. Além disso, aquela ligadura à volta do joelho de Nadal deixou um sabor incómodo no final...

10.7.07

Return to Cookie Mountain, TV on the Radio


Apesar de já não ser uma novidade...

Ainda o estádio do Braga

Escreve Pedro Morgado n'Avenida Central: "Que fique bem claro que a Câmara de Braga não faz nenhum favor ao Sporting de Braga quando lhe cede a utilização do Estádio." Não posso discordar mais de tal afirmação. A câmara resolveu a expensas próprias (entenda-se impostos de todos os portugueses) construir um estádio com o objectivo único de cedê-lo ao clube local, endividando-se brutalmente. Gostaria de saber, em que país civilizado, faz parte da política autárquica construir estádios de orçamentos faraónicos para utilização dos clubes da terra? Panis et circenses.

Outros horizontes

As escadas do poder, em "Política do Upstairs/Downstairs", por Pacheco Pereira, no Abrupto.

O enorme umbigo de Lisboa, em "Momento de antologia do disparate audiovisual", por Nuno Mota Pinto, no Mar Salgado. (nota: escrito por um lisboeta)

Direito ao nome


Não sei os contornos do negócio nem os pormenores do contrato que envolveu a Axa, o SC Braga e a Câmara Municipal de Braga.
Mas a verdade é que, em última instância, o SC Braga irá receber dinheiro por autorizar a cedência do nome de um espaço que não lhe pertence.
É mais uma das habituais originalidades bracarenses, à imagem da utilização do estádio pelo clube, que apenas envolve verbas simbólicas, pese embora os enormes custos que a obra teve e continuará a ter durante os próximos anos. Tudo isto graças às relações incestuosas que envolvem a câmara e o principal clube da cidade, sendo quase impossível distinguir onde começa uma entidade e acaba a outra.
Não pretendo com isto fazer um manifesto anti-SC Braga, até porque simpatizo com o clube, nem censuro o contentamento dos seus adeptos, mas isso não pode servir para, pura e simplesmente, passar uma esponja sobre o negócio.

(Imagem d´Avenida Central)

9.7.07

Mulher fatal

É certo que os piropos (para não dizer outra coisa) com que os trabalhadores da construção civil brindam as meninas que passam estão longe de ser agradáveis, mas este desfecho é, no mínimo, desconcertante:

"Onze anos de prisão para jovem que matou trolha que atirou piropo à namorada"

Outros horizontes

Infelizmente não vi a final de Wimbledon, mas acredito que tenha sido como a descreveu "Rogério Casanova", em "Wimbledon", no Pastoral Portuguesa.

Estátua à liberdade


A eleição das 7 maravilhas do mundo foi um mero espectáculo de folclore, com pouco significado (como todas as eleições através da internet) e do qual poucos se lembrarão daqui a alguns anos.
Não assisti à "consagração", mas, através da leitura dos blogues, descobri que a estátua da Liberdade foi vaiada pelo público quando a sua imagem apareceu no ecrã do estádio.
Não sei as razões da vaia, mas talvez tenha sido pelo facto de ser um dos poucos monumentos presentes que não necessitou de mão escrava ou explorada para ser construído...

8.7.07

Outros horizontes

"Capucho vinga Judas" por Eduardo Pitta, no Da Literatura.

Manhas desportivas

Sobre João Querido Manha, ex-jornalista do Record e actual comentador da TVI, escreve António Tavares Teles n'O Jogo:

"Existe uma factura (2.1. 54219) da Agência Abreu endereçada ao Sport Lisboa e Benfica (serviço 228037, conta 1.010994) do dia 18 de Março de 1988, referente a “8 viagens a Luxemburgo e Bruxelas, c/estadia de 11 a 17/3/88 – 87.300 escudos x 8, de 698.400 escudos”, para alguns jornalistas, entre eles João Manha. Factura essa de que O PATO tem cópia, é claro."

6.7.07

Newcastle

Cheguei a Newcastle há uma semana e vou aqui ficar até finais de Dezembro, a efectuar um estágio na área da Gerontopsiquiatria. As minhas primeiras impressões são bastante positivas. As pessoas em geral são simpáticas e cordiais, embora os últimos incidentes com médicos estrangeiros tenham desencadeado alguma natural desconfiança nos ingleses. A cidade é tipicamente inglesa, tendo zonas habitacionais com casas de tijolo muito semelhantes, e zonas comerciais concentradas no centro histórico junto ao rio Tyne. Não existem praticamente construções em altura, exceptuando alguns edifícios comerciais e de serviços. Existem também alguns parques no meio da cidade. Quanto ao tempo, tem chovido diariamente com curtos períodos de sol. Penso que é por isso que aqui as pessoas não têm o hábito de sair muito de casa, não existindo espaços de convívio como os nossos cafés (existem apenas bares e pubs). Já aprendi uma das regras básicas de sobrevivência no Hospital: é obrigatório usar camisa, casaco e gravata e as calças não podem ser de ganga...

Dupla tributação

Art. 16º do C.I.V.A.:

(...)
5 - O valor tributável das transmissões de bens e das prestações de serviços sujeitas a imposto incluirá:
a) Os impostos, direitos, taxas e outras imposições, com excepção do próprio imposto sobre o valor acrescentado;
(...)

Pelo que vi na SIC, o ministro das Finanças refugia-se neste artigo para defender que não há dupla tributação na incidência do I.V.A. sobre o Imposto Automóvel.
Parece-me que está longe de perceber o problema. Não é por uma lei prever que um imposto poderá incidir sobre outro que deixa de haver dupla tributação. Aliás, o problema reside aí mesmo. Apenas existe dupla tributação quando existem duas leis que determinam a incidência de impostos diferentes sobre a mesma realidade.
Entretanto, é melhor os portugueses prepararem-se para o aumento do Imposto Automóvel...

Outros horizontes

A defesa dos superiores interesses Estado, em "O Estado e os Cidadãos. Coisas básicas.", por Francisco José Viegas, n´A Origem das Espécies.

5.7.07

Juntas médicas

Admito a minha ignorância. Não sabia que era possível constituir-se uma junta médica, para avaliar a situação clínica de uma pessoa, sem que todos os membros da referida junta sejam médicos.
Apenas pergunto: por que razão lhe chamam junta médica?
Chamem-lhe comissão de sábios, junta de iluminados ou, o tão português, júri de doutores...

4.7.07

Hora H - Manual de Instruções

Outros horizontes

"Distracções" por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.

Centros de Saúde para amigos


Não conheço o valor dos orçamentos dos centros de saúde, que devem obviamente variar bastante. Mas o que não varia certamente é o critério para a obtenção do cargo, que nos foi bem explicado pelos casos recentes. São parte da pilhagem da administração pública que os partidos fazem após a vitória das eleições. Tendo em conta que a competência não parece ter grande importância para o cargo, lá são mais uns milhões de euros geridos por meras fidelidades partidárias.

Deputados

Ao ouvir o tom boçal com que o deputado do PS, Ricardo Gonçalves, justificava as nomeações do seu partido para a sub-região de saúde de Braga, constata-se o nível cada vez mais miserável dos nossos parlamentares...

Voos angolanos

A decisão da Comissão Europeia de avançar com a proibição da TAAG de efectuar voos para o espaço da União é importante. Mais ainda após a ameaça das autoridades angolanas de retaliar com idêntica medida em relação às companhias aéreas europeias.

É bom que os governantes angolanos tenham consciência de que nem tudo se compra, nem se consegue com base na chantagem.

O porta-voz do comissário europeu dos Transportes, Jacques Barrot, disse hoje que a decisão do executivo comunitário foi tomada exclusivamente com base em razões de segurança e afirmou que "a retaliação neste caso não ajudará a resolver problemas de segurança e não terá qualquer efeito".

"O que poderá efectivamente ajudar a remover a TAAG da lista negra é única e exclusivamente a promoção de melhorias na segurança" da frota da companhia aérea, afirmou Michele Cercone.