4.10.07

Que oposição?

A violência da campanha de Menezes contra Marques Mendes, além da profunda crise em que deixou o PSD, trará outro problema ao novo líder.
É que além de ter de fazer oposição ao governo, já difícil num partido que tem de combater medidas que o próprio tinha proposto ou implementado, terá também de fazer oposição e demarcar-se totalmente das propostas da anterior liderança.
Ou seja, a margem de manobra não abunda...

Armando Vara e Menezes

Esse grande senhor da finança que é Armando Vara, cuja nomeação para a CGD tanto escandalizou o país, passa agora a contar com o apoio do líder do principal partido da oposição. Ou alguém esquece a defesa de Vara, que Menezes protagonizou no debate com Marques Mendes na SIC-N? Sintomático...

2.10.07

Durão Barroso e o Ensino Burguês

Outros horizontes

Sobre Blade Runner, uma das obras primas da ficção científica, ler Cinema nostalgia (14), por Luís Naves, no Corta-fitas.

1.10.07

Bloguitica

Paulo Gorjão decidiu encerrar o Bloguitica.
É pena. Era um dos meus blogues de referência e que lia diariamente. Não há dúvida que a blogosfera ficou mais pobre, mas há muito se notava alguma falta de entusiasmo do autor.
Espero que volte, lá ou noutro lado...

A justiça

"O Tribunal de Penafiel condenou hoje a quatro anos e oito meses, com pena suspensa, a mulher que em Fevereiro de 2006 sequestrou uma recém-nascida do Hospital Padre Américo."

Como a criança raptada era filha de uns desgraçados...

Esclarecimento

A pedopsiquiatria é uma especialidade de medicina logo nenhum psicólogo (licenciado em psicologia) é pedopsiquiatra. Não fica mal aos jornalistas informarem-se um pouco sobre aquilo que escrevem ou falam...

PSD II

Relativamente às eleições do PSD, já pouco resta para dizer. Concordo com o que os meus companheiros de blogue escreveram.
Acima de tudo, e apesar de achar que Mendes era ligeiramente superior a Menezes, o que mais preocupa são as pessoas que rodeavam e rodeiam cada um deles.
Mesmo tendo em conta que a equipa de Marques Mendes estava muito longe de entusiasmar, notava-se um genuíno esforço no sentido de conferir alguma credibilidade e respeitabilidade ao partido. Mal por mal, as poucas caras dignas de alguma veneração que ainda gravitavam em torno do PSD estavam a seu lado, ainda que por mero calculismo. Menezes limita-se a ser um fraco sucedâneo de Santana Lopes, com parte da anterior equipa deste, a quem se juntaram alguns caciques locais pouco recomendáveis. É a mesma irresponsabilidade e populismo, mas sem o carisma, o poder de sedução, o instinto e a graça do "menino-guerreiro".
Sócrates pode descansar...

30.9.07

Outros horizontes

Escreve Pacheco Pereira no Abrupto:

«(...) Mas há diferenças essenciais, e algumas são para pior. Santana Lopes era um solitário, o seu grupo de fidelidades muito pequeno; Menezes tem uma entourage considerável e, para usar de um eufemismo, muito pouco recomendável. Eduardo Dâmaso descreve-a no
Correio da Manhã como "uma verdadeira galeria de horrores, figuras cuja credibilidade já não é recuperável, mas é com eles que o PSD histórico e profundo vai ter de lidar". (...)»

29.9.07

PSD

A vitória de Luís Filipe Menezes constituiu para mim uma enorme surpresa. Devo dizer que não segui de perto o processo eleitoral e não sei quais eram, portanto, as expectativas antes das eleições. Pelo que me parece, qualquer que fosse o resultado, o partido dificilmente se conseguiria credibilizar junto do eleitorado pois, manifestamente, estas eleições eram para o 2º e 3º lugares sendo que o lugar de líder do partido não ia a votos por falta de candidato. No entanto, este resultado mostra um PSD fragmentado e disperso que, sem ter uma ideologia própria ou sequer uma identidade nacional, elege para líder um dos representantes do que o partido verdadeiramente é: uma federação de pequenos partidos locais que se organizam em torno de autarcas. Com a eleição de Menezes, o partido desmascarou-se e revelou o material de que é feito.

Directas no PSD

Luís Filipe Menezes é o novo líder do PSD.
Independentemente do pouco entusiasmo que Mendes me possa suscitar penso que o PSD caminha alegremente para o abismo. Será que não aprenderam nada com o menino-guerreiro?

28.9.07

O PSD

É o lugar-comum da semana. É triste ver o espectáculo que o maior partido da oposição tem dado com as suas eleições directas. Com a qualidade dos protagonistas, pouco se poderia esperar, é verdade. Penso no entanto que Mendes, apesar de todos os defeitos, tem a qualidade de não ser um sucedâneo de Santana Lopes, que é o que Menezes é. E se o PSD se tem aproximado da credibilidade zero, só falta mesmo o autarca de Gaia vir dar a estocada final.
É dificil ser oposição num país como Portugal, onde grande parte dos interesses gravitam em torno do estado. O PSD está longe do poder e o seu líder será sempre um homem só, enquanto os ventos não soprarem de feição. Se ganhar as eleições em 2009 não passasse de uma miragem, certamente que Menezes e Mendes não estariam a disputar a liderança. E isso nada tem de abonatório para o PSD.

O deserto...

A Câmara Municipal de Braga prepara-se para retirar o espaço para o estacionamento automóvel na Rua D. Afonso Henriques, alargando desmesuradamente os passeios.
Quem, como eu, passa nesta rua todos os dias, dificilmente perceberá a decisão. É uma rua com poucas lojas, sendo composta, maioritariamente por escritórios e residências. Apesar de por lá andarem alguns peões, estes estavam longe de se acotovelar para poderem passar ou cruzar-se, já que os passeios que havia anteriormente cumpriam perfeitamente a sua função.
Com isto agrava-se a desertificação do centro histórico. À noite, é um deserto, onde cresce a pequena criminalidade e de onde as famílias desapareceram, abundando os indigentes, os toxicodependentes e os pequenos bandos.
Entretanto, o dono dos parques de estacionamento subterrâneos da cidade vai esfregando as mãos...

27.9.07

A redenção de Santana Lopes

A mão de Deus...

Para não variar, A Bola, paladino da verdade desportiva, faz referência, na capa, ao milagre de Fátima, mas nada diz quanto ao roubo da Amadora...

Prioridades

Por uma vez, estou de acordo com Pedro Santana Lopes.
Interromper a sua entrevista, em directo, como lhe fizeram ontem na SIC-N, para passar as imagens da chegada de José Mourinho ao aeroporto de Lisboa, que já se sabia que pouco ou nada ia dizer, além de jornalisticamente incompreensível, é um sinal de total desrespeito e desconsideração, mais a mais, se estivermos a falar do anterior primeiro ministro de Portugal.
A sua atitude, irreflectida ou calculada, demonstrou um desprendimento e uma audácia saudáveis, que deveriam começar a ser regra nos bastidores da política, excessivamente refém dos tempos televisivos.
Claro que Santana Lopes também deve pensar se tal aconteceria com qualquer outro ex-primeiro ministro...

26.9.07

E lá foi o primeiro troféu

Jesualdo, que não aprende com os erros do passado, resolve subestimar um clube da II Liga e põe em campo um equipa sem o mínimo de entrosamento. Claro que deve dar oportunidades a quem não joga mas não precisa exagerar. No final, queixa-se que esta equipa "tinha falta de ritmo". Pois...

Tristes dias

O PSD vive hoje um drama trágico: a sua própria existência.
Como se já não bastassem as dificuldades típicas de um partido de oposição num país pequeno e tacanho como o nosso e a imagem de um partido à deriva, que não consegue apresentar uma política alternativa ao governo de Sócrates, o espectáculo da eleição do líder tem sido vergonhoso, indecoroso e infame.
Está lá tudo, o caciquismo, órgãos jurisdicionais que parecem decidir ao sabor de quem manda, insultos, enfim, uma espiral de tumultos e casos que seguirá até não restar ponta de credibilidade a quem sair vitorioso.

25.9.07

Ainda o caso Sócrates

No Público de hoje, o testemunho de colegas de José Sócrates na famigerada Universidade Independente:

"(...) dois alunos lembram um episódio em que o professor António José Morais ordenou que um deles saísse das últimas mesas da sala, para que José Sócrates pudesse estar isolado. Também é recordado o facto de o governante chegar tarde e sair cedo dos exames."

Fair-play...

A UEFA, pelos vistos, está atenta ao recente fenómeno, disfarçado de fair-play, em que os jogadores, seja para parar o ritmo de jogo seja para ganhar alguns segundos, atiram-se para o chão, contorcendo-se e simulando lesões, à espera que os adversários joguem a bola para fora do campo.
Assim, recomenda que os jogadores continuem o jogo, deixando que sejam os árbitros a pará-lo sempre que achem necessário. É de louvar, já que em Portugal esta prática há muito ultrapassou os limites do ridículo.

Noticia do jornal espanhol As