14.10.07

Outros horizontes

"Correias e anjos" por Valupi, na Aspirina B (não esquecer de consultar o link com o currículo).
"Congresso do PSD I e II" por Pinho Cardão, na Quarta República.
"A Rolha" por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.
"Santana, ele próprio" por João Pedro Henriques, no Glória Fácil.

Congresso do PSD III

Luís Filipe Menezes defende a separação total entre a medicina privada e pública.

13.10.07

Eutanásia: Cerca 50% idosos em Portugal admite legalização?

Um estudo realizado pelo Serviço de Biomédica e Ética Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto terá concluído que cerca de metade dos idosos institucionalizados admite a legalização da prática da eutanásia. Este estudo foi realizado em 815 idosos de todo o país, residentes em lares de terceira idade. Atendendo à minha experiência profissional questiono-me acerca da credibilidade dos resultados de tal estudo. Com efeito, a grande maioria da população com idade superior a 65 anos apresenta níveis de escolaridade muito baixos, tendo a esmagadora maioria 4 ou menos anos de escolaridade. Esta situação, reconhecida há muito por neuropsicólogos, dificulta e tem que ser tida em consideração aquando da validação de instrumentos de avaliação criados em sociedades com níveis de escolaridade elevados. Por exemplo, num dos testes mais simples de avaliação cognitiva (Teste do Relógio) os idosos portugueses, sem patologia, têm um desempenho francamente inferior aos de outras populações europeias, necessitando frequentemente de ajuda na execução das tarefas por não compreenderem os conceitos abstratos. Além disso, seria interessante saber se o estudo incluiu uma análise da função cognitiva dos inquiridos e até que ponto o défice cognitivo constituiu critério de exclusão do estudo (é sabido que a institucionalização dos idosos está fortemente relacionada a um estado de incapacidade funcional e cognitiva pelo que será de esperar níveis significativos de deterioração cognitiva nesta população). Por tudo isto, e dado que estamos a falar de conceitos abstratos complexos (eutanásia, legalização) tenho sérias dúvidas em relação à capacidade de compreensão dos indivíduos avaliados.

Pergunta da semana

Apenas 31% dos leitores consideraram que Luís Filipe Menezes será um bom líder do PSD. Esta semana perguntamos se concorda com a eventual eleição de Santana Lopes para líder parlamentar.

Mestre Alves no Porto Canal

"(...) foram feitas aqui declarações importantes (...)" (via Grande Loja do Queijo Limiano, vale a pena ver todos os vídeos).

Congresso do PSD II


Vai falar o Alberto João, a multidão aplaude.

Congresso do PSD


Ouvindo Rui Gomes da Silva no RCP: "O que move as pessoas, não são os interesses nem os lugares, são as convicções" (cito de cor).

Prémios


Prémio Nobel de quê?

12.10.07

Outros horizontes

"Fábrica de medíocres" por CAA, no Blasfémias.
"Rodrigues dos Santos" por João Pedro Henriques, no Glória Fácil.

Rua da Cruz da Pedra

A Rua da Cruz de Pedra, em Braga, sempre me intrigou. Apesar de ter uma área considerável e estar praticamente no centro da cidade, mantém uma grande quantidade de prédios devolutos e em avançado estado de degradação, com passeios exíguos e o asfalto muito deteriorado. A Câmara de Municipal de Braga, sempre tão preocupada em transformar os locais em sítios onde as pessoas possam passear sem o constrangimento dos carros, a circular ou estacionados, sempre a esqueceu.
E a verdade é que teria todo o interesse revitalizá-la. À imagem das obras que estão ser feitas da Rua D. Afonso Henriques (com as quais discordo), podiam ser feitos melhoramentos urbanísticos, alargando os passeios e introduzindo calçada a substituir o alcatrão, criando-se uma nova área semi-pedonal.
O trânsito de veículos é muito reduzido, pelo que não se criaria qualquer entrave à actual circulação automóvel. Pelo contrário, as pessoas que se deslocam da zona de Maximinos para o centro, a pé, começariam a sentir-se tentadas a percorrê-la, uma vez que é o trajecto mais directo e curto de ligação à Rua do Souto. Tal facto acabaria por atrair as lojas comerciais e moradores, acabando por se recuperar naturalmente os edifícios envolventes, criando-se, ou melhor, alargando-se a actual centralidade.
O grande problema é que certamente os mais altos interesses imobiliários da cidade não se contentariam com a actual área de contrução implantada...

11.10.07

O regresso do menino-guerreiro

Se eu tivesse que vender jornais certamente que estaria feliz com o regresso de Santana Lopes mas penso que a confirmar-se será trágico para o PSD. Claro que Santana não deixa o partido em paz, antes de mais, por que não tem nada melhor para fazer. A verdade, é que sendo fruto da degradação sucessiva dos quadros do PSD, ao menino-guerreiro, mesmo sendo um ex-primeiro-ministro, ninguém reconhece credibilidade nem competência para um alto cargo fora da vida partidária (com excepção do Luís Delgado). O responsável por uma das maiores derrotas eleitorais do PSD, pode agora regressar como o novo líder parlamentar. Menezes parece disposto a caucionar o disparate!

NHS e SNS

O estado do Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido (NHS) é notícia hoje nos meios de comunicação por mais um triste episódio que é um bom indicador da situação preocupante que se vive neste país. Uma Comissão de Saúde que investigou níveis alarmante de infecção por Clostridium difficile com elevadas taxas de mortalidade nos doentes publicou um relatório devastador para a qualidade dos serviços de saúde prestados no Hospital de Maidstone. As notícias sobre problemas no NHS são frequentes e, apesar do dinheiro gasto, os indicadores de saúde e de satisfação dos utentes não têm melhorado. Em Agosto, num relatório comparativo com outros países europeus, o Reino Unido surgia ao lado de países do Leste europeu nos níveis de sobrevivência por cancro quando é dos países que mais gasta no diagnóstico e tratamentos oncológicos. Curiosamente, o actual estado do NHS é o resultado de políticas que se apoiaram numa progressiva mas sustentada deterioração do estatuto profissional dos médicos e dos profissionais de saúde, como alguns defendem para Portugal. Após a abertura de vagas de Medicina em excesso, e com o "mercado a funcionar" os Hospitais-empresa basearam as suas contratações em mão de obra barata, desesperada por aceitar qualquer lugar mesmo que indiferenciado, e numa medicina "a peso" que valoriza a quantidade em desfavor da qualidade. Se é verdade, como alguns dizem, que o Reino Unido está uns anos à frente de Portugal, então ainda vamos a tempo de aprender com os erros deles...

9.10.07

Tu está... tu era... tu jogou... tu cuida...

Todas as semanas, a inenarrável Karen Jardel entra-nos por casa dentro, apresentando uma coisa chamada "Futebol de salto alto", na Sport tv, sem conseguir conjugar, uma única vez que seja, um verbo na 2ª pessoa do singular...

Culto a Maria, em Fátima?

A propósito da inauguração da nova catedral em Fátima, é interessante ver como Moisés Espirito Santo, critica a Igreja católica desde a opção pela construção do novo templo (que ele considera ser um "objecto ostentatório para impor o poder da Igreja num meio pobre"), o nome escolhido (que, segundo ele, afasta protestantes, judeus e islâmicos) e mesmo o facto de ser inaugurado por um representante pessoal do Papa (que seria ofensivo para os cristãos ortodoxos). Por tudo isto, Moisés Espirito Santo acusa o Vaticano de "falsa vontade de dialogar" e mesmo de estar de má fé nas suas intenções ecuménicas, que seriam apenas "um isco lançado a pessoas incautas". Depois de todas estas acusações, o sociólogo, especialista em religião, vai mais longe e defende que a Igreja Católica devia mesmo abdicar de, em Fátima, insistir na "mariolatria" para evitar ferir a susceptibilidade de cristãos protestantes que "têm como herético o culto de Maria". Será que Moisés Espirito Santo ignora que Fátima é o local das aparições e não um qualquer centro de congressos ou de encontros com outras religiões?

Tudo na mesma

Lê-se no Público:

"Lei das rendas não dinamizou reabilitação urbana"

Apesar de ainda ser cedo para avaliar os verdadeiros efeitos da nova lei do arrendamento, a verdade é que, desde a sua entrada em vigor, poucos acreditaram nas suas virtudes. Com o regime de actualização de rendas criado e os mecanismos de recuperação dos imóveis previstos, dificilmente o panorama se iria alterar que não através da morte e desaparecimento dos actuais senhorios e arrendatários.
O regime de actualização de rendas enferma de um pecado original. Como em todas as leis novas, desde há uns anos a esta parte, o Estado preocupou-se, primeiramente, em aumentar as suas receitas. Ao condicionar a actualização, mesmo que faseada, do valor da renda a uma actualização do valor patrimonial do imóvel, com efeitos no pagamento do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), acabou-se por desencorajar essa mesma actualização, já que para muitos senhorios o valor que receberiam pela renda actualizada, pelo menos numa fase inicial, acabaria por não compensar o montante actualizado pago a título de IMI. Situação que se agravaria caso o arrendatário decidisse denunciar o contrato.
Além disso, burocratizou-se o procedimento de realização de obras nos imóveis. A profusão de diplomas regulamentares é tal que desmotiva tanto o senhorio como o arrendatário. Dificilmente um leigo conseguirá decifrar a quantidade de exigências, regras e excepções criadas. A juntar a isto, existem um sem número de agentes que podem ser chamados a pronunciar-se o que, inevitavelmente, acaba por atrasar o processo.
Aliás, e para melhor vermos o espírito da nova lei, atente-se que depositou-se, mais uma vez, nas mãos do Estado o papel principal na reabilitação dos imóveis, através de programas de apoio e financiamento. Tal facto apenas comprova que o legislador teve plena consciência que, mesmo com a nova lei, os senhorios continuam de mãos atadas para poder cuidar do seu próprio património e, como consequência, poder dar um novo ar às zonas históricas das nossas cidades.

8.10.07

Começam bem

Quando hoje de manhã, acordo a ouvir figuras como Nuno Delerue a defender a saída de determinados militantes do PSD, o impoluto Martins da Cruz a lembrar que não se pode esquecer Santana (como se ele deixasse) ou o ressuscitar de Eurico de Melo contra as críticas internas (Menezes como é sabido nunca fez nenhuma crítica a Mendes) sei que podemos esperar o pior deste PSD.

Medicina

"O Governo quer alargar de 1400 para dois mil o número de vagas em Medicina, anunciou hoje o ministro da Saúde, António Correia de Campos, sem avançar um prazo para atingir o objectivo."

Quando se fala em aumentar o número de vagas em medicina, esquece-se muitas vezes que no percurso da carreira médica existem actualmente dois grandes filtros, primeiro a entrada na universidade, que é exigente, tirando as habituais chico-espertices portuguesas: estatutos de alta competição, regiões autónomas, emigração, via militar, transferências, etc. Exceptuando estes últimos, todos têm que se esforçar bastante para ingressar no curso de medicina.
Depois no final do curso, aparece um novo filtro, que é a escolha da especialidade. Sobre isto, nunca ouvi o ministro falar. Por exemplo, o ministro quando fala em produtividade dos blocos operatórios, tem em consideração aqueles em que intervêm internos onde obviamente o número de cirurgias realizadas tem que ser inferior. Quando o ministro fala em novos horários ou incentiva o abandono da carreira hospitalar, está a considerar que muitos serviços podem perder subitamente a capacidade de formação? O ministro sabe se é possível formar 2000 internos por ano o que é totalmente diferente de licenciar 2000 médicos? Alguém me explica como se ingressa em determinadas especialidades no Algarve ou no interior e passado uns meses, por artes mágicas, já se está num grande hospital central que não tem qualquer carência dessa mesma especialidade (para não falar de histórias ainda mais obscuras)?

Claro que vão dizer, que eu como médico o que quero é falta de concorrência e garantir o meu lugar. Mas quando se olha para as estatísticas e vemos que o número de médicos por habitante não é inferior à média europeia, e sabemos o que nosso país foi possível fazer em determinados cursos, o panorama não parece animador.

Relativamente ao nosso futuro (dos médicos), acabo com as palavras de Isabel Vaz, responsável pelo Espírito Santo Saúde, melhor que o negócio da saúde só o tráfico de armas (cito de cor). E certamente que não serão os médicos os beneficiários deste negócio...

Tatuagens e t-shirts

Relativamente à celebração de Lucho González, concordo com o meu irmão.
No entanto, o facto apenas deve ser realçado devido ao mediatismo que envolve o futebol. A verdade é que a ignorância de Lucho em nada difere da de muitos adolescentes e jovens que carregam e ostentam símbolos e veneram figuras que pouco conhecem e das quais nada procuram saber.
A sua utilização e adoração surge, em primeiro lugar, pelo mero apelo estético ou a incontrolável vontade de chocar. Depois, o seguidismo acéfalo de um qualquer líder, seja político, da claque, de bando ou da escola.
Ninguém duvide que Che Guevara continuará a aparecer em tatuagens e a ser estampado em t-shirts. Quem ganha com isso, não sei bem, já que nem a maior parte dos que o fazem o sabem.
Perde a memória histórica e, em última análise, o bom gosto...

Outros horizontes

"Ensino Médico e Crenças Religiosas" por Pedro Morgado, n'Avenida Central.

7.10.07

Sete


Há que tirar o chapéu a Jesualdo, sete jogos sete vitórias!