11.11.07

Onde está a novidade?

Alguns bloggers de Braga têm demonstrado a sua (justa) indignação pela maneira como Mesquita Machado geriu um pretenso Orçamento Participativo e como habitualmente trata as propostas da oposição. Eu pergunto, onde está a novidade? Mesquita é presidente da câmara desta cidade desde o 25 de Abril, não lhe conheço outra forma de fazer política. Braga é uma cidade asfixiada. Quanto ao Orçamento Participativo, não brinquem com coisas sérias, Mesquita Machado sempre o praticou, os convidados é que foram sempre os mesmos. Os construtores civis participam todos os anos na elaboração do orçamento...

10.11.07

Credibilidade

No Público de hoje: «O regresso de Isaltino Morais às fileiras PSD foi ontem desejado pelo novo líder da distrital lisboeta. "Da minha parte, tenho todo o gosto que ele volte a ser militante do partido", afirmou Carlos Carreiras à Lusa, lembrando que essa vontade foi manifestada durante a campanha eleitoral durante a qual considerou possível que "o PSD volte a liderar a Câmara de Oeiras".»

9.11.07

8.11.07

Duelo na AR

Devo dizer que a questão sobre quem ganhou o debate parlamentar não me parece muito correcta, uma vez que o regimento da Assembleia da República está feito para o primeiro-ministro vencer, em qualquer circunstância e quase sempre por goleada. Diferente, é sabermos se Sócrates ou Santana Lopes desiludiram.
E aí, a verdade é que estiveram ao seu nível. Nunca, nem um nem outro, foram exemplos de substância e consistência política.
Sócrates utilizou o longo tempo disponível para encostar Santana Lopes aos seus erros pretéritos, sabendo que era isso que iria passar para a comunicação social, não se preocupando minimamente em responder às questões lançadas pela oposição ou explicar devidamente o que ali estava em discussão, o orçamento de Estado. Noutros tempos, esta arrogância poderia e deveria sair-lhe cara, mas o PSD facilitou-lhe a missão, pondo-lhe à frente o personagem político português mais atormentado pelo passado.
E aí entramos em Santana Lopes. Sabendo das suas fragilidades, tentou antecipar os ataques ao anterior governo por si liderado, distanciando-se do essencial, ou seja, os dias que correm, o presente e o orçamento para 2008. Com isto, deu o flanco a Sócrates e permitiu que este fugisse às questões mais difíceis.
O resto é a habitual desigualdade de armas entre governo e oposição, perante uma comunicação social que privilegia o folclore e o sound-byte que é o habitat natural do nosso primeiro-ministro, apesar da estudada aparência austera.

7.11.07

Más companhias

É impressão minha, ou aquela amostra da bancada parlamentar do PSD que aparecia nas televisões é mesmo um susto? Até os indefectíveis de Santana (tirando os da bancada) têm que reconhecer que ele nunca soube escolher as companhias...

Pergunta da semana

60% dos votantes acham que o tratado de Lisboa não deve ser referendado. Quem acha que venceu o primeiro debate parlamentar?
É só clicar ao lado.

The Flying Club Cup, Beirut

Dexter


Dexter é uma série transmitida pelo canal FX da TV Cabo. O protagonista é um serial-killer. Que é excelente, fazendo jus à época de ouro das séries de TV americanas, já não é segredo para ninguém.

Outros horizontes

A crua realidade política e social portuguesa, no "Lendo, Vendo, Ouvindo, Átomos e Bits de 6 de Novembro de 2007", por Pacheco Pereira, no Abrupto.

As contas à moda da Câmara Municipal de Braga, em "Será vírus ou milagre?", por Pedro Morgado, no Avenida Central.

Alá também nos ajuda...

Mitos 2

6.11.07

Mitos

Existem (ou existiam) vários mitos sobre Santana Lopes, que é imbatível em eleições, óptimo em debates, um líder parlamentar temível. Hoje, a prestação de Santana foi uma desilusão para quem acreditava nas suas pretensas qualidades. A mitologia santanista, ainda alimentada por alguma imprensa, tem confirmado a sua reduzida existência apenas no imaginário de alguns indefectíveis. Roubando as palavras à nova eminência menezista, é só espuma, apenas isso...

Juntas médicas

As notícias em Portugal são de modas, esta semana vamos saber o registo de todos os acidentes de viação e atropelamentos ocorridos no país. Outra moda são as notícias sobre juntas médicas. Concordo com o Pedro Morgado que escreve na Avenida Central: "(...) é preciso ter cuidado com as análises emocionais que se fazem dos diferentes casos: as histórias apresentadas nunca são sujeitas a nenhum tipo de contraditório.".
Não nego que as notícias vindas a público não sejam o resultado de avaliações deficientes das juntas médicas. Imagino que todos os que o pedem reformas antecipadas achem injustas a sua recusa. Os diagnósticos em medicina não são lineares, e que eu saiba cabe aos médicos (que se podem enganar, naturalmente) fazê-los e não aos jornalistas nem aos próprios doentes. Quando diariamente somos confrontados com o mais puro sensacionalismo sobre a medicina devemos ter alguma reserva em aceitar acriticamente tudo o que ouvimos.

Outros horizontes

"A diferença de acontecer no Terreiro do Paço", por Helena Matos, no Blasfémias.

5.11.07

Perdidos na greve


Para quem, como eu, anseia impacientemente pela nova série, isto são péssimas notícias...

3.11.07

Políticas de educação

Nos últimos anos a política de educação em Portugal, e na generalidade dos países ocidentais, tem sido a de alargar a toda a população a escolarização, assistindo-se a um aumento gradual da duração da escolaridade obrigatória. Uma análise a estas políticas revelam que elas assentam em dois pressupostos fundamentais:
1. que o Estado deve proporcionar a toda a população, independemente da sua condição socio-económica, idênticas oportunidades de acesso a uma formação básica;
2. que as diferenças no desempenho escolar podem ser corrigidas através de um reforço de medidas de apoio aos alunos (ex.: estudo acompanhado) e de uma diminuição dos níveis de exigência .
O segundo pressuposto é uma consequência imediata do primeiro pois, alargando a escolaridade a toda a população, é inevitável que entrem no sistema de ensino alunos com mais dificuldades socio-económicas e ainda outros com pouca motivação para o estudo. Se as dificuldades económicas podem ser corrigidas com um apoio reforçado do Estado, já as diferenças de motivação individual bem como as diferenças de capacidades cognitivas e intelectuais da população não são passíveis de correcções externas, baseadas em princípios de psicologia comportamentalista que desvaloriza as características específicas instrínsecas de cada indivíduo na sua interacção com o meio.
Não é de admirar que se assista a uma progressiva deterioração da exigência na escola, a fim de encontrar um "mínimo denominador comum" que permita a todos os alunos atingirem a escolaridade obrigatória. É pois necessário ter plena consciência que o atingimento do primeiro objectivo implica abdicar de outros, nomeadamente, o de aproveitar ao máximo as potencialidades dos melhores alunos. Por isso, há dias numa conferência em Lisboa, George Steiner afirmava que a Europa será incapaz de voltar a produzir Platões, Mozarts ou Bachs...

Outros horizontes

"A maneira mais óbvia de contornar a questão que não se quer discutir..." por Helena Matos, no Blasfémias.

2.11.07

As aulas

A ideia de despenalizar as faltas dos alunos que frequentem o ensino obrigatório parece-me totalmente descabida. E a justificação da ministra da Educação, que defendeu que desde que os alunos demonstrem que sabem a matéria tudo está bem, parece-me igualmente absurda.
Em primeiro lugar, a escola não pode ser apenas um local onde se adquire conhecimento. É na escola que as crianças e os jovens começam a ter noção da sociedade em que se inserem, apreendendo os seus valores e princípios. A escola deve ter um papel fundamental na educação e formação dos alunos, a todos os níveis, e isso apenas acontece se eles a frequentarem e lá puserem os pés.
Além disso, acaba por minimizar-se até ao limite do inadmissível o papel dos professores. Com este novo estatuto do aluno atribui-se-lhes o mero papel de despejar matéria, facilmente substituíveis por livros ou apontamentos. A mensagem que se transmite é que as aulas são dispensáveis, mandando para as urtigas todos aqueles ditames pedagógicos que, ironicamente, sempre foram defendidos pelos senhores da Esquerda como sendo o milagre para o sucesso educativo.

31.10.07

Sarkozy e 60 Minutes

Os americanos estão habituados a vasculhar os mais ínfimos pormenores dos seus políticos. Sarkozy ensinou-lhes (via portugal dos pequeninos).