22.11.07

Outros horizontes

A análise ao futebol escocês, com um pequeno apontamento ao seleccionador inglês, em "Tradução quase Simultânea do que aconteceu hoje", por maradona, n' A Causa Foi Modificada.

21.11.07

Clube Portugal

Já sabem, nada de incomodar os meninos que hoje à noite vão fazer-nos o favor de jogar contra a Finlândia...

20.11.07

Pergunta da semana

Depois da última pergunta ter acabado num empate sobre quem teria vencido o debate parlamentar, aqui fica uma nova pergunta, frequentava um restaurante sabendo que o cozinheiro era portador do HIV? Salvaguardo que discordo da decisão do Tribunal da Relação em confirmar o despedimento do cozinheiro seropositivo.

Quando nos convém, dizemos que são fait-divers

Ontem no P2, afirmava Boaventura Sousa Santos, simpatizante das políticas de Hugo Chávez: "que tem certos aspectos excessivos que também não me agradam , coisas desnecessárias que fazem com que a opinião pública mundial seja distraída com estes fait-divers (...)"

Chuva

Como sempre acontece, com o aparecimento das primeiras chuvas, há um acidente de 100 em 100 metros na VCI e no acesso à A3, no Porto.
É assim tão difícil recordar como se conduzia há meia dúzia de meses atrás...

19.11.07

Mestre Roger

'Mr Perfecto' no dejó resquicio alguno para la sorpresa y endosó al fiero alicantino un contundente 6-2, 6-3 y 6-2 con una magistral lección de tenis. (...)Un reconocimiento sincero de la superioridad manifiesta mostrada por el suizo durante todo el duelo. Porque Federer impidió que el de Jávea impusiera su guión de partido, que acabó caminando por el sendero directo que inspira el talento. A golpe de ace, de constante agresividad, de voleas definitivas y soberbios golpes ganadores de derecha y de revés.

Quem diz isto é o tradicionalmente chauvinista jornal espanhol As, depois da vitória de Roger Federer na final do Masters de Xangai, contra David Ferrer. Aliás, vale a pena ler todo o artigo, para se ter uma ideia do rolo compressor que desde sexta-feira andou de raquete em punho por aquele campo.

Entretanto, umas palavrinhas sobre o Estoril Open:

¿Y por qué ha señalado en su calendario del 2008 el torneo de Estoril? ¿Es quizás para preparar aún más Roland Garros?

Honradamente no. Una de las razones por la que voy a Estoril es porque ahora disponemos de "byes" (exentos en primera ronda) en los Master Series. Entonces en vez de jugar seis partido disputamos cinco, si se llega a la final y ya no tenemos que disputar ésta al mejor de cinco sets, y eso es lo que me ha decidido a jugar un torneo extra sobre tierra batida el próximo año. Quizás también porque Roland Garros me exige más partidos sobre tierra. Pero también es muy bonito jugar un torneo pequeño. En uno grande enfrentarte contra el 25 del mundo en primera ronda no es nada fácil. La atención es muy grande. Jugar un torneo así me gusta y puedo disfrutar mucho más porque tienes a la gente muy cerca, son solamente 32 jugadores y la atmósfera es increíble.

16.11.07

Nacionalizações

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) detém 13,93 por cento da PTM, segundo comunicou esta tarde o banco estatal à CMVM.

A CGD tem ainda 19,5 por cento da Visabeira que, por sua vez, controla agora 2,15 por cento da operadora liderada por Rodrigo Costa."


Eu não sou especialista em economia, mas gostava de saber se na UE é normal um banco estatal deter acções das principais empresas e bancos privados.

Sexta-feira


E ao terceiro jogo, Federer apareceu, atropelando Roddick...

Presunção de inocência

Vítima da vertigem mediática que parece afectar grande parte dos membros do actual governo, João Amaral Tomaz, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e um dos membros mais competentes do actual executivo, proferiu estas inacreditáveis declarações, mandando às malvas a presunção de inocência:

“Enraizou-se a convicção de que as grandes empresas não cometem fraude, mas a realidade é diferente do que se pensa”, acrescentou.

Sem querer violar o sigilo fiscal a que está obrigado, o secretário de Estado sugeriu que se comparasse a lista das 1000 maiores empresas em Portugal com o nome das empresas que têm sido associadas à Operação Furacão, pela comunicação social.

Público

14.11.07

Justiça a funcionar

Diz-nos o Público que:

"Nenhum dos quatro-mil processos crime levantados pela ASAE foi ainda a julgamento"

Sendo a ASAE um dos símbolos do actual regime, não há dúvida que estes números não colam bem na imagem de rigor e inflexibilidade de que o organismo goza.
Palpita-me que o ministério da Justiça já deve ter a solução para mais este constrangimento estatístico. Retire-se estes processos dos tribunais, remetendo-os para um qualquer centro de mediação de litígios...

12.11.07

A nova cassete

Será que ninguém explica aos bloquistas e simpatizantes, que quem vê em Hugo Chavez mais uma personagem grotesca da América do Sul, não é obrigatoriamente um apoiante de João Jardim ou simpatizante de George W. Bush (apesar das diferenças gritantes entre as personagens)?

Argumentos de esquerda

Pedro Sales no Zero de Conduta:

"Convém lembrar que as horas infindáveis que Chavez passa na televisão pública a fazer propaganda, só encontram paralelo nas horas infindáveis que a oposição passa nos canais privados a fazer propaganda contra o Governo."

É curioso, como em Portugal se conhece tão bem a realidade da televisão venezuelana.

"É errado, e preocupante, mas não deixa de ser irónico ver os mesmos que criticam o fim da limitação de mandatos [de Chavez] desdobrarem-se em elogios ao "espírito democrático" de Juan Carlos."


Comparar a eternização de Chavez no poder com as monarquias europeias, qualquer argumento vale à esquerda, mesmo os mais disparatados.

Afinal, os que não simpatizam com Hugo Chavez não passam de uns snobes...

Nunca mais é sexta

Roger Federer decidiu juntar a um Domingo à noite ruinoso, um almoço de Segunda-feira decepcionante.
Esta semana só pode melhorar...

11.11.07

Aprender com os erros

O FC Porto perdeu 4 pontos na duas últimas jornadas, com a agravante de empatar jogos em que esteve a vencer. Será que não aprendeu nada com a última época?

Stepanov, depois das culpas do golo em Marselha, parece que fez um penalty completamente desnecessário. A posição de central é ingrata, os erros pagam-se caros.

Bronca na Cimeira Ibero-Americana

Onde está a novidade?

Alguns bloggers de Braga têm demonstrado a sua (justa) indignação pela maneira como Mesquita Machado geriu um pretenso Orçamento Participativo e como habitualmente trata as propostas da oposição. Eu pergunto, onde está a novidade? Mesquita é presidente da câmara desta cidade desde o 25 de Abril, não lhe conheço outra forma de fazer política. Braga é uma cidade asfixiada. Quanto ao Orçamento Participativo, não brinquem com coisas sérias, Mesquita Machado sempre o praticou, os convidados é que foram sempre os mesmos. Os construtores civis participam todos os anos na elaboração do orçamento...

10.11.07

Credibilidade

No Público de hoje: «O regresso de Isaltino Morais às fileiras PSD foi ontem desejado pelo novo líder da distrital lisboeta. "Da minha parte, tenho todo o gosto que ele volte a ser militante do partido", afirmou Carlos Carreiras à Lusa, lembrando que essa vontade foi manifestada durante a campanha eleitoral durante a qual considerou possível que "o PSD volte a liderar a Câmara de Oeiras".»

9.11.07

8.11.07

Duelo na AR

Devo dizer que a questão sobre quem ganhou o debate parlamentar não me parece muito correcta, uma vez que o regimento da Assembleia da República está feito para o primeiro-ministro vencer, em qualquer circunstância e quase sempre por goleada. Diferente, é sabermos se Sócrates ou Santana Lopes desiludiram.
E aí, a verdade é que estiveram ao seu nível. Nunca, nem um nem outro, foram exemplos de substância e consistência política.
Sócrates utilizou o longo tempo disponível para encostar Santana Lopes aos seus erros pretéritos, sabendo que era isso que iria passar para a comunicação social, não se preocupando minimamente em responder às questões lançadas pela oposição ou explicar devidamente o que ali estava em discussão, o orçamento de Estado. Noutros tempos, esta arrogância poderia e deveria sair-lhe cara, mas o PSD facilitou-lhe a missão, pondo-lhe à frente o personagem político português mais atormentado pelo passado.
E aí entramos em Santana Lopes. Sabendo das suas fragilidades, tentou antecipar os ataques ao anterior governo por si liderado, distanciando-se do essencial, ou seja, os dias que correm, o presente e o orçamento para 2008. Com isto, deu o flanco a Sócrates e permitiu que este fugisse às questões mais difíceis.
O resto é a habitual desigualdade de armas entre governo e oposição, perante uma comunicação social que privilegia o folclore e o sound-byte que é o habitat natural do nosso primeiro-ministro, apesar da estudada aparência austera.