Do outro lado do horizonte
"If you want feel at home, stay at home!” Esta frase relata bem o meu estado de espírito na terra que o explorador Américo Vespúcio (Amerigo Vespucci) deu o nome. Não só porque tenho imensas saudades da família, principalmente de uma certa pessoa, mas também porque as diferenças culturais e ideológicas dos americanos são difíceis de digerir. Sempre imaginei que já tinha presenciado todo o tipo hipocrisia, mas infelizmente enganei-me! Aqui, quando entramos num bar ou em qualquer evento desportivo, temos sempre que mostrar o passaporte para verificar se temos mais de 21 anos, mesmo que as parecenças tendem mais para o Avô Cantigas do que para a adolescência. Se, por um acaso, o barman achar que estamos a beber para além do admissível, não nos serve mais bebidas, por mais que insistamos, pois está a infringir a lei! Após questionar o porquê de todas estas restrições, disseram-me que estas medidas são para proteger os utentes.
No entanto, as rigorosas proibições parecem completamente hipócritas no País em que a venda de armas é totalmente aberta a qualquer pessoa. Uma história caricata passou-se com um colega meu Norueguês, com boa apresentação e na casa dos seus 40 anos, que decidiu ir jantar sozinho a um restaurante. Sentou-se, escolheu o menu e pediu um vinho para acompanhar o repasto. Qual foi o seu espanto quando o empregado informou que só podia vender um copo de vinho em vez da garrafa! Será isto normal? Restringir ao máximo a venda de bebidas alcoólicas e deixar a venda livre de armas! Não será um controlo parecido com o antigo regime dos países de leste e da União Soviética?



