31.8.08

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«Os pilotos da companhia "lowcost" Ryanair denunciaram que a empresa está a limitar ao máximo a reserva de combustível necessária para qualquer emergência e mostraram-se preocupados com a situação, noticia hoje o jornal inglês "The Sunday Times".»

Sobre o Benfica-Porto

Para os portistas soube a pouco, a jogar contra 10 e alguns dos jogadores benfiquistas debatendo-se com problemas físicos o Porto foi incapaz de criar verdadeiras situações de perigo.

Mas uma vez mais este jogo é um exemplo da manipulação da comunicação social. Logo nos minutos iniciais Luisão agride Sapunaru. Miguel Prates, na SportTV, que comenta os jogos como se o SLB estivesse a jogar contra uma equipa estrangeira, faz de conta que não vê, a imagem repete-se mas fica apenas o silêncio. Depois vem um facto verdadeiramente inédito no clássico, um adepto agride o árbitro assistente. Um pequeno fait-divers para a imprensa.
O problemas dos factos supracitados é nós (portistas) sabermos como seria se fosse ao contrário. Já estou a imaginar a capa d'A Bola com um adepto portista a apertar o pescoço do árbitro no Dragão.

26.8.08

Do outro lado do horizonte

Ao contrário de muita gente, não contava que Portugal ganhasse medalhas nos jogos olímpicos de Pequim. Confesso que fiquei surpreendido pelas 2 medalhas dos atletas portugueses. Não pelo background dos atletas, nem pela sua qualidade, mas sim por uma característica bem portuguesa, falta de mentalidade ganhadora.
Nunca vi nenhuma atleta afirmar antes dos jogos que vai para ganhar uma medalha. Afirmam sempre que vão dar o seu melhor, que vão tentar ganhar e chegar o mais longe possível! Destas palavras podemos deduzir que ao ficarem em quarto ou quinto lugares, derem o seu melhor e chegaram o mais longe possível, ou seja, cumpriram os objectivos!
Porquê que não afirmam que vão chegar até ao lugar X, e que senão chegarem serão uns perdedores e não cumpriram os objectivos a que se propuseram. Será difícil ter uma mentalidade ganhadora? Podemos achar arrogante, mas será que não aprendemos nada com o mais bem sucedido treinador português e um dos melhores do mundo?

30.7.08

Outros horizontes

Antes de rumar a férias, leia-se o artigo de Miguel Frasquilho, "Uma encenação perfeita", no Jornal de Negócios, sobre os repetidos milagres do défice.

24.7.08

Surpresa?


No fim-de-semana em que se viu acossado pelo processo Apito Dourado, Pinto da Costa afirmou que os adeptos portistas iam ter uma surpresa. Habituados (e bem) ao silêncio do seu presidente sobre futuras contratações, todos esperavam um verdadeiro craque e não mais um para ser emprestado no final da época. Ontem o jornal oficioso começou a baixar as expectativas, não valia a pena comprar um craque porque já tínhamos o Lisandro (esta é original)... Hoje veio o nome da surpresa, saído do universo Marvel vem o incrível Hulk do grande e exigente campeonato japonês. Foi pena ter quebrado o silêncio...

Nesta altura é bom relembrar antigos posts:

"Sem dinheiro", "Primeiras impressões", "O verdadeiro", "Esclarecimentos", "FC Porto 2007/2008"

21.7.08

Negócios privados

Um dos melhores exemplos do funcionamento da economia portuguesa e das relações muitas vezes incestuosas entre as empresas e o Estado, está no recente negócio que a Microsoft realizou em Portugal, com a compra da Mobicomp.
O gigante americano, ao invés de ter optado por alguma daquelas empresas informáticas que têm feito as capas dos jornais de fim-de-semana, por causa dos seus lucrativos negócios com o Estado, não hesitou em sair da capital, vir a Braga e adquirir uma empresa de desenvolvimento de software.

15.7.08

Sinais dos tempos

A nossa sociedade evoluiu de tal forma que presentemente é muito fácil ter acesso gratuito a um filme, a uma música ou a um jogo de vídeo, tudo na mais alta definição. As chamadas entre telefones móveis são a regra e chegam a ser gratuitas. A comunicação escrita entre pessoas, por maior que seja a distância, já nem o selo custa e, não raras vezes, oferecem-nos aparelhos que nos servem de agenda, telefone, despertador, máquina fotográfica, máquina de jogos, leitor de música, etc.
Os mapas em papel são demasiado estáticos e demoram eternidades a indicar-nos o destino. Para quem apenas necessita de informação básica, os jornais tornaram-se num gasto inútil e o seu suporte em papel um costume incómodo.
Tudo está mais fácil, o que começa a custar mesmo são aqueles actos tão prosaicos que nunca fariam furor em nenhum filme de ficção científica, como manter um tecto para dormir, pôr o carro a trabalhar ou ter comida e produtos frescos na mesa...

11.7.08

Geo-política

Coincidência ou não, após dois dias consecutivos em que o barril de petróleo negociou em grande queda, tendo o seu preço caído mais de 8%, logo surgiram notícias (com as indispensáveis imagens) de que o Irão estaria a efectuar testes militares com mísseis de longo alcance.
Resultado, o preço do barril de petróleo subiu até atingir novos recordes.
Isto numa altura em que os líderes árabes do médio Oriente não têm nenhuma razão para estarem especialmente melindrados, até porque a administração actual do grande satã já está em fase de despedida.
Haja ou não intencionalidade, a realidade é que se a actual situação do preço do petróleo se mantiver causará à infiel civilização ocidental danos mais terríveis do que qualquer atentado terrorista.

9.7.08

Carros & telheiros...


A perspectiva de ter um carro eléctrico acaba por agradar a toda a gente, mesmo que numa primeira fase (e por causa da actual capacidade de armazenamento de energia) para uma utilização citadina.
O que me parece que está a ficar esquecido é que, antes de o país se dotar de infraestrutura pública de utilizador/pagador, é necessário ter uma garagem para poder "alimentar este sonho".

Dois efeitos parecem poder surgir em simultâneo desta dedução: a desistência por parte de muitos entusiastas (tornando o lançamento algo "discreto") e a subida do preço das garagens (!?)...

Do outro lado do horizonte

A irracionalidade que o mercado de capitais tem vivido ultimamente, não só em Portugal que é mais vulnerável a especuladores estrangeiros, mas também nos mercados mais maduros, tem desvirtuado completamente a sua função. A decisão de colocar parte do capital de uma empresa em bolsa tem como principal objectivo o seu financiamento imediato para novos projectos e expansão. Embora estejamos a viver numa conjuntura mundial desfavorável, esta situação começa a ser intolerável. Tomo por exemplo uma das maiores empresas de material eléctrico e telecomunicações a nível mundial – Alcatel-Lucent (20 biliões de euros de facturação – 77 mil colaboradores) - que perdeu e ganhou nestes últimos seis meses 2 biliões de euros de capital. Será que os negócios da empresa nos primeiros três meses correram mal e nos últimos meses correram bem? Ou foi pura especulação bolsista? Ou o preço do barril de crude afectou o negócio de telecomunicações? É óbvio que estamos a falar de especulação bolsista por parte dos operadores e fundos internacionais. Por isto, penso muito honestamente que talvez seja necessário criar uma regulação mais eficiente neste mercado. Tornando-o, assim, mais transparente e com o objectivo para que foi criado, avaliar a performance do seu corpo executivo na criação de valor aos verdadeiros investidores. Só assim voltaremos a ter confiança e a investir nas empresas que apresentam as melhores performances.

7.7.08

Justiça

No Dia Seguinte na SIC-N, discute-se a situação no futebol português. José Manuel Delgado (jornalista de A Bola), um benfiquista assumido (e anti-portista primário) clama por justiça e por uma nova era no futebol português. O que grande parte da nossa imprensa pretende não é justiça, o que querem, a qualquer custo, é que o FC Porto seja condenado, o resto são tretas.

Sem vergonha

O que mais escandaliza na última aberração do Conselho de Justiça da Federação é que já nem há a mínima preocupação em, pelo menos, usar a máscara.
Diz-se e mostra-se para quem quer ouvir e ver que se está lá para se julgar a favor de um determinado lado, seja o indescritível presidente, sejam os seus inenarráveis conselheiros.
E anda o país há anos sem fio a discutir sumaríssimos e suspensões.
Depois deste episódio, penso que está dada a última machadada na auto-regulação do futebol.

6.7.08

Outros horizontes

"Traseiras do direito" por CAA, no Blasfémias.

27.6.08

Os nossos tribunais

Só quem não anda pelos tribunais é que pode ficar surpreendido pelo que aconteceu em Santa Maria da Feira.
Com ou sem razão, seja pelo contributo de políticos, advogados, juízes ou jornalistas, a opinião geral é a de que a nossa justiça é lenta, mal preparada, medrosa, aberta a influências e a condicionamentos. Numa palavra, injusta.
Se a este sentimento juntarmos edifícios anacrónicos, a cair de velhos, instalações eternamente provisórias, com salas mal preparadas, sem qualquer dignidade que não foram construídas nem adapatadas para aquele fim, temos o barril de pólvora que actualmente existe em cada tribunal.
Com este estado de coisas, cresce o sentimento de impunidade e de desrespeito que apenas pode desembocar em casos semelhantes ao de Santa Maria da Feira.
Entretanto, do ministro da Jusitça nem vê-lo...

20.6.08

Jogou-se futebol

Portugal perdeu bem.
Enquanto precisaram de jogar futebol, os alemães foram sempre melhores, com excepção daquele centro (o único aproveitável) de Bosingwa para a cabeça no joelho de Moutinho.
Como se temia, no meio-campo português apenas Deco aguentou a pedalada dos alemães. Ballack, Schweinsteiger e Podolsky tinham lugar todos os dias na nossa selecção, com força, técnica e tudo o que se deve exigir a um grande jogador de futebol.
Tacticamente, Scolari voltou a demonstrar que está longe de ser brilhante. Completamente desprevenido perante o reforço da linha média operada por Joachim Low que ganhou a batalha, mesmo estando longe do campo.
Nas bolas paradas, o mal de sempre. Um guarda-redes inepto que apenas se limita a rezar que a bola não chegue lá e um posicionamento defensivo displicente para um grupo em que anões se encarregam de tentar ajudar Pepe e Ricardo Carvalho.
Agora, vou ficar a torcer pela Holanda e pela Rússia que ainda foi a tempo de salvar as minhas previsões, num Europeu que está a sair bem melhor que a encomenda.

Regressando à Terra

A ideia de um novo Bloco Central, sem saber o que as eleições nos trouxeram, apenas pode ter algum cabimento para apimentar e assinalar o congresso que se avizinha. Nada mais.

12.6.08