4.1.10

Fim de Linha

12.10.09

Balanço

Mesquita Machado venceu, mais uma vez, em Braga.
Apesar disso, não considero que tenha sido uma derrota estrondosa de Ricardo de Rio, como já ouvi.
A coligação Juntos por Braga subiu cerca de 3% a sua votação, aumentando os seus resultados em quase todas as freguesias e vencendo em todas as freguesias urbanas, com a conquista de Maximinos, Sé e S. Vicente.
Penso que Ricardo Rio devia considerar seriamente a sua recandidatura em 2013. Sem Mesquita Machado, é, sem dúvida, o político com maior visibilidade do concelho. Além disso, o seu trabalho nos últimos 4 anos, e mesmo com uma desigualdade gritante de armas, acabou por ser premiado.
Os grandes derrotados da noite são o BE e a CDU. Os bracarenses não os vêem como oposição real ao poder. Caso tivessem conseguido penetrar mais profundamente no seu eleitorado natural, é quase certo que o PS perderia as eleições.

9.10.09

Por Ricardo Rio

Tenho uma sincera esperança em que, no próximo Domingo, Braga se liberte do cordão de mediocridade e compadrio que tem governado a cidade nos últimos anos.
Espero que Ricardo Rio vença.
Se o fizer, tem todo o mérito. Conseguiu dar credibilidade a uma oposição que, durante anos a fio, apenas ia às urnas para evitar a derrota por falta de comparência.
É altura dos bracarenses fazerem a sua parte.

29.9.09

Algumas ideias sobre o PSD

O resultado do PSD nas legislativas foi um desastre e ficou muito aquém do que seria de esperar e, mais do que isso, do que seria exigível.
Manuela Ferreira Leite não tem condições para se manter como líder. Por muito que custe, ficou demonstrado que a sua mensagem não passa para o eleitorado.
Mas, obviamente, apenas se deve discutir a sua demissão após as autárquicas. Não faz sentido que um partido enfrente umas eleições sem líder, por mais fragilizado que este esteja.
Para aqueles que vêm agora dizer que a sua liderança foi um erro, convém lembrar o estado miserável em que o PSD se encontrava quando MFL lá chegou. Sem o mínimo de credibilidade e sem que ninguém, sequer, acreditasse que seria possível tirar ao PS a maioria absoluta, quanto mais a vitória nas legislativas.

25.9.09

As campanhas

Hoje acaba a campanha eleitoral mais lamentável a que alguma vez assisti.
Por culpas próprias, não correu propriamente bem à candidata que apoio, Manuel Ferreira Leite, mas parece-me claro que nunca, desde que acompanho a vida política em Portugal, houve tamanha desigualdade no tratamento jornalístico dos episódios e dos casos que varreram as últimas semanas.
Apesar do comportamento elevado e nobre de MFL (como bem realça Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado), que, em momento algum, recorreu aos inúmeros casos nebulosos que ensombraram (e ensombram) a vida de José Sócrates, a campanha do PSD foi sempre pautada, na comunicação social, pelo surgimento de casos envolvendo pessoas que lhe poderiam ser próximas e pelo destaque a episódios rocambolescos, protagonizados nas arruadas, apresentados invariavelmente em tom de gozo.
Perante a impossibilidade de encontrar um ponto negro que fosse no passado de MFL, tentou-se chegar lá por aproximação.
Foram sucessivas campanhas em campanha.
Não restam dúvidas de que o PS tem, neste momento, uma máquina de propaganda e de contra-informação muito bem montada.
Como resultado, MFL, neste momento, não é boa companhia, nem sequer para tomar um copo de água, mas seria sempre a minha Primeira-Ministra.

22.9.09

Bom jornalismo II

E eis que, repentinamente, deixou de estar na moda fazer manchetes com pénaltis mal assinalados e que valem vitórias sofridas.
Fica tudo entre pessoas de bem.

18.9.09

Bom jornalismo

José Sócrates apontou este senhor como um exemplo e uma referência a seguir.
Só não divulga DVD's...

17.9.09

Prémio por bom comportamento

José Sócrates jura que nada fez para que Manuela Moura Guedes saísse da TVI.
Entretanto, coincidência, ou talvez não, o caso Freeport desapareceu da estação e o ainda primeiro-ministro até já aceita ser entrevistado.

Mind games ou psicotrópicos

Desde há uns anos a esta parte, os grandes jogos das equipas de Mourinho acabam invariavelmente como ontem, num enorme bocejo.

15.9.09

Esmiuçar os sufrágios

Quem assistiu à conversa entre Ricardo Araújo Pereira e Manuela Ferreira Leite, na SIC, pôde comprovar que um político não precisa de poses estudadas, frases decoradas e citações encomendadas (ainda que inovcadas sem rigor) para dar uma imagem inteligente, afável e, acima de tudo, de alguém genuinamente interessante.

13.9.09

Sócates e a Universidade

José Sócrates continua a ter uma relação difícil com a universidade.
Ontem, picado por Manuela Ferreira Leite ter colocado em causa os seus conhecimentos de economia, saiu-se com uma alegada citação de Abel Salazar que estaria no pórtico da Faculdade de Medicina do Porto.
Parece que, afinal, não é bem assim.

P.S. - Talvez se estivesse aberta aos domingos...

12.9.09

TSF

Na TSF, não se brinca em serviço. A estação dirigida por Paulo Baldaia (ex-assessor de um governo socialista) foi ressuscitar a dupla Pedro Adão e Silva e Pedro Marques Lopes do RCP. Deve ser difícil escolher dupla mais conveniente a José Sócrates. Neste momento discutem o debate JS-MFL.

11.9.09

Gerir expectativas

Na vida, o resultado final de algo é sempre avaliado em função das expectativas que se criam (Obama que o diga).
Ora, Manuela Ferreira Leite partiu para os debates com os outros líderes partidários com expectativas baixíssimas, já que pouca gente, ou mesmo ninguém, lhe reconhece grande capacidade oratória ou especial eloquência.
Assim, à líder do PSD basta não cometer nenhuma gaffe, pois ninguém está à espera de a ver esmagar os adversários com o seu poder de argumentação.
Já no que toca às questões de carácter e credibilidade, MFL tem que ter especial cuidado, uma vez que existe algum consenso no eleitorado quanto a si, neste ponto. Daí que o episódio da Madeira pudesse e devesse ter sido evitado, apesar de se dever ter em conta as proporções do caso.
Posto isto, acho muito mais importante exigir a um Primeiro-Ministro especiais qualidades no segundo aspecto do que no primeiro.

9.9.09

Tentando renascer...

A subida eleitoral do Bloco de Esquerda começa a ter um efeito perigoso para o próprio partido.
A pouco e pouco, os bloquistas começam a ser levados a sério e começa-se a discutir as suas políticas, para lá das suas bandeiras emblemáticas e propostas fracturantes que apenas chateavam os botas-de-elástico e os defensores dos bons costumes.
Ora, chegando a este ponto, poucos são os que não ficam de cabelos em pé...

P.S. - E não me refiro aos benefícios fiscais que, demagogicamente, tanto jeito deram, ontem, a José Sócrates.

23.4.09

A bola pode passar, o resto é que não

Quem assistia aos jogos do FC Porto, já há muito que se tinha apercebido.
Para travar Hulk, valia tudo. Foi assim em Guimarães, em Paços de Ferreira e estava a ser assim, ontem, na Amadora.
Resultado: Hulk apenas durou 9 minutos porque teve que sair, com uma lesão grave, após uma entrada violentíssima de um jogador adversário, desesperado por não conseguir impedi-lo de jogar futebol.
Provavelmente, para Hulk a época acabou.
Quanto ao senhor que lesionou o melhor jogador do campeonato português, nem cartão amarelo levou. Assim, vai poder a continuar a espalhar a sua classe até ao final da época.
Estamos condenados a ter que admirar os Katsouranis. Os Andersons ficam para quem pode...

22.4.09

Vocação forçada

Confesso que não vi a entrevista de José Sócrates, ontem, na RTP1. A excepção fora alguns momentos em que o zapping me fazia lá parar.
Numa dessas pequenas paragens, ouvi o o primeiro-ministro, acerca do caso Freeport (cito de cor):

"-Não é assim que me derrotam (...) tenho pouco jeito para fazer de vítima (...)
(...)
- Contra mim já fizeram uma campanha negra (...) Sabe, já fui vítima de muitas campanhas (...)"

16.4.09

Acabou

O FC Porto e Jesualdo Ferreira tiveram o grande mérito de nos fazer acreditar que, mais uma vez, era possível.
Ontem, não jogaram particularmente bem, mas, no conjunto dos dois jogos, foram superiores ao Man Utd. A excepção foi aquele remate de Ronaldo que saiu do seu limbo de presunção durante uns segundos, para depois voltar a ser secado por Sapunaru, Cissokho, Fernando e companhia.
Se pertencêssemos a uma liga com dinheiro, diria que, na próxima época, estaríamos novamente aí, para discutir taco a taco . Assim, resta-nos aguardar pelo que vai sobrar desta equipa em 2010 e esperar por mais uns milagres da descoberta.
De todo o modo, o FC Porto sai de cabeça erguida, sem vitórias morais e com razões redobradas para torcer pelo Barcelona e Lionel Messi.

15.4.09

Um cabeça de lista

O anúncio de Paulo Rangel como cabeça de lista do PSD para as eleições para o parlamento europeu demonstra o estado do partido e da política em Portugal.
Em primeiro lugar, devo dizer que Paulo Rangel é um político cheio de valor e substância e um dos melhores parlamentares da Assembleia da República.
Dito isto, penso que seria muito mais útil cá, na batalha do dia a dia, do que em Bruxelas, onde a relevância das suas intervenções será inevitavelmente secada pela distância e a falta de imediatismo.
A dificuldade do PSD em arranjar um cabeça de lista credível mostra, obviamente, a pobreza que o rodeia. Não por culpa da sua actual líder, como se diz por aí, mas por culpa das anteriores lideranças e do fascínio que o poder suscita no nosso país.
Após a saída de Durão Barroso, o partido perdeu-se em lideranças estéreis, primeiro com os devaneios de Santana Lopes, seguidos da menoridade de Marques Mendes e que terminaram em histeria com Menezes.
Com isto, conseguiu-se descredibilizar o partido e, a pouco e pouco, afastar grande parte das pessoas que ainda podiam marcar a diferença.
Junte-se a cultura portuguesa da atracção pelo poder. No nosso país, quem manda adquire imediatamente uma aura de credibilidade e respeitabilidade que nunca teve até essa data. Foi assim com Durão Barroso e é assim com Sócrates.
Surgem sempre uma série de sabujos e mangas de alpaca prontos a apoiar tudo o que vem de cima, ao mesmo tempo que os clientes do regime se escondem, incapazes de afrontar quem pode decidir o destino dos seus negócios.
Resultado: quem está na oposição tem fatalmente uma extrema dificuldade em aliciar pessoas.