Derrotas II
Não posso estar mais em desacordo com a abordagem do meu amigo e colega bloguistico Horácio.
Como todos vamos escutando incessantemente, a selecção nacional é a única amadora nesta competição (Rugby World Cup):
- os nossos jogadores treinam 2 ou 3 vezes por semana nos seus clubes, num total de cerca de 6 horas por semana
- os jogadores profissionais treinam cerca de 35 a 40 horas por semana
- utilizando uma comparação muito "futebolística", estamos a falar de orçamentos totalmente opostos: de um lado, uma Nova Zelândia com vencimentos semelhantes ao que de melhor se pode assistir no futebol. Do lado dos jogadores da nossa selecção, o râguebi nada contribui para uma vida financeiramente mais saudável.
O râguebi é uma modalidade em que uma pequena diferença de performance nas equipas se reflecte inequivocamente no resultado. Ao contrário do futebol, onde uma vitória de uma equipa bastante mais fraca é, ainda assim, possível, no râguebi quem está mais bem preparado ganha. Apenas equipas de nível bastante próximo podem discutir um resultado: nem que Portugal jogasse 100 vezes seguidas contra a Nova Zelandia conseguiria (com a preparação actual) vencer um jogo.
Gostaria ainda de assinalar a emoção deste último jogo (PT-NZL) e a proeza do resultado com o placard final entre Nova Zelândia e Itália: 76-14. Relembro que a Itália faz parte, já há alguns anos, do mítico Torneio das 6 Nações...