Mostrar mensagens com a etiqueta Simplex. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Simplex. Mostrar todas as mensagens

16.1.08

Do outro lado do horizonte

Ao abrir uma conta num banco americano, deparei com a simplicidade e total confiança que depositam, fazendo inveja a qualquer defensor do plano simplex do nosso Primeiro Ministro. Não exigem nenhum comprovativo de morada, contacto ou fiador, só o passaporte ou bilhete de identidade. Todo este processo leva cerca de 10 minutos e saímos do banco com tudo tratado e na mão, cartão de débito, cartão de crédito e cheques. No entanto, curioso e interessante é que podemos escolher o tipo de decoração nos cheques, cartões de débito e crédito. O assistente comercial dá-nos um catálogo, com cerca de 20 páginas (mais de 400 opções), com os mais diversos motivos, no cheque e nos cartões, com a Barbie, o emblema do nosso clube, as corridas de Nascar, os Marretas, a Pato Donald , os Invencíveis, CSI Miami, o nosso monograma, enfim, um sem número de opções. Pena foi ter escolhida a opção – sem decoração, hoje “brilhava” ao passar um cheque para pagar a conta no supermercado com a imagem do Winnie The Pooh!!!

24.7.07

Simplex vs. Notários

Não me parece que se possa exigir ao Estado que providencie emprego para uma determinada classe de profissionais. As profissões devem afirmar a sua utilidade por si, caso contrário deixam de existir. O seu aparecimento deveu-se a necessidades sociais, pelo que, quando estas cessam, nada mais natural que a profissão também desapareça.
Quer isto dizer que me causa sempre grande espanto quando uma certa classe profissional vem protestar, reclamando que o Estado através de uma qualquer medida legislativa lhes está retirar trabalho, mesmo que isso se traduza num benefício para o resto dos cidadãos.
No entanto o que está acontecer com os notários é imoral. Primeiramente, avançou-se com a sua privatização, incitando os notários a investir nos seus próprios cartórios e a contratar o seu próprio pessoal, muitas vezes aliviando os próprios quadros da função pública. Posto isto, começa-se a afastar os notários de quase todos os procedimentos e processos que lhes traziam os potenciais rendimentos que justificaram os seus investimentos. Se houvesse um medidor de boa-fé...
Para piorar a situação, tenho dúvidas que muitas das medidas do Simplex tragam as vantagens e a eficiência que se apregoa. As empresas na hora facilitam a burla e a fraude, desprotegendo os credores e os trabalhadores das empresas. A casa pronta volta a aliviar o controlo sobre a construção civil, uma das actividades que mais foge ao fisco em Portugal, e a adensa ainda mais as nuvens sobre a actividade de mediação imobiliária.

2.7.07

Simplex II


O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga encontra-se, mais uma vez, neste estado (clique na imagem para aumentar).

21.6.07

Burlex

O programa "Empresa na hora" foi lançado a pensar naqueles empresários dinâmicos, com ideias prontas e brilhantes, e que perdiam esse espírito ao enfrentar as filas e os procedimentos exigidos para abrir o seu negócio.
Mas, como em tudo, existe o reverso da medalha. A verdade é que grande parte desses procedimentos eram necessários para assegurar seriedade e transparência no processo.
Hoje em dia, é com uma enorme facilidade que se consegue encerrar uma sociedade carregada de dívidas e abrir uma outra, com o nome limpo, aparentemente saudável e pronta a lesar mais uma série de credores.
Este sistema, aliado ao afastamento do controlo notarial de grande parte da vida das sociedades, tem favorecido negócios obscuros, adicionando um elevado grau de incerteza à vida económica e às transacções comerciais.
Daí que para resolver o problema da burocracia seja necessário ir muito para além da escolha de nomes pomposos e siglas sonantes, sob pena de taparmos uns buracos para abrir outros.