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13.9.07

Parece que choveu...

Dizia hoje o locutor da Antena 3:

"Depois da chuva que ontem varreu o país..."

Em Braga não caiu uma única gota e consta que no Porto, em Guimarães e arredores também não...

21.7.07

Natalidade

Ontem José Sócrates anunciou algumas medidas de apoio à natalidade, em queda evidente no nosso país. Pelo que li, essas passam por um reforço do abono, principalmente às famílias mais carenciadas.
O que afirmo é de observação empírica, não tenho dados concretos, mas desta vez o alvo não parece o mais correcto. No hospital onde trabalho ocorrem cerca de 3000 partos anuais, uma amostra razoável e também já estive dois anos numa consulta de planeamento familiar. O que tenho observado, é que esta quebra na natalidade, este desejo de não ter filhos, parecem-me muito mais evidentes nas classes sociais favorecidas, como também o desejo em engravidar muito mais tardiamente. Não penso que estas medidas sejam capazes de alterar esta tendência...

18.7.07

Ibéria

José Saramago, com a habitual consistência de pensamento político, defendeu que Portugal se tornasse numa província espanhola, integrando um novo país, a Ibéria. E a verdade é que houve quem o levasse a sério e pegasse na ideia, recordando que sondagens anteriores demonstraram que uma maioria de portugueses até concordaria com o plano.
Desenganem-se os que vêem a nossa integração em Espanha como a panaceia para os nossos males, atrasos e medos. A medida pouco mais serviria do que para aumentar a auto-estima das províncias da Galiza, Andaluzia e da Extremadura. É que não era por mudarmos o nome que deste lado deixaria de haver portugueses...

26.4.07

O Túnel

A julgar pela cobertura mediática, parece que foi inaugurado um túnel que atravessa o país, do Minho ao Algarve, melhorando a qualidade de vida de dez milhões de portugueses...

3.4.07

Perigos centralizadores

O governo prepara-se para encerrar 28 tribunais, devido à baixa movimentação processual, sendo a maioria deles no interior.
O Estado também deve reger a sua actuação por princípios de eficácia e eficiência, adoptando políticas de redução de custos e de maximização de recursos. No entanto não pode cair na tentação de enveredar por uma gestão meramente empresarial.
Não conheço o estudo que aconselha o encerramento dos tribunais nem ponho em causa a sua bondade, mas este governo tem assumido uma postura centralizadora, que se tem traduzido no empobrecimento do resto do país face a Lisboa.
O interior de Portugal é reconhecidamente uma região com gravíssimos problemas estruturais que favorecem a emigração e a sua desertificação. Deste modo, sempre que falamos de serviços do Estado e do seu custo por utilizador, é óbvio que os serviços localizados nesta região saem penalizados. Fechá-los, pura e simplesmente, será cair numa tentação fácil que apenas irá tornar mais pobre e ainda menos apelativa a região e que, gradualmente, levará ao desaparecimento das suas povoações, tornando definitivamente Portugal num país à beira-mar plantado.