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21.1.09

Angola Power


"O semanário Sol está em vias de passar a ser controlado por uma nova empresa accionista, contra a vontade de uma parte dos actuais investidores e sem que estes tivessem uma palavra decisiva no negócio, como está definido nos estatutos e no acordo parassocial da empresa que publica o jornal. Em causa está uma sociedade que se chama Newshold, e que está ligada a interesses angolanos."

Só pode ser com apreensão a constatação do poder crescente dos interesses angolanos em Portugal. Depois de já deterem posições importantes na GALP, BCP e BPI, o jornal Público noticia hoje que o semanário Sol também já se encontra na órbita do poder de Angola. País este, que tem sido referenciado como um dos mais corruptos do mundo, em que não se consegue discernir qualquer separação entre o interesse privado e a oligarquia instalada no poder, em que a filha do presidente é omnipresente e parte interessada em todos os grandes negócios. Preocupante...

13.5.08

Angola, Sonangol e o BCP

As declarações de Bob Geldof fizeram a despertar a nossa imprensa para a situação vergonhosa que se vive em Angola. A complacência do governo português, em nome dos interesses económico e do preconceito colonial, é infinita. O que não se escreveria se os nossos principais empresários andassem a negociar com Robert Mugabe? Nunca percebi a diferenciação dentro da escala do Mal, não será José Eduardo do Santos e regime angolano um dos exemplos mais aberrantes do continente africano? Presidente de um partido marxista, que ainda há semanas impressionou o camarada Jerónimo de Sousa, deixa para a sua omnipresente filha a participação nos negócios mais importantes.
Sendo a Sonangol a empresa mais visível deste regime é com preocupação que vejo as suas participações nas principais empresas portuguesas aumentar dia para dia, tornando-se na maior accionista do BCP. Cada vez tenho mais vontade de deixar de ser cliente deste banco...

26.7.07

Jornalismo

Ler no Correio da Manhã, um excerto das escutas telefónicas entre António Tavares Teles e Pinto da Costa, a combinar uma notícia falsa.

Ler "Um furo jornalístico" por Pedro Marques Lopes, no 31 da Armada. Uma reportagem surreal da revista Sábado sobre a filha mais velha do Presidente de Angola.

4.7.07

Voos angolanos

A decisão da Comissão Europeia de avançar com a proibição da TAAG de efectuar voos para o espaço da União é importante. Mais ainda após a ameaça das autoridades angolanas de retaliar com idêntica medida em relação às companhias aéreas europeias.

É bom que os governantes angolanos tenham consciência de que nem tudo se compra, nem se consegue com base na chantagem.

O porta-voz do comissário europeu dos Transportes, Jacques Barrot, disse hoje que a decisão do executivo comunitário foi tomada exclusivamente com base em razões de segurança e afirmou que "a retaliação neste caso não ajudará a resolver problemas de segurança e não terá qualquer efeito".

"O que poderá efectivamente ajudar a remover a TAAG da lista negra é única e exclusivamente a promoção de melhorias na segurança" da frota da companhia aérea, afirmou Michele Cercone.

15.5.07

Angola

A TVI exibiu, no passado Sábado, uma reportagem, estilo Caras neo-colonialista, sobre os portugueses que vivem em Angola.
Confesso que não a vi até ao fim, mas, basicamente, a ideia que ficou é que Angola é o paraíso, com uma capital em reconstrução, onde se consegue dinheiro fácil, com muitos empregados e pouco trabalho. A isto junte-se praia, mar e sol durante todo o ano, e não faltará gente disposta a fazer já a mala.
Tenho amigos que trabalharam e trabalham em Angola. Todos são unânimes em considerar que o país está em ebulição, recheado de oportunidades e onde há muito para fazer.
No entanto, o resto da visão está longe do idílio que nos foi apresentado pela referida reportagem.
Ao lado do dinheiro fácil e das novas oportunidades, surge uma corrupção instalada ao mais alto nível que paralisa quem a ela não se submeter. Luanda é uma cidade dividida, fruto de uma sociedade onde apenas existem muito ricos e muito pobres. Ali coabitam guetos de barracas com novos e modernos edifícios. Os poderosos exploram os mais fracos, apoderando-se da riqueza do país.
Há praia, sol, marisco e mar para quem puder, mas andar tranquilamente a pé pelas ruas é um luxo arriscado.
Sobre isto, na TVI, nem uma palavra...

19.3.07

Outros horizontes

Sobre a polémica das cartas de condução angolanas e portuguesas, ler "Os novos colonialistas", por Helena Matos, no Público.

16.3.07

Cartas de condução II

Relativamente a certificados e documentos legais, será boa ideia ter acordos de reciprocidade com países onde a corrupção faz parte do quotidiano?