21.2.09
20.2.09
17.2.09
Histórias da província
O Correio da Manhã continua a publicar notícias sobre o enriquecimento inexplicável de vários membros da Câmara de Braga. Sobre isto duas perplexidades. Primeiro, ao lermos isto fica-se com muitas dúvidas (para usar um eufemismo) sobre a investigação judicial. Segundo, já uma vez escrevi que sendo Braga uma das cidades mais importantes de Portugal, passa completamente ao lado da agenda dos media, já se percebe como isto interessa a alguém, são histórias da província.
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Horácio L. Azevedo
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14.2.09
Braga e o futebol
As eleições estão próximas e a Câmara de Braga não brinca em serviço. Não há nada como gastar o dinheiro dos contribuintes...
"A Câmara de Braga anunciou hoje a colocação de relvados sintéticos, balneários e melhorias de acessos, em cinco estádios de futebol nas freguesias dos arredores da cidade. O Gabinete da Presidência adiantou que as obras decorrem nos estádios, João Soares Vieira (Merelinense Futebol Clube), Celestino Lobo (Dumiense Futebol Clube), Augusto Correia (Palmeiras Futebol Clube), Horácio Azevedo Campos (Grupo Desportivo de Adaúfe) e Futebol do Sobreiro (Futebol Clube Ferreirense)."
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Horácio L. Azevedo
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22:39
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Marcadores autarquias, Braga
E se fosse António Costa?
O Correio da Manhã faz hoje capa da "suposta" fortuna de Mesquita Machado.
Portugal é um país peculiar, longe da capital é o farwest. Alguém consegue imaginar se o mesmo fosse publicado sobre Rui Rio ou António Costa?
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Horácio L. Azevedo
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21:38
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Marcadores autarquias, Braga
6.2.09
Histórias de Braga
No Público de hoje (edição impressa):
«Oito anos depois da queixa que lhe tinha dado origem, o Ministério Público do Tribunal de Braga arquivou, por falta de provas, um inquérito feito pela PJ-Porto ao presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, e a nove outros vereadores e técnicos superiores do município, disse à Lusa fonte judicial.(...)
Os inspectores da Polícia analisaram, em concreto, os negócios feitos entre a câmara e a empresa Bragaparques, do grupo Rodrigues & Névoa, e diversos outros empreendimentos imobiliários, entre os quais os promovidos por José Veloso, um dos grandes empreiteiros da cidade.
A investigação passou, ainda, a "pente fino" os negócios feitos pela família do autarca, nomeadamente a compra por dois filhos do Café Astória e da Farmácia Coelho, os quais não revelaram qualquer indício de irregularidade.(...)»
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Horácio L. Azevedo
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22:11
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28.1.09
Já que lá vai, aproveite e conte outras coisas
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Horácio L. Azevedo
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15.11.08
Outros horizontes
"A Costa o que é de Costa" por Eduardo Pitta, no Da Literatura.
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Horácio L. Azevedo
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14.11.08
Jurassic Park
Leia-se no JN a conduta do sempre eterno presidente da câmara de Vila de Conde. Edificante.
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Horácio L. Azevedo
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18:40
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Marcadores autarquias, política
29.9.08
Sem vergonha na cara
A história das casas oferecidas pela câmara de Lisboa é escandalosa. A notícia do Expresso deste fim-de-semana mostra bem o desplante, há um funcionário camarário, José Bastos, que entretanto cedeu a casa ao filho e até chega a dizer que é a sua casa de reserva. Outro afortunado, Baptista-Bastos, recusa a dizer quanto paga pela oferta.
Como já é tradição autárquica parece que isto vai ficar a cargo da consciência de cada um e todos sabemos como isto vai acabar...
"A vereadora da Habitação na Câmara de Lisboa, Ana Sara Brito (PS), afirmou hoje estar de "plena consciência", depois de ter sido inquilina de uma casa que estava na posse da autarquia durante cerca de 20 anos."
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Horácio L. Azevedo
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Marcadores autarquias, corrupção, Lisboa, nepotismo
28.3.08
Histórias de Braga
No Público de hoje (edição impressa):
"A O Tribunal de Braga pronunciou três técnicos camarários, um deles director dos serviços técnicos da autarquia, pela prática dos crimes de falsificação de documentos e abuso de poder, por alegadamente terem permitido a realização de uma obra ilegal.(...)
(...) O queixoso salienta que, apesar da denúncia dos factos, "a câmara licenciou a obra através de falsos ofícios e declarações", facto que, defende, "por si só, deveria conduzir à perda de mandato do presidente da autarquia e à responsabilidade penal e disciplinar aos técnicos". (...)
(...) Jorge Deveza sustenta que o presidente do município "conhecia os factos, porque lhe foram directamente apresentados por diversas formas, incluindo requerimentos entregues na secretaria da câmara municipal, para além de informação pessoal por carta registada". Lamenta, por isso, que o Ministério Público não tenha constituído Mesquita Machado como arguido, sublinhando que a própria juíza de instrução considerou clamorosa a forma como o inquérito foi conduzido."
"O processo foi arquivado duas vezes pelo Ministério Público, mas o queixoso decidiu avançar com acusação particular, vindo o Tribunal de Instrução a dar-lhe razão com a decisão instrutória que teve lugar a 19 de Fevereiro."
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Horácio L. Azevedo
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Marcadores autarquias, Braga
10.12.07
Tranquilo e no sítio certo
«Depois de o Tribunal Central de Instrução Criminal ter decidido pronunciar o autarca [Isaltino Morais] por sete crimes de participação económica em negócio, corrupção, branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal, Isaltino Morais adiantou aos jornalistas que vai continuar a trabalhar "tranquilo como sempre" e "em prol do cidadão", tendo agora a possibilidade de se defender "no sítio certo".»
É importante lembrar, que Carlos Carreiras, o novo líder da distrital de Lisboa do PSD, já afirmou que deseja o regresso do bom Isaltino ao partido.
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Horácio L. Azevedo
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Marcadores autarquias, corrupção
16.9.07
A verdadeira vocação
O Público de sexta-feira noticiava que a câmara de Braga aprovou a constituição de uma sociedade anónima para a realização de obras em instalações desportivas com a ajuda de um parceiro privado, sendo a autarquia detentora de 49% do capital. Isto é uma metáfora dos reais objectivos câmara de Braga, realmente vocacionada para a construção civil, que sempre pareceu o desígnio último da autarquia.
Vai ser curioso, dentro de alguns anos, verificar a quantidade de guetos, zonas urbanas degradadas que esta política autárquica ajudou a criar. Abortos urbanísticos como o Fujacal, Lamaçães, etc. já não fogem ao destino!
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Horácio L. Azevedo
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Marcadores autarquias, Braga
16.7.07
Lisboa
Admito que estas eleições em Lisboa me passaram praticamente ao lado. A atenção da comunicação social é de tal forma exagerada, por oposição ao esquecimento a que se vota o resto do país, que o possível interesse deu lugar a uma incontrolável náusea.
Apesar disso, gostava de deixar uma nota.
Se não há dúvidas que o PSD e o PP são os grandes derrotados, depois de terem sido praticamente varridos do mapa (cada um à sua escala), não me parece certo que Carmona Rodrigues possa ser apresentado como um vencedor. O seu resultado é penalizante para o PSD e, principalmente, para Marques Mendes. No entanto, só isso não chega para fazer de Carmona um ganhador.
Carmona Rodrigues era o presidente da câmara em exercício e, em última análise, era a sua política e a sua obra que estava a ser julgada. Ora, os lisboetas foram bem esclarecedores ao recusá-lo e ao chumbar o seu mandato. Obteve quase metade dos votos do candidato vencedor, conseguindo pouco mais de 30 mil eleitores. Uma hecatombe se compararmos com a eleição anterior.
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Pedro C. Azevedo
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15.7.07
Primeiras impressões (ainda sem resultados definitivos)
António Costa teve o resultado esperado, não sei se chegou a constituir uma mais valia. Tem óptima imprensa, não sei se correspondente ao eleitorado.
Carmona lá conseguiu remeter para 3º lugar Fernando Negrão, os portugueses têm sempre simpatia pelos autarcas que estão no poder, nem que seja o maior inepto.
Péssimo resultado de Negrão e obviamente de Marques Mendes que é o grande derrotado da noite
Helena Roseta obtém um bom resultado, os portugueses gostam destas pseudo-vítimas dos partidos.
Resultados dentro do esperado para Ruben de Carvalho e José Sá Fernandes.
O que não estaria agora o grupo de Portas a dizer se tivesse sido Ribeiro e Castro a obter esta derrota? Avizinham-se tempos difíceis para Paulo Portas e para o seu séquito.
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Horácio L. Azevedo
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Marcadores autarquias, Lisboa, política
10.7.07
Ainda o estádio do Braga
Escreve Pedro Morgado n'Avenida Central: "Que fique bem claro que a Câmara de Braga não faz nenhum favor ao Sporting de Braga quando lhe cede a utilização do Estádio." Não posso discordar mais de tal afirmação. A câmara resolveu a expensas próprias (entenda-se impostos de todos os portugueses) construir um estádio com o objectivo único de cedê-lo ao clube local, endividando-se brutalmente. Gostaria de saber, em que país civilizado, faz parte da política autárquica construir estádios de orçamentos faraónicos para utilização dos clubes da terra? Panis et circenses.
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Horácio L. Azevedo
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18:13
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Marcadores autarquias, Braga, futebol, SC Braga
Direito ao nome

Não sei os contornos do negócio nem os pormenores do contrato que envolveu a Axa, o SC Braga e a Câmara Municipal de Braga.
Mas a verdade é que, em última instância, o SC Braga irá receber dinheiro por autorizar a cedência do nome de um espaço que não lhe pertence.
É mais uma das habituais originalidades bracarenses, à imagem da utilização do estádio pelo clube, que apenas envolve verbas simbólicas, pese embora os enormes custos que a obra teve e continuará a ter durante os próximos anos. Tudo isto graças às relações incestuosas que envolvem a câmara e o principal clube da cidade, sendo quase impossível distinguir onde começa uma entidade e acaba a outra.
Não pretendo com isto fazer um manifesto anti-SC Braga, até porque simpatizo com o clube, nem censuro o contentamento dos seus adeptos, mas isso não pode servir para, pura e simplesmente, passar uma esponja sobre o negócio.
(Imagem d´Avenida Central)
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Pedro C. Azevedo
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Marcadores autarquias, Braga, SC Braga
8.7.07
Outros horizontes
"Capucho vinga Judas" por Eduardo Pitta, no Da Literatura.
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Horácio L. Azevedo
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Marcadores autarquias, blogues, urbanismo
28.6.07
Braga
Hoje, quando lia n'Avenida Central este post que citava um editorial do JN, que se queixava de um clima de claustrofobia que se vive na cidade do Porto, lembrei-me de Braga. Este triste exemplo de mediocridade nacional. Braga, que pretende ser a terceira cidade do país, não consegue escapar deste fatalismo provinciano que os seus autarcas e bracarenses lhe destinaram.
Tendo em conta a importância relativa da cidade para a região, nunca foi objecto de discussão séria e passa completamente ao lado dos media nacionais. Aqui sim, há claustrofobia. Mas mesmo assim, Mesquita e o seu séquito não fazem capa de jornais nem são referidos em editoriais inflamados. Eles, certamente, agradecem a invisibilidade.
Perdoem-me o radicalismo, mas apenas os pouco exigentes (ou mesmo medíocres) se podem contentar com a situação desta cidade.
Teve todas as condições para ter um crescimento urbano decente e hoje é um paradigma do urbanismo terceiro-mundista que grassa em Portugal. Fujacal, vale de Lamaçães, Galécia, Shopping Santa Cruz, a lista é interminável. Prédios sobre prédios, ausência de espaços verdes, carros que engolem ruas, qualidade miserável de construção, negócios obscuros, tudo isto é Braga do século XXI.
Não sei se isto ainda é o reflexo de um Portugal rural e atrasado, com maior predomínio no Norte, que não ainda não conseguiu a transição para a modernidade, e que acaba por se reflectir nestes produtos autárquicos...
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Horácio L. Azevedo
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4.6.07
Maquiavelismo
"O governo está a escrever cartas aos empreiteiros do Pediátrico [de Coimbra] a dizer: desculpe, só tenho este dinheiro, o senhor não se importa de reduzir a obra até este montante"
Carlos Encarnação, durante as Jornadas Autárquicas de Coimbra
Creio que um dia mais tarde vamos perceber que a nossa história se revê na parábola da rã cozida: se entrássemos em água a ferver, saltávamos rapidamente. Como nos vão aquecendo aos poucos, vamos deixando que nos governem até "fervermos" - de forma maquiavélica, manipuladora e comparável a alguns regimes por nós muito criticados nos nossos dias...
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José Augusto Lucas
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Marcadores autarquias, governo