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23.4.07

Portas reloaded

A melhor forma de avaliar o verdadeiro peso político que Paulo Portas ainda tem em Portugal é a indiferença que o seu anunciado, preparado, cozinhado, esperado (...) regresso provocou no país.
Os mais interessados na mais recente versão portista deverão mesmo ser os mais atentos às novas tendências da moda...

21.3.07

Pequeno poder

O que mais inquieta na guerra suja que se vive no CDS/PP (ou CDS vs. PP) é que tudo aquilo é feito pela liderança de um pequeno partido, cada vez mais insignificante na vida política portuguesa (a não ser pelas piores razões), com um futuro cada vez mais negro e incerto e que caminha a passos largos para o suicídio, de preferência, em directo nas televisões.
Imaginem o que não aconteceria se houvesse reais expectativas de ascender ao poder.

2.3.07

O regresso do PP

Como já se esperava desde o seu aparente abandono, Paulo Portas anunciou a sua candidatura à liderança do CDS/PP.
Com o habitual ar grave e solene e com a sua preparada pose de Estado, o ex-ministro do Mar apresentou-se como o salvador da oposição, prometendo uma nova vida não só ao partido como ao centro-direita. À boa maneira de Hugo Chávez entregou-se nas mãos do povo, neste caso, dos militantes. O culto da personalidade no seu máximo expoente.
A verdade é que Portas já percorreu todo o espaço à direita do PS, já foi conservador, anti-europeísta, ensaiou nas últimas legislativas uma postura economicamente liberal, contrastando com muitos dos seus actos enquanto ministro, enquanto defendia intransigentemente os valores mais tradicionais da sociedade. Agora chegou a vez do centro-direita, tentando cavalgar a onda de um PSD adormecido e desorientado, nunca refeito da fuga de Barroso e dos tempos de Santana.
Conta para isso com os seus fiéis e subservientes guerrilheiros, os mesmos que nunca deram um minuto de descanso a Ribeiro e Castro, de modo a que a sombra do verdadeiro líder nunca desaparecesse.
Tem contra ele tudo que fez até hoje.