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12.3.08

Do outro lado do horizonte

O legado económico que George W. Bush vai deixar para o futuro presidente Americano reflecte bem sua incompetência e a importância desta eleição. Em oito anos de presidência dos EUA o preço do petróleo passou de aproximadamente $30 o barril para valores acima dos $100; a economia americana enfrenta um défice orçamental gigantesco, no entanto George W. Bush baixou os impostos em 4% para aqueles que possuem rendimentos anuais acima dos $150,000! Mais grave ainda, numa conferência para promover o seu mais recente livro “Three Trillion Dollar War: The True Cost of Iraq Conflit" que eu tive o prazer de assistir, o Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz, professor da Universidade de Columbia, analisa que os custos reais da guerra do Iraque para a economia americana, e consequentemente para as restantes economias, ascende a 3 triliões de dólares até 2012. Este valor daria para pagar a segurança social americana nos próximos 50 anos ou para pagar os estudos universitários a 160.000 estudantes americanos. Será que deixa saudades?

6.3.08

A metade

Descobri hoje mais uma originalidade das eleições presidenciais americanas.
Segundo o Público, Barack Obama conta, neste momento, com 1456,5 delegados eleitos.
Onde é que Obama terá encontrado esse meio delegado?

24.2.08

Do outro lado do horizonte

Correndo o risco fazer uma previsão errada, penso que será Barack Obama o futuro presidente dos Estados Unidos da América. Pelas condicionantes geográficas e com uma comunicação social extremamente agressiva sou constantemente obrigado a seguir mais de perto estas eleições. Com um discurso mais coerente e com ideias mais objectivas acho que Obama tem todas as condições para suceder, finalmente, a George W. Bush. No entanto, Obama, como todos os comuns dos mortais, não é perfeito. Falta-lhe experiência, em termos económicos deixa bastante a desejar, mas consegue superar todas estas suas debilidades com um discurso directo, muito assertivo e, principalmente, direccionado a problemas sociais, sendo estes, sem dúvida, o seu grande trunfo e o calcanhar de Aquiles deste País. Embora, neste momento, os E.U.A estejam à beira de uma recessão, não me parece que este será o principal tema para as próximas eleições Americanas, em Novembro. O lobby económico instalado em Washington D.C. encarregar-se-á de manobrar as dúvidas para os respectivos candidatos, mantendo o confronto Democrata, Barack Obama, e Republicano, o veterano de guerra John McCain, entre a retirada e a manutenção das tropas no Iraque. Por tudo isto, não me parece que haja muita margem de manobra para o Republicano John McCain, que representa a continuação da política de George W. Bush, ganhe a Barack Obama.

11.2.08

Quem vier atrás de mim...

A governação de George W. Bush teve o dom de pôr num pedestal o seu sucessor, qualquer que ele seja. Analisando os perfis e os comentários sobre Obama, Hillary Clinton ou McCain, quase não se descobrem defeitos.
Pelo menos aos olhos do mundo, quem vier, virá carregado de esperança, com o que isso tem de bom relativamente à margem de erro e com o que tem de nefasto em termos de expectativas.

16.7.07

Lisboa

Admito que estas eleições em Lisboa me passaram praticamente ao lado. A atenção da comunicação social é de tal forma exagerada, por oposição ao esquecimento a que se vota o resto do país, que o possível interesse deu lugar a uma incontrolável náusea.
Apesar disso, gostava de deixar uma nota.
Se não há dúvidas que o PSD e o PP são os grandes derrotados, depois de terem sido praticamente varridos do mapa (cada um à sua escala), não me parece certo que Carmona Rodrigues possa ser apresentado como um vencedor. O seu resultado é penalizante para o PSD e, principalmente, para Marques Mendes. No entanto, só isso não chega para fazer de Carmona um ganhador.
Carmona Rodrigues era o presidente da câmara em exercício e, em última análise, era a sua política e a sua obra que estava a ser julgada. Ora, os lisboetas foram bem esclarecedores ao recusá-lo e ao chumbar o seu mandato. Obteve quase metade dos votos do candidato vencedor, conseguindo pouco mais de 30 mil eleitores. Uma hecatombe se compararmos com a eleição anterior.

3.7.07

Eleições 2001

Foi apresentado ontem um livro, Eleições Viciadas? por João Ramos Almeida, sobre eventuais irregularidades nas autárquicas de 2001 em Lisboa. Tendo em conta a gravidade de tais factos (ler "Eleições autárquicas 2001. Viciadas?" por Franscisco José Viegas, n'A Origem das Espécies) como é que isto pode passar ao lado de uma discussão séria. Eu sei que estamos em Julho, e há jogadores de futebol a chegar em catadupa aos aeroportos...

Ler também "As autárquicas 2001 em Lisboa" por Pedro Magalhães, no Margens de Erro.

16.2.07

Outros horizontes

Uma peculiar maneira de contar votos que encheria de orgulho Salazar, em "Salazar Reloaded", por Mário Almeida, n´A Fonte, a propósito do concurso O Pior Português de sempre, da SIC/Inimigo Público.