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23.4.07

Portas reloaded

A melhor forma de avaliar o verdadeiro peso político que Paulo Portas ainda tem em Portugal é a indiferença que o seu anunciado, preparado, cozinhado, esperado (...) regresso provocou no país.
Os mais interessados na mais recente versão portista deverão mesmo ser os mais atentos às novas tendências da moda...

20.3.07

PP e Portas

Portas demitiu-se no rescaldo das últimas eleições. Nada de substancial se alterou desde então. A sede de poder e protagonismo falaram mais alto. Nesse intervalo de tempo, o seu séquito minava a actual direcção. Um líder parlamentar chegou ao cúmulo de afirmar que tudo iriam fazer para destronar o líder do seu partido!
Portas já foi a várias eleições, nunca conseguiu nada de extraordinário. Telmo, Pires de Lima, Nobre Guedes, Melo, os de sempre e sempre os mesmos seguem-no.
O PP é um partido pequeno, não tem expressão autárquica, não tem lugares nem benesses para distribuir.
Monteiro anda a fazer as cenas que se sabe, inconformado com a sua própria irrelevância.
Portas quer voltar, sempre... Tudo velho.

A falta de memória

Quando se ouve o discurso messiânico e salvador de Paulo Portas e Santana Lopes quase somos levados a esquecer que ambos foram varridos do poder pelos eleitores há pouco mais de dois anos.

2.3.07

O regresso do PP

Como já se esperava desde o seu aparente abandono, Paulo Portas anunciou a sua candidatura à liderança do CDS/PP.
Com o habitual ar grave e solene e com a sua preparada pose de Estado, o ex-ministro do Mar apresentou-se como o salvador da oposição, prometendo uma nova vida não só ao partido como ao centro-direita. À boa maneira de Hugo Chávez entregou-se nas mãos do povo, neste caso, dos militantes. O culto da personalidade no seu máximo expoente.
A verdade é que Portas já percorreu todo o espaço à direita do PS, já foi conservador, anti-europeísta, ensaiou nas últimas legislativas uma postura economicamente liberal, contrastando com muitos dos seus actos enquanto ministro, enquanto defendia intransigentemente os valores mais tradicionais da sociedade. Agora chegou a vez do centro-direita, tentando cavalgar a onda de um PSD adormecido e desorientado, nunca refeito da fuga de Barroso e dos tempos de Santana.
Conta para isso com os seus fiéis e subservientes guerrilheiros, os mesmos que nunca deram um minuto de descanso a Ribeiro e Castro, de modo a que a sombra do verdadeiro líder nunca desaparecesse.
Tem contra ele tudo que fez até hoje.