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17.10.07

Importa-se de repetir?

Durante a conferência da APLOG (Assoc. Portuguesa de Logística), um ilustre professor do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa), que presidia à mesa de palestrantes, preparava-se para fazer uma breve nota curricular de cada um dos oradores. Um destes oradores, que possuía um MBA no INSEAD (uma das mais prestigiadas business schools do mundo), foi apresentado pelo referido professor da seguinte forma: "Passo a palavra ao Eng (...), que detentor de um MBA pelo INSEAD. Afinal, o que é isto de MBA? No fundo, trata-se de um mestrado sem tese, ou estarei enganado?"

Bom, Sr. Professor, na realidade trata-se de um mestrado sem tese... mas leccionado por um corpo docente que não está desligado da realidade, e onde os seus alunos vêm aplicabilidade nos conceitos que adquirem; leccionado por pessoas que não se refugiam no seu gabinete a elaborar teses que pouco ou nenhum valor acrescentado trazem ao seu domínio; leccionado por pessoas que se esforçam para que o valor neles investido traga o maior retorno possível para a sociedade (ou, pelo menos, para os seus alunos).

3.9.07

Cursos superiores

«O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, defendeu hoje que os cursos de engenharia em Portugal deveriam ser reduzidos em cerca de 80 por cento, uma vez que muitos dos nomes "são marketing puro".»

Isto não é novidade para ninguém. Mas se o estado tem toda a culpa em caucionar cursos de qualidade mais do que duvidosa (serviu para o nosso primeiro-ministro se licenciar) não se pode simplesmente pensar que muitos alunos vão ao engano. A verdade é que para muitos estudantes a escolha de um curso superior é completamente irreflectida, para não dizer leviana. O que muitos querem é dizer que andam na universidade, poder ir a umas festas, depois no fim logo se vê se aquilo dá para alguma coisa. Não me venham dizer que quem escolhe a via de ensino, por exemplo, não sabe que o mais certo é acabar no desemprego.
O estado também permitiu a destruição de muitos cursos prestigiados (direito, arquitectura,...), permitindo que universidades privadas os ministrassem sem quaisquer exigências. Conheço colegas meus, que com muita dificuldade terminaram o liceu (para ser simpático), mas que se licenciaram facilmente numa privada...