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18.1.08

Critérios

Isto passou-se na saída de Paulo Teixeira Pinto do BCP, justificando os valores envolvidos:

Em Setembro, o ex-CEO acabaria por renunciar ao lugar, que ocupava há mais de dois anos, garantindo uma indemnização à cabeça de 10 milhões de euros, o que o impede de voltar a exercer funções em instituições bancárias concorrentes. Teixeira Pinto garantiu ainda o pagamento (ao casal) de uma pensão anual vitalícia da ordem dos 500 mil euros. Ou que dá 35 mil euros por mês, 14 meses por ano.

A Caixa Geral de Depósitos, por seu lado, não só aceitou pacificamente a saída do seu presidente para a presidência de um banco rival, como ainda votou nele para esse cargo na assembleia geral de accionistas desse banco.

16.1.08

A cor do dinheiro

Santos Ferreira - 283 votos

Miguel Cadilhe - 560 votos

Como a matemática nem sempre é simples, Santos Ferreira é o novo presidente do conselho de administração do BCP, eleito com 97,76 dos votos dos accionistas presentes.
À partida, a diferença entre o número de votos e a representatividade do capital pode parecer chocante, mas só a demagogia pura e a desonestidade intelectual podem levar a que se ponha em causa a justiça da votação. Bem diferentes são as ilações que podemos tirar de toda esta história. A iniciativa privada em Portugal não passa de uma história para adormecer meninos e enfeitar debates na televisão. Na hora da verdade, ter o beneplácito do Estado e do poder vigente é que conta, por mais forte e independente que a instituição apregoe que é.

27.12.07

Coincidências II

Retomo a ideia do último post, a verdade é que mesmo considerando as peripécias desse super-boy Vara (que entretanto até já arranjou defensores respeitáveis na blogosfera), o que preocupa nesta história é que está em curso uma investigação a uma instituição. Não é possível separar aqui o BCP da sua administração, se a administração agiu ilegalmente a própria instituição também será penalizada. Assim, como lembrou Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo, em contraponto à versão Alice no País da Maravilhas do previsível Jorge Coelho, a solução actual para agradar o PS também será uma medida preventiva para eventuais sanções.

Pouco há para dizer sobre a actuação de Luís Filipe Menezes neste caso. Com esta visão de dividir os despojos, cada vez menos se espera da personagem.

26.12.07

Coincidências

O BCP prepara-se para ser alvo de uma auditoria por parte do Banco de Portugal.
Posto isto, a nova administração do BCP prepara-se para ter fortes ligações ao partido e ao governo em funções, nem sequer faltando um dos mais conhecidos boys nomeado por José Sócrates, Armando Vara.

23.10.07

Pai... (II)

A notícia mudou ligeiramente:

Jardim Gonçalves assumiu a dívida do filho ao BCP.

Resta saber quando é que o banco vai exigir o pagamento da dívida ao presidente do conselho geral e supervisão...

22.10.07

Pai...

Jardim Gonçalves pagou a dívida do filho ao BCP.

Apesar de ser uma atitude que deve ser realçada, põe-se sempre a questão de isto apenas ter sido feito após o caso ter vindo a público.
E ninguém acredita que Jardim Gonçalves não estivesse a par do que se passava nas suas casas...

15.10.07

Filho de peixe... não se afoga

Numa altura em que os bancos se multiplicam em esforços e execuções judiciais para reaver o dinheiro emprestado nos créditos à habitação, levando à praça as casas dos desgraçados que não cumprem, a notícia do perdão de dívida do BCP a empresas participadas pelo filho de Jardim Gonçalves vai muito para além da mera publicidade negativa.
Aliás, seria bom que os accionistas do banco soubessem que garantias foram pedidas para conceder o empréstimo...

Adenda - (13:18) E ainda não tinha conhecimento do perdão a Goes Ferreira, quando escrevi este post.