Outros horizontes
"Saúde Privada: o Paralelo dos Sistemas" por Vítor Pimenta n´Avenida Central.
Sobre tudo e sobre nada.
"Saúde Privada: o Paralelo dos Sistemas" por Vítor Pimenta n´Avenida Central.
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Horácio L. Azevedo
às
14:29
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Foi com preocupação que recebi a notícia da vitória do Dr. Miguel Leão nas eleições para bastonário da Ordem dos Médicos, felizmente sem maioria absoluta. Há 3 anos, critiquei aqui as invertevenções do agora candidato quando participava na campanha do Dr. José Miguel Boquinhas. Infelizmente não pude votar nestas eleições (devido ao facto de me encontrar em Inglaterra). Mas na segunda volta não pactuarei com um candidato que pretende transformar a Ordem dos Médicos num sindicato e usá-la como instrumento de acção política. O que os médicos menos precisam neste momento é de uma OM desfigurada e populista que abandone, em favor de interesses corporativos, o seu papel único de auto-regulação da prática da Medicina.
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Joaquim Cerejeira
às
11:46
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Marcadores Ordem dos Médicos, saúde
O caso da morte ocorrida após uma agressão em plena sala de espera no Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra é um episódio chocante que deve merecer uma profunda reflexão. Independentemente das conclusões da autópsia e do estabelecimento de um nexo de causalidade entre a agressão e a morte da agredida, não é admissível que episódios de violência ocorram perante a passividade de elementos da segurança do hospital. Se é certo que casos com tal gravidade são raros e excepcionais, como diz o Director do Hospital, Prof. Fernando Regateiro, quem trabalha no SU dos HUC ou de qualquer outro hospital sabe bem que a violência para com profissionais e outros utentes é um fenómeno diário. Para além da elevada tensão emocional dos utentes e do stress dos profissionais, que por si só já são favorecedores de alguma conflitualidade, acresce que um SU é um local frequentado por doentes com perturbações mentais, sobretudo toxicodependentes em crises de abstinência que facilmente se tornam agressivos. É portanto um local em que se conjugam factores que exigem atenção especial em relação à prevenção dos fenómenos de violência. Os agentes de segurança colocados no SU devem estar devidamente preparados para actuar quando necessário nestas situações. Infelizmente, receio que muitos destes profissionais não sejam mais do que porteiros que usam toda a sua autoridade para barrar a entrada aos acompanhantes dos doentes...
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Joaquim Cerejeira
às
19:53
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No Público: "O sistema biométrico de controlo de assiduidade através de impressão digital - que os hospitais e centros de saúde estão a adquirir para substituir os tradicionais livros de ponto - pode ser falseado com um simples dedo de silicone, demonstrou ontem a TVI".
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Horácio L. Azevedo
às
00:15
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Marcadores saúde
Luís Filipe Menezes defende a separação total entre a medicina privada e pública.
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Horácio L. Azevedo
às
15:29
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Marcadores saúde
Um estudo realizado pelo Serviço de Biomédica e Ética Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto terá concluído que cerca de metade dos idosos institucionalizados admite a legalização da prática da eutanásia. Este estudo foi realizado em 815 idosos de todo o país, residentes em lares de terceira idade. Atendendo à minha experiência profissional questiono-me acerca da credibilidade dos resultados de tal estudo. Com efeito, a grande maioria da população com idade superior a 65 anos apresenta níveis de escolaridade muito baixos, tendo a esmagadora maioria 4 ou menos anos de escolaridade. Esta situação, reconhecida há muito por neuropsicólogos, dificulta e tem que ser tida em consideração aquando da validação de instrumentos de avaliação criados em sociedades com níveis de escolaridade elevados. Por exemplo, num dos testes mais simples de avaliação cognitiva (Teste do Relógio) os idosos portugueses, sem patologia, têm um desempenho francamente inferior aos de outras populações europeias, necessitando frequentemente de ajuda na execução das tarefas por não compreenderem os conceitos abstratos. Além disso, seria interessante saber se o estudo incluiu uma análise da função cognitiva dos inquiridos e até que ponto o défice cognitivo constituiu critério de exclusão do estudo (é sabido que a institucionalização dos idosos está fortemente relacionada a um estado de incapacidade funcional e cognitiva pelo que será de esperar níveis significativos de deterioração cognitiva nesta população). Por tudo isto, e dado que estamos a falar de conceitos abstratos complexos (eutanásia, legalização) tenho sérias dúvidas em relação à capacidade de compreensão dos indivíduos avaliados.
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Joaquim Cerejeira
às
22:03
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O estado do Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido (NHS) é notícia hoje nos meios de comunicação por mais um triste episódio que é um bom indicador da situação preocupante que se vive neste país. Uma Comissão de Saúde que investigou níveis alarmante de infecção por Clostridium difficile com elevadas taxas de mortalidade nos doentes publicou um relatório devastador para a qualidade dos serviços de saúde prestados no Hospital de Maidstone. As notícias sobre problemas no NHS são frequentes e, apesar do dinheiro gasto, os indicadores de saúde e de satisfação dos utentes não têm melhorado. Em Agosto, num relatório comparativo com outros países europeus, o Reino Unido surgia ao lado de países do Leste europeu nos níveis de sobrevivência por cancro quando é dos países que mais gasta no diagnóstico e tratamentos oncológicos. Curiosamente, o actual estado do NHS é o resultado de políticas que se apoiaram numa progressiva mas sustentada deterioração do estatuto profissional dos médicos e dos profissionais de saúde, como alguns defendem para Portugal. Após a abertura de vagas de Medicina em excesso, e com o "mercado a funcionar" os Hospitais-empresa basearam as suas contratações em mão de obra barata, desesperada por aceitar qualquer lugar mesmo que indiferenciado, e numa medicina "a peso" que valoriza a quantidade em desfavor da qualidade. Se é verdade, como alguns dizem, que o Reino Unido está uns anos à frente de Portugal, então ainda vamos a tempo de aprender com os erros deles...
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Joaquim Cerejeira
às
19:25
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"O Governo quer alargar de 1400 para dois mil o número de vagas em Medicina, anunciou hoje o ministro da Saúde, António Correia de Campos, sem avançar um prazo para atingir o objectivo."
Quando se fala em aumentar o número de vagas em medicina, esquece-se muitas vezes que no percurso da carreira médica existem actualmente dois grandes filtros, primeiro a entrada na universidade, que é exigente, tirando as habituais chico-espertices portuguesas: estatutos de alta competição, regiões autónomas, emigração, via militar, transferências, etc. Exceptuando estes últimos, todos têm que se esforçar bastante para ingressar no curso de medicina.
Depois no final do curso, aparece um novo filtro, que é a escolha da especialidade. Sobre isto, nunca ouvi o ministro falar. Por exemplo, o ministro quando fala em produtividade dos blocos operatórios, tem em consideração aqueles em que intervêm internos onde obviamente o número de cirurgias realizadas tem que ser inferior. Quando o ministro fala em novos horários ou incentiva o abandono da carreira hospitalar, está a considerar que muitos serviços podem perder subitamente a capacidade de formação? O ministro sabe se é possível formar 2000 internos por ano o que é totalmente diferente de licenciar 2000 médicos? Alguém me explica como se ingressa em determinadas especialidades no Algarve ou no interior e passado uns meses, por artes mágicas, já se está num grande hospital central que não tem qualquer carência dessa mesma especialidade (para não falar de histórias ainda mais obscuras)?
Claro que vão dizer, que eu como médico o que quero é falta de concorrência e garantir o meu lugar. Mas quando se olha para as estatísticas e vemos que o número de médicos por habitante não é inferior à média europeia, e sabemos o que nosso país foi possível fazer em determinados cursos, o panorama não parece animador.
Relativamente ao nosso futuro (dos médicos), acabo com as palavras de Isabel Vaz, responsável pelo Espírito Santo Saúde, melhor que o negócio da saúde só o tráfico de armas (cito de cor). E certamente que não serão os médicos os beneficiários deste negócio...
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Horácio L. Azevedo
às
19:07
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É com bastante apreensão que verifico, ano após ano, o aumento das vagas nos cursos de Medicina nas Universidades portuguesas. Quem conhecer o meio reconhecerá facilmente que esta medida, embora acolha elogios generalizados da população, não é mais do que a materialização de uma política mais abrangente. Com efeito, a classe médica está neste momento a ser alvo, depois dos professores e dos advogados, da estratégia de aumentar em excesso a oferta de profissionais. Isso permite ao Governo introduzir medidas no sistema de saúde que não seriam possíveis sem um enfraquecimento premeditado da classe médica. Além disso, a médio e longo prazo, poderá vir até a reduzir os custos com remunerações. A grande questão que me preocupa não é, de modo nenhum a introdução de medidas impopulares para os médicos na reforma da saúde. Antes pelo contrário, penso que elas são importantes e devem ser implementadas para por fim a abusos que todos conhecemos (e que são transversais à função pública). A minha preocupação situa-se nos efeitos graves que o enfraquecimento do poder da classe médica poderá vir a ter na relação médico-doente. Qualquer acto médico tem que ser centrado numa relação de confiança entre o doente e o médico, relegando a instituição hospitalar para um papel de suporte e de integração dos cuidados de saúde. No entanto, o que se tem vindo a assistir é uma transformação progressiva do médico num técnico que presta unicamente um serviço numa empresa (hospital) a um cliente que a ela recorre (doente). A relação médico-doente está assim a ser substituída pela relação hospital-cliente. Receio que esta alteração, embora possa ser atraente para alguns decisores políticos, não beneficie médicos ou doentes.
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Joaquim Cerejeira
às
22:00
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Admito a minha ignorância. Não sabia que era possível constituir-se uma junta médica, para avaliar a situação clínica de uma pessoa, sem que todos os membros da referida junta sejam médicos.
Apenas pergunto: por que razão lhe chamam junta médica?
Chamem-lhe comissão de sábios, junta de iluminados ou, o tão português, júri de doutores...
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Pedro C. Azevedo
às
15:07
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Marcadores saúde
"Distracções" por Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado.
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Horácio L. Azevedo
às
23:30
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Não conheço o valor dos orçamentos dos centros de saúde, que devem obviamente variar bastante. Mas o que não varia certamente é o critério para a obtenção do cargo, que nos foi bem explicado pelos casos recentes. São parte da pilhagem da administração pública que os partidos fazem após a vitória das eleições. Tendo em conta que a competência não parece ter grande importância para o cargo, lá são mais uns milhões de euros geridos por meras fidelidades partidárias.
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Horácio L. Azevedo
às
19:50
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Ao ouvir o tom boçal com que o deputado do PS, Ricardo Gonçalves, justificava as nomeações do seu partido para a sub-região de saúde de Braga, constata-se o nível cada vez mais miserável dos nossos parlamentares...
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Horácio L. Azevedo
às
19:21
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"A medicina cubana é uma das melhores do mundo", por João Miranda, no Blasfémias.
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Horácio L. Azevedo
às
16:55
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A Psiquiatria é uma especialidade com características particulares, nomeadamente no tipo de pessoas que recorre aos serviços. De facto, os utentes da Psiquiatria podem classificar-se, genericamente em 2 polos. Num dos polos, aquelas que estão efectivamente doentes, por vezes trazidas pelos familiares devido ao facto de não terem iniciativa ou autocrítica suficiente para pedirem ajuda; no outro polo, as pessoas que "querem" estar doentes, que procuram a todo o custo um diagnóstico psiquiátrico, um internamento, uma baixa psiquiátrica a fim de evitar ter que lidar com os problemas ou as responsabilidades do dia a dia. Para este segundo grupo de pessoas, penso que as taxas moderadoras fazem todo o sentido uma vez que constituem uma forma de desincentivar este tipo de comportamento.
Por
Joaquim Cerejeira
às
21:03
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Marcadores psiquiatria, saúde
Urgência
s. f.,
qualidade do que é urgente;
pressa;
necessidade premente, imediata;
sector de um hospital onde se atendem doentes que necessitam de cuidados médicos imediatos
Penso que já escrevi isto inúmeras vezes mas não me canso de repetir. Quem já trabalhou numa urgência geral (a maioria dos médicos) sabe que existe uma proporção enorme de falsas urgências.
Significa que é necessário educar os portugueses, que não utilizam com racionalidade os serviços de saúde. Lembrar que por cada minuto que se perde numa falsa urgência, alguém que necessita de cuidados urgentes tem que esperar. Por isso, quando se fala em reforma das urgências não se deveria esquecer esta questão.
Aqui deixo alguns motivos de urgência que eu próprio ouvi:
"Vim visitar um familiar e aproveitei para cá vir."
"Como o meu filho teve que vir à urgência de pediatria eu também..."
"Vim ao mercado à cidade e..."
"Receitaram-me isto ontem na urgência e como ainda não estou bem..."
"Vim para saber o sexo do bebé."
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Horácio L. Azevedo
às
16:48
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Marcadores saúde