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11.9.08

Mau começo

A derrota de ontem é lamentável, por todas as razões.
Porque Portugal jogou muito melhor e merecia ter vencido.
Porque nos atrasa perigosamente na corrida para o Mundial da África do Sul.
E, pior do que tudo, porque serve na perfeição o discurso dos nostálgicos de Scolari.
Ainda assim, ainda bem que é Carlos Queirós quem lá está.

20.6.08

Jogou-se futebol

Portugal perdeu bem.
Enquanto precisaram de jogar futebol, os alemães foram sempre melhores, com excepção daquele centro (o único aproveitável) de Bosingwa para a cabeça no joelho de Moutinho.
Como se temia, no meio-campo português apenas Deco aguentou a pedalada dos alemães. Ballack, Schweinsteiger e Podolsky tinham lugar todos os dias na nossa selecção, com força, técnica e tudo o que se deve exigir a um grande jogador de futebol.
Tacticamente, Scolari voltou a demonstrar que está longe de ser brilhante. Completamente desprevenido perante o reforço da linha média operada por Joachim Low que ganhou a batalha, mesmo estando longe do campo.
Nas bolas paradas, o mal de sempre. Um guarda-redes inepto que apenas se limita a rezar que a bola não chegue lá e um posicionamento defensivo displicente para um grupo em que anões se encarregam de tentar ajudar Pepe e Ricardo Carvalho.
Agora, vou ficar a torcer pela Holanda e pela Rússia que ainda foi a tempo de salvar as minhas previsões, num Europeu que está a sair bem melhor que a encomenda.

12.6.08

Agora, descansar

Teste difícil, ontem.
A Rep. Checa mostrou ser incomparavelmente melhor que as descrições que dela foram feitas após o jogo com a Suíça.
Portugal mostrou carácter e as qualidades e defeitos que já se conheciam.
Tem uma defesa fantástica, um meio-campo entregue a um sublime Deco (melhor em campo) e um ataque ameaçador, onde não se pode dar um centímetro a Ronaldo e em que Quaresma e Nani já merecem uma oportunidade a sério.
Porém, tem um dos piores guarda-redes do torneio (Cech está muito mal acompanhado no grupo A), faltam quilos na linha média e o ponta de lança limita-se a fazer tabelas (ponha-se lá um meco). Que faria a imprensa amiga se conseguisse marcar golos...
Resumindo, estamos bem lançados e até agora só a Alemanha, a Espanha e a Holanda me pareceram ao mesmo nível.

P.S. - Péssima altura para anunciar a saída de Scolari, mas ele já sabe que tudo lhe perdoam.

9.6.08

Venha o próximo

Portugal começou muito bem.
Temos, provavelmente, a melhor defesa do europeu. Aliás, os dois defesas centrais podiam perfeitamente ser médios criativos da selecção austríaca.
O meio campo, com Petit e Deco a caminhar para o seu nível, e com um João Moutinho que faz tudo, apenas ainda deixa dúvidas quando tivermos de defrontar adversários mais fortes fisicamente que nos obriguem a disputar bolas no ar.
No ataque, Ronaldo está longe de estar só. Simão está bem e ainda há Nani e Quaresma a salivar por um lugar.
Nuno Gomes esteve óptimo no passe para Pepe e fez uma exibição interessante, mas é perigoso gabar tanto um ponta de lança por ter enviado duas bolas de golo aos ferros.

1.6.08

Ad nauseum

Relativamente aos directos sobre a "selecção de Scolari" já sabíamos o que esperar dos nossos canais generalistas, a náusea absoluta, pior é difícil mas é o expectável. Que a SIC-N, um canal pretensamente respeitável, alinhe na palhaçada é lamentável. Claro que felizmente há o telecomando...

21.11.07

Clube Portugal

Já sabem, nada de incomodar os meninos que hoje à noite vão fazer-nos o favor de jogar contra a Finlândia...

18.10.07

Baixando a fasquia

A euforia que invadiu o país futebolístico pelas tangenciais vitórias contra os poderosos Azerbaijão e Cazaquistão...

18.9.07

Derrotas II

Não posso estar mais em desacordo com a abordagem do meu amigo e colega bloguistico Horácio.
Como todos vamos escutando incessantemente, a selecção nacional é a única amadora nesta competição (Rugby World Cup):

  • os nossos jogadores treinam 2 ou 3 vezes por semana nos seus clubes, num total de cerca de 6 horas por semana
  • os jogadores profissionais treinam cerca de 35 a 40 horas por semana
  • utilizando uma comparação muito "futebolística", estamos a falar de orçamentos totalmente opostos: de um lado, uma Nova Zelândia com vencimentos semelhantes ao que de melhor se pode assistir no futebol. Do lado dos jogadores da nossa selecção, o râguebi nada contribui para uma vida financeiramente mais saudável.

O râguebi é uma modalidade em que uma pequena diferença de performance nas equipas se reflecte inequivocamente no resultado. Ao contrário do futebol, onde uma vitória de uma equipa bastante mais fraca é, ainda assim, possível, no râguebi quem está mais bem preparado ganha. Apenas equipas de nível bastante próximo podem discutir um resultado: nem que Portugal jogasse 100 vezes seguidas contra a Nova Zelandia conseguiria (com a preparação actual) vencer um jogo.
Gostaria ainda de assinalar a emoção deste último jogo (PT-NZL) e a proeza do resultado com o placard final entre Nova Zelândia e Itália: 76-14. Relembro que a Itália faz parte, já há alguns anos, do mítico Torneio das 6 Nações...

10.9.07

Heresias do nosso futebol

Escreve Jorge Maia n'O Jogo: "(...) De repente, a titularidade de Ricardo na baliza da selecção, um dos dogmas do futebol português durante os últimos anos, deixou de ser unânime para ser discutível. (...) Afinal, porque há-de Ricardo ser o incontestável titular da Selecção quando há, por exemplo, Quim, por coincidência guarda-redes do Benfica, em excelente forma? (...) Ricardo foi o incontestável guarda-redes da Selecção enquanto Vítor Baía era bicampeão nacional, campeão europeu e até consagrado como o melhor na sua posição pela UEFA. Mas as coisas mudaram. Mudaram tanto que um dia destes, numa daquelas ironias cósmicas, Ricardo ainda vai ter saudades do tempo em que Baía defendia tão bem e ganhava tantas coisas que só mesmo um guarda-redes incontestável podia afastá-lo do seu lugar na Selecção."