Pergunta
As pessoas que presentemente se candidatam aos cursos de via de ensino nas universidades esperam fazer o quê quando se licenciarem? Não se podem queixar de falta de aviso...
Sobre tudo e sobre nada.
As pessoas que presentemente se candidatam aos cursos de via de ensino nas universidades esperam fazer o quê quando se licenciarem? Não se podem queixar de falta de aviso...
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Horácio L. Azevedo
às
16:30
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Marcadores educação
No editorial do Público por Paulo Ferreira:
"O vídeo do conflito na sala de aulas que meio-país já terá visto e que também é noticiado nesta edição é chocante a vários níveis: a desfaçatez da aluna, a impreparação da professora para lidar com a situação e o "circo" em que se transformou a sala de aulas. Mas aqueles que são, certamente, os principais responsáveis por isto, não aparecem nas imagens: os pais."
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Horácio L. Azevedo
às
13:45
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As novas regras de avaliação dos professores, apesar de amplamente contestadas pela classe docente, com o apoio dos sindicatos, têm recebido apoio generalizado da restante população. De facto, existe a percepção geral de que o Sistema Educativo necessita de uma reformulação profunda e que a avaliação dos professores é um dos aspectos fundamentais nesse proceso. No entanto, o recente episódio que veio a público acerca de uma proposta de grelha de avaliação numa escola de Leiria que incluía, como tópico de avaliação, as críticas feitas pelo professor às medidas implementadas, constitui um sinal de elevada gravidade quando ao rumo que a situação está a tomar. Apesar de esse tópico de avaliação ter sido, aparentemente, rejeitado pelo Conselho Pedagógico da escola em causa, este episódio deveria ter tido consequências. Exigir-se-ia, desde já, a responsabilização de quem tomou a iniciativa de propor um tópico de avaliação que pretende restringir um dos direitos fundamentais de qualquer cidadão, o direito à liberdade de expressão. A simples sugestão de que fazer críticas às medidas do Governo é um dos critérios de avaliação não deveria ser compatível com o exercício de cargos de direcção na Função Pública. Por outro lado, este episódio vem legitimar, de forma preocupante, o discurso aparentemente anacrónico dos sindicatos que reclama o respeito pelos professores e o fim das perseguições de que têm sido alvo.
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Joaquim Cerejeira
às
14:12
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Nos últimos anos a política de educação em Portugal, e na generalidade dos países ocidentais, tem sido a de alargar a toda a população a escolarização, assistindo-se a um aumento gradual da duração da escolaridade obrigatória. Uma análise a estas políticas revelam que elas assentam em dois pressupostos fundamentais:
1. que o Estado deve proporcionar a toda a população, independemente da sua condição socio-económica, idênticas oportunidades de acesso a uma formação básica;
2. que as diferenças no desempenho escolar podem ser corrigidas através de um reforço de medidas de apoio aos alunos (ex.: estudo acompanhado) e de uma diminuição dos níveis de exigência .
O segundo pressuposto é uma consequência imediata do primeiro pois, alargando a escolaridade a toda a população, é inevitável que entrem no sistema de ensino alunos com mais dificuldades socio-económicas e ainda outros com pouca motivação para o estudo. Se as dificuldades económicas podem ser corrigidas com um apoio reforçado do Estado, já as diferenças de motivação individual bem como as diferenças de capacidades cognitivas e intelectuais da população não são passíveis de correcções externas, baseadas em princípios de psicologia comportamentalista que desvaloriza as características específicas instrínsecas de cada indivíduo na sua interacção com o meio.
Não é de admirar que se assista a uma progressiva deterioração da exigência na escola, a fim de encontrar um "mínimo denominador comum" que permita a todos os alunos atingirem a escolaridade obrigatória. É pois necessário ter plena consciência que o atingimento do primeiro objectivo implica abdicar de outros, nomeadamente, o de aproveitar ao máximo as potencialidades dos melhores alunos. Por isso, há dias numa conferência em Lisboa, George Steiner afirmava que a Europa será incapaz de voltar a produzir Platões, Mozarts ou Bachs...
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Joaquim Cerejeira
às
16:14
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Marcadores educação
A ideia de despenalizar as faltas dos alunos que frequentem o ensino obrigatório parece-me totalmente descabida. E a justificação da ministra da Educação, que defendeu que desde que os alunos demonstrem que sabem a matéria tudo está bem, parece-me igualmente absurda.
Em primeiro lugar, a escola não pode ser apenas um local onde se adquire conhecimento. É na escola que as crianças e os jovens começam a ter noção da sociedade em que se inserem, apreendendo os seus valores e princípios. A escola deve ter um papel fundamental na educação e formação dos alunos, a todos os níveis, e isso apenas acontece se eles a frequentarem e lá puserem os pés.
Além disso, acaba por minimizar-se até ao limite do inadmissível o papel dos professores. Com este novo estatuto do aluno atribui-se-lhes o mero papel de despejar matéria, facilmente substituíveis por livros ou apontamentos. A mensagem que se transmite é que as aulas são dispensáveis, mandando para as urtigas todos aqueles ditames pedagógicos que, ironicamente, sempre foram defendidos pelos senhores da Esquerda como sendo o milagre para o sucesso educativo.
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Pedro C. Azevedo
às
14:51
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Marcadores educação
Todos os anos as reacções repetem-se. Compara-se o incomparável, não se consideram as desigualdades sociais, etc. Não há ranking perfeitos nem nunca haverá. A elaboração destas listas é positiva num país que tem promovido a mensagem de facilitismo, a ausência de avaliação, em que alunos fazem manifestações ridículas exigindo menos exames. Não vale a pena esconder a realidade.
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Horácio L. Azevedo
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10:13
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Marcadores educação
Todos os anos, todos os concursos, o cenário repete-se, milhares de professores ficam no desemprego, a maioria recém-licenciados. Entenda-se, o estado não é, nem deve ser, uma agência de emprego para professores. Há claramente um exagero na oferta. Continuam apesar de tudo a concorrer para estes cursos na universidade. Se vêem televisão, lêem jornais ou ouvem rádios, sabem o que os espera...
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Horácio L. Azevedo
às
19:01
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Marcadores educação, professores
No DN (via A Origem das Espécies):
"Valeu tudo: tratar um sujeito como predicado, usar um "ç" em vez de dois "s", inventar palavras. O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação deu ordens para que nas primeiras partes das provas de aferição de Língua Portuguesa do 4.º e 6.º anos, os erros de construção gráfica, grafia ou de uso de convenções gráficas não fossem considerados."
Só falta despenalizar os erros com as somas, divisões, subtracções e multiplicações, e as provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática serão um sucesso.
P.S. - Vale a pena ler a notícia toda e as pertinentes reacções dos professores.
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Pedro C. Azevedo
às
15:42
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Marcadores educação
A Fenprof e as associações de professores, para não variar, estão contra a realização de provas de aferição aos alunos do 4º e 6º anos. Dizem que até estariam a favor se não fosse uma maneira encapotada de avaliar os professores.
Ou seja, nós até concordamos com as medidas, desde que não tenham nada que ver connosco...
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Pedro C. Azevedo
às
10:24
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Marcadores educação
No último fim-de-semana, a comunicação social anunciou que o Ministério da Educação se preparava para deixar de pagar incentivos aos professores que orientassem os estágios dos seus futuros colegas.
Na globalidade, e já aqui o escrevi, tenho concordado com a política da ministra da Educação. A actuação de Maria de Lurdes Rodrigues tem-se pautado pela intenção de premiar o mérito e o esforço e de acabar com a acomodação e facilistismo que, ao longo dos anos, se foi instalando no ensino público português.
No entanto, esta medida contraria totalmente esses princípios. Parece-me óbvio que um professor que orienta o estágio de outros deve ser pago por isso, uma vez que se vê obrigado a despender mais tempo e empenho do que os seus colegas que se limitam às suas funções originais.
Argumentar-se que é a lei que o obriga, ao proibir o pagamento de qualquer salário aos estagiários, é totalmente absurdo, uma vez que os papéis são completamente distintos. Enquanto os orientadores estão a prestar um serviço ao Estado, ajudando na formação de novos professores, os estagiários encontram-se no seu processo de formação, valorizando-se e adquirindo competências para entrar no mercado de trabalho.
À primeira vista, esta decisão parece uma mero corte cego, apenas motivada por razões orçamentais.
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Pedro C. Azevedo
às
10:31
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Marcadores educação
Independentemente de serem espontâneas ou não, só quem nunca frequentou o liceu ou nasceu com uma idade mental de 50 anos é que poderá dar alguma importância às manifestações dos estudantes do ensino secundário.
O que sempre motivou este tipo de iniciativas foi o prazer imediato de poder faltar às aulas, sem enfrentar a responsabilidade e o incómodo de o fazer sozinho, desta vez com o incentivo adicional de saber que aquele programa que, teimosa e diariamente, interrompe os Morangos com Açucar encerra a secreta esperança de se ver na televisão.
No mais, tudo não passa de uma série de gritos mais ou menos ensaiados, em que as aulas de substituição tomam o lugar das já gastas aulas de 90 minutos, das provas nacionais e daquele que já é um clássico, "queremos educação sexual".
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Pedro C. Azevedo
às
10:33
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Marcadores educação