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24.10.08

O preço real

A OPEP, numa atitude de incompreensível autismo, decidiu diminuir a produção, numa tentativa desesperada de impedir a queda dos preços e que, à partida, parece não ter surtido efeito.
Em primeiro lugar, parece-me que os produtores de petróleo estão a esquecer-se de que, para haver consumo de petróleo e seus derivados que sustente os preços, é necessário que a economia mundial esteja saudável, coisa que dificilmente se conseguiria se os preços se mantivessem nos níveis anteriores. Bem pelo contrário, como alguém disse, "arriscavam-se a estar a matar a galinha dos ovos de ouro".
Em segundo lugar, penso que a crise dos mercados financeiros demonstrou que a maior fatia do preço do barril do petróleo devia-se unicamente à especulação provocada por fundos de investimento. Ou seja, não era comandada pela relação directa entre a oferta e a procura, pelo que as variações de produção não terão qualquer efeito, numa altura em que não existe liquidez no mercado para investir.

23.9.08

Oferta, procura e especulação

Para quem tinha dúvidas sobre os factores que têm determinado o preço do barril de petróleo, os últimos dois dias são bem elucidativos.
É impossível que, num mercado tão contínuo como este e sem qualquer factor externo que tenha alterado os valores de produção, a procura varie de tal forma que o seu preço tenha oscilações diárias na ordem dos 20%.
Grande parte do preço que actualmente se paga pelo petróleo é fruto de especulação. A sua volatilidade apenas vem comprovar isso mesmo.

5.9.08

A subir todos os santos ajudam

Admirava-me que ainda ninguém se tivesse dado ao trabalho de fazer as contas.
Comparando a descida do preço do barril do petróleo e as descidas dos preços dos combustíveis, vê-se que as gasolineiras ficaram com muito dinheiro no bolso.
Confesso que não percebo o que a Alta Autoridade para a Concorrência necessita para ver a cartelização de preços...

11.7.08

Geo-política

Coincidência ou não, após dois dias consecutivos em que o barril de petróleo negociou em grande queda, tendo o seu preço caído mais de 8%, logo surgiram notícias (com as indispensáveis imagens) de que o Irão estaria a efectuar testes militares com mísseis de longo alcance.
Resultado, o preço do barril de petróleo subiu até atingir novos recordes.
Isto numa altura em que os líderes árabes do médio Oriente não têm nenhuma razão para estarem especialmente melindrados, até porque a administração actual do grande satã já está em fase de despedida.
Haja ou não intencionalidade, a realidade é que se a actual situação do preço do petróleo se mantiver causará à infiel civilização ocidental danos mais terríveis do que qualquer atentado terrorista.

11.6.08

Até quando?

Está na altura do governo deixar de anunciar a sua inflexibilidade e começar a actuar.
O país não pode ficar refém de um bloqueio intimidatório que pouco ou nada tem de legal, democraticamente disfarçado de protesto.
Impedir as pessoas de trabalhar, ameaçar quem tenta furar o bloqueio, destruir mercadorias e camiões. Que mais precisam de fazer para que comecem a ser tratados como merecem?

9.6.08

Uma questão

Provavelmente sou eu que não percebo nada, mas por que razão os camionistas, ao invés de estarem à espera que o Estado, através do governo, lhes resolva o problema, nem sequer equacionam fazer reflectir o aumento dos custos no preço final?

5.6.08

Entretanto

O petróleo continua em descida, mas não se anuncia qualquer descida nos preços dos combustíveis. Que é feito daquele acompanhamento quase diário?

3.6.08

Entretanto

Enquanto a Autoridade da Concorrência passa um atestado de bom comportamento às petrolíferas que actuam em Portugal, diga-se que o preço petróleo nos mercados internacionais continua a descer.
Mas sem histerismos ou alarmismos, não vão os preços dos combustíveis começar a descer por aí abaixo...

29.5.08

Ouro negro III

28.5.08

Ouro negro II

Diz o Público on-line:

"Preço do petróleo cai quase 9 dólares devido ao abrandamento do consumo"

Estou ansioso por ver a reacção das gasolineiras, tão sensíveis ultimamente às variações dos preços.

27.5.08

Ouro negro

Por muito que custe olhar para a velocidade vertiginosa que os números do contador do preço do combustível atingem quando se enche o depósito, a solução não se encontra em nenhuma descida da carga fiscal.
Esta até pode ser elevada e até poderia ser diminuída, mas penso que tal medida nunca poderia ser justificada com o aumento do preço dos combustíveis.
Se assim se fizesse estar-se-ia a dar um sinal errado e pernicioso aos agentes económicos. Seria o mesmo que dizer: podem aumentar o preço quanto quiserem que o Estado compensa o vosso aumento de receita com a diminuição da sua própria receita.
Todas os agentes económicos poderiam aspirar ao mesmo, ou seja, aumentavam exponencialmente o preço da sua actividade esperando que o Estado compensasse esse aumento com a descida dos impostos, como por exemplo, o IVA.
Neste caso, o governo apenas poderá actuar em concertação com os seus parceiros da União Europeia, atacando a fonte da especulação dos preços, se a há, e não optar pela medida mais fácil que não só se limitaria a adiar o problema como, em última análise, acabaria por beneficiar as petrolíferas que veriam o seu crime compensar.

24.5.08

Do outro lado do horizonte

Esta semana a Ford Company anunciou a redução imediata da sua produção de SUVs (Sport Utility Vehicle) e Pick-ups. Compreende-se esta medida com a escalada dramática dos preços da gasolina, principalmente porque afecta este segmento de mercado cujos automóveis têm cilindradas altíssimas. Desde que cheguei a Boston o preço da gasolina passou de $3,05/gallon = $0,805/litro até $3,9/gallon = $1,03/litro. Esta subida do preço/litro da gasolina não é tão acentuada como a que se passa em Portugal. No entanto, se pensarmos que a média de cilindrada dos carros americanos é de 3000 c.c. (centímetros cúbicos) percebe-se bem a preocupação e o peso que esta subida provoca no depauperado orçamento familiar americano. Para bem do futuro da humanidade e que o petróleo comece a deixar de ser uma arma politica, as entidades nacionais e internacionais deveriam obrigar os fabricantes de automóveis a limitar a cilindrada dos seus carros. Assim, passaríamos a ter carros com um máximo de 1600 c.c. para carros a gasolina, e 1800 c.c. para carros a diesel. De certeza que dentro de poucos anos teríamos carros mais potentes, menores consumos e com menores cubicagens. Nunca nos esqueçamos o que as várias gerações nos ensinaram, a necessidade aguça o engenho!